Lisbon e Jane se acham em momentos completamente românticas, quando Charlotte, filha de Jane, e Violet, filha de Lisbon, começam a armar situações para que os dois fiquem juntos.
O que será que eles vão fazer a respeito disso?
Classificação: +16
Categorias: The Mentalist
Personagens: Patrick Jane, Teresa Lisbon, Violet Lisbon, Charlotte Jane, Wayne Rigsby, Grace Van Pelt, Kimball Cho.
Gêneros: Ação, Drama, Romance, Universo alternativo
Avisos: Nenhum
Capítulos: Indeterminado
Terminada: Não
Capítulo 1 - O primeiro jantar
Nada naquele dia parecia ser diferente. Patrick Jane, o
consultor da CBI, havia passado o dia dormindo em seu sofá e dentro de algumas
horas, iria buscar sua pequena Charlotte na creche da CBI.
Teresa Lisbon, a chefe da unidade de crimes graves, por sua
vez, preenchia relatórios e se preparava mentalmente para pegar o trânsito das
seis da tarde para buscar sua filha, Violet, na escola.
Kimball Cho, Van Pelt e Rigsby fuçavam no computador, para
matar o tempo, já que os criminosos pareciam ter tirado um dia de folga.
Entediado, Jane levantou-se de seu sofá e foi até a sala de
sua chefe.
- Me conta de novo
por que você não põe sua filha aqui na creche do CBI? – ele perguntou
- Me conta de novo
por que você entra no meu escritório sem bater na porta? – ela devolveu
- A porta estava
aberta – explicou-se
- Não importa. É meu
escritório. Você não vê o Cho, Rigsby ou Van Pelt fazendo isso.
- E agora você quer
que eu-
- Papai! – Charlotte
entrou na sala de Lisbon correndo e se agarrou as pernas do pai
- Acho que o mal é de
família – Lisbon murmurou para si mesma
- Charlotte, o que
faz aqui? – Jane perguntou pegando a menina no colo – Não vá me dizer que você
fugiu de novo.
- Eu queria te ver –
a menina argumentou
- Charlotte! Já não
te disse que não era para você fazer isso?
- Já, mas... É tão
chato ficar lá, papai. Você não tem ideia!
- Não importa. Você
tem que aprender a obedecer.
- Charlotte, graças a
Deus! – a professora da creche entrou desesperada no escritório de Lisbon –
Desculpe-me, senhor Jane, eu-
- Está tudo bem
Lilian. Essa pequena aqui é realmente difícil de controlar – o loiro sorriu –
Charlotte, obedeça a tia Lilian, e não fuja! Se não serei obrigado a te pôr de
castigo. Estamos entendidos?
- Está bem... –
Patrick ia coloca-la no colo da professora, mas ela o impediu – Não! Deixa eu
dar um beijo na tia Teresa.
Patrick então a colocou no chão e ela logo correu para o
outro lado da mesa.
- Tia Teresa, a
Violet vai vir para cá hoje?
- Sim, ela vem.
- Oba! – a menina
exclamou, beijou a bochecha de Teresa e logo correu para a sua professora, que
saiu do escritório fechando a porta atrás de si.
- Bem... Onde paramos
mesmo? Ah, sim! Por que não põe a Violet aqui na creche da CBI?
- Porque coloquei ela
em uma boa escola. Muito melhor do que a creche do CBI – ela respondeu – Aliás,
por que você não põe a Charlotte em
uma escola de verdade?
- A CBI é uma boa
creche, e faz Charlotte ficar perto de mim – ele respondeu evitando olhá-la nos
olhos
- Você está mentindo
– acusou
Patrick olhou diretamente nos olhos verdes e enormes da
agente e desviou-o, em seguida, para a janela.
- Não consigo – ele
confessou – Sei que a Charlie devia estar matriculada em uma escola de verdade – ele enfatizou – mas
eu não consigo.
- Por quê? – Lisbon
se atreveu a perguntar. Patrick olhou-a novamente nos olhos antes de responder.
- Porque pais e... mães lá, indo buscar suas crianças,
rindo, brincando... E eu não consigo.
- Jane...
- Me sinto culpado
por não poder proporcionar uma vida normal para minha filha, mas...
- Tenho certeza que
ela não te culpa.
- Claro que não. Ainda
não. Ela tem só seis anos e ainda pensa que eu sou um super herói com poderes
mágicos – Teresa riu da afirmação dele
- Você já não acha
que está na hora de seguir em frente? Reservar um futuro melhor para você e
Charlotte?
- Mas e você? – ele
ignorou as perguntas dela
- O que tem eu?
- Não vai seguir em
frente? Arrumar um namorado que trate você e a Violet bem?
- Jane, não tente
mudar de assunto! – Patrick, porém, nada respondeu.
Após alguns segundos de silêncio, Lisbon fez menção de falar
algo, mas Jane fora mais rápido.
- Está tudo bem com a
Violet?
- Sim, ela está bem.
Obrigada por perguntar.
- Ela ainda pergunta
do pai?
- Sempre – Teresa
largou a caneta que havia prendido entre os dedos, afinal, pelo andar da
carruagem, essa conversa não acabaria tão cedo – Todas as noites ela me
pergunta coisas sobre ele – Patrick se sentou a cadeira, na frente da mesa
dela.
- E como você está com tudo isso?
- Bem, eu acho. Já
não sinto mais tanta falta dele, como quando ele faleceu. Já faz três anos.
- Sim, eu sei.
O telefone de Lisbon começou a tocar dentro de sua bolsa, e
assim que ela viu quem estava lingando, atendeu prontamente.
- Lisbon.
- Boa tarde, senhora
Lisbon. Quem fala é Monica da escola da Violet.
- Oi Monica. Está
tudo bem? A Violet está bem?
- Bem... A Violet
está com crise de tosses. Nós achamos melhor dispensá-la das próximas aulas.
Tem como a senhora vir busca-la?
- Claro, claro.
Estarei aí em vinte minutos – e dito isso ela desligou
- A Violet está bem?
– Jane perguntou
- Não. Crise de tosse
de novo. Eu vou lá busca-la – ela pegou sua bolsa e saiu da sala, em direção
aos outros membros do time – Cho, avise ao Minelli que precisei dar uma saída,
vou buscar minha filha na escola – Cho assentiu
- Está tudo bem,
chefe? – perguntou Van Pelt
- Ela está com crise
de tosse, mas vai ficar bem. Obrigada por perguntar.
..........
Chegando na escola, Lisbon se dirigiu para a diretoria e
logo que sua pequena a viu, saiu correndo em sua direção, lançando-se aos seus
braços.
- Mamãe! - exclamou
- Violet, como você
está se sentindo? – a menina tossiu algumas vezes – Aqui, come isso e você vai
ficar melhor – Lisbon entregou a ela uma pequena embalagem plástica com mel e a
menina logo colocou na boca.
- Senhora Lisbon! Que
bom que chegou. Violet estava aflita...
- Obrigada por ter me
ligado. Eu já vou indo. Tchau!
- Tchau! Até amanhã.
.............
Apesar de sentir muito pela tosse de sua filha, Lisbon ficou
aliviada sabendo que não teria de pegar aquele trânsito infernal de Sacramento
e não teria que aguentar os pais solteiros que davam em cima dela na porta da
escola de Violet.
Assim que entrou no escritório, Violet saiu correndo para os
braços de Rigsby.
A menina simplesmente o amava! E Rigsby se deleitava na
companhia dela também.
- Titio Way! –
exclamou
- Pequena Violet! O
que andou aprontando para sair mais cedo da escola?
- Estava com tosse –
a menina respondeu sinceramente
- Está melhor?
- Estou. A mamãe me
deu mel... Quer? – Rigsby riu
- Não, obrigado.
- Tia Grace! – Violet
correu até a ruiva
- Olá, pequenina.
- Você parece com a
minha barbie nova – a Violet brincou com uma mecha do cabelo de Van Pelt.
- Bem, obrigada –
respondeu Grace.
- E eu e o tio Cho
não ganhamos beijo? – Patrick perguntou
- Claro que ganha,
né, tio Paddy – ela estendeu os braços para ele a pegar no colo e então se
inclinou para beijá-lo na bochecha – Cadê a Charlie?
- Daqui a pouquinho
ela chega – A menina se desvencilhou dos braços de Patrick e correu para a mesa
de Cho
- Oi titio Kimball –
ela beijou-o no rosto – O que você está lendo?
- Um romance. Quando
você souber ler eu te empresto.
- Uau! – Jane disse
para Lisbon, após ter observado toda a cena – Eu já sabia que a Violet é uma
menina encantadora, mas a ponto de fazer Cho emprestar seus preciosos livros
pra ela...
- O que posso dizer?
– Lisbon respondeu, entrando na brincadeira – Ela puxou todo o charme da mãe.
- Sem dúvida – Jane
retrucou e o ar do escritório ganhou aquele clima mais elevado, como sempre
acontecia com as conversas entre Jane e Lisbon.
- Bem, eu vou para
meu escritório terminar aqueles relatórios – ela chamou a filha com um gesto de
mãos, e a menina correu para a mãe, seguindo-a até sua sala.
............
Lisbon, uma mulher preparada para todas as situações como
sempre, mantinha guardado em uma gaveta alguns brinquedos de Violet. Desse
modo, toda vez que a menina ia para lá, ela tinha com o que brincar.
A menina se parecia muito com ela. Tinha cabelos negros e
olhos verdes. Ela possuía uma personalidade forte, já dava para perceber, mesmo
em seus poucos anos de vida. Ela se parecia muito com o pai.
Largando a caneta sobre a mesa e decidindo em sua mente
encerrar o expediente por aquele dia, Lisbon arrumou suas coisas e pediu para
que Violet guardasse seus brinquedos.
Teresa saiu primeiro da sala, enquanto sua filha terminava
sua tarefa, pretendendo ir ao banheiro, mas foi interrompida pela curiosidade
ao ouvir Charlotte com a voz embargada de choro.
- Papai, eu não quero
mais ficar aqui! Vamos para casa. Por favorzinho...
- Mas olha só que
gostoso e macio é esse sofá – Teresa o viu colocar a menina sobre ele – Você
não acha?
- Não! – a menina
cruzou os braços – Eu quero ir para casa. Para a nossa casa de verdade e não
para aquele hotel.
- Charlotte, não... –
Patrick tentou mais uma vez convencer a menina, impedindo que ele se tornasse
emocional de mais e acabasse chorando, mas foi interrompido pela menina
- Eu não quero ficar
mais nem um minuto aqui ou lá no hotel. Quero minha casa!
Patrick respirou fundo. Ele não tinha ideia do que diria
para a filha.
“Não podemos voltar para casa pois eu não consegui limpar o
sangue da sua mãe da parede”. “Não podemos ir para casa porque eu não suporto a
ideia de estar naquela casa sem sua mãe”, ele pensava.
Mas não podia dizer a uma menina de seis anos nenhuma
daquelas coisas.
E foi quando Teresa interferiu na conversa.
- Charlotte! – ela
disse chamando a atenção dos dois – A Violet está aqui, você não quer ir lá
falar oi para ela? – a expressão de raiva já havia deixado o rosto de Charlotte
quando ela viu a agente, mas ela ainda estava arredia e nada respondeu – Sabe,
eu acho que vou comprar uma pizza de peperoni no caminho para casa – os olhos
da menina brilharam ao ouvir aquelas palavras. Lisbon sabia que pizza de peperoni
era o ponto fraco da pequena – Estava pensando se, talvez, vocês não quisessem
vir conosco, para jantar lá em casa.
- Lisbon... Obrigado,
mas-
- Eu insisto – Lisbon
o interrompeu – Uma pizza é muita coisa só para mim e para a Violet. Por favor.
Violet saiu correndo do escritório, depois de ter escutado
parte da conversa.
- A Charlie e o tio
Patrick vão lá pra casa? – perguntou entusiasmada
Lisbon olhou para Patrick esperando uma resposta.
Esta era sua “Santa Teresa” em ação. Embora ele soubesse que
o problema estaria resolvido por hora. Depois que saíssem da casa dela,
Charlotte provavelmente ainda estaria irritada com ele.
Mas, que sabe, até lá ele não descobrisse uma saída para
isso?
- Ficaríamos muito
felizes de jantar na casa de vocês.
Charlotte, que já se havia esquecido de sua saudade de casa,
correu até Violet e as duas se abraçaram e pularam, comemorando.
Na segunda feira, Jane e Lisbon se encontraram no hall, quando saíam de casa para levar as meninas a escola.
– Bom dia, Teresa - ele cumprimentou e notou que a Agente ficara, mais uma vez, desconcertada por ele tê-la chamado pelo primeiro nome
– Bom dia Patrick - ela replicou no mesmo tom, como se dissesse que estava entrando na brincadeira.
– Está indo levar a...
– Sim estou
Os dois permaneciam distantes um do outro, e as meninas, que estavam em pé na frente deles, sorriam uma para a outra.
– Quer uma carona? - Lisbon perguntou
– Claro.
............
No caminho de volta da escola até a CBI, Patrick insistiu que os dois parassem em uma cafeteria.
– Olá! Bom dia. Meu nome é Bárbara e eu vou servir vocês hoje - disse a gentil garçonete - O que vão querer?
– Bárbara, traga um frapê duplo de caramelo para a minha colega, um chá gelado para mim e algumas panquecas, está bem?
– Ok. Mais alguma coisa?
– Por enquanto é só - e a garçonete deixou-os sós
– Como descobriu esse lugar? - Teresa perguntou
– Um amigo me trouxe aqui uma vez.
– Hum...
Eles ficaram em silêncio por alguns minutos até o pedido deles chegarem à mesa.
– É uma delícia! - exclamou Teresa bebendo o primeiro gole de seu frapê
– Espere só até experimentar essas panquecas - Lisbon logo cortou um pedaço e colocou na boca.
– Meu Deus! - exclamou maravilhada
– Fico feliz que tenha gostado - ele sorriu
– Bem, obrigada por ter me trazido aqui.
Assim que acabaram de comer, receberam uma ligação de Van Pelt dizendo que eles haviam recebido um caso.
Chegando lá foram informados a respeito do caso.
– Josephine Cooper, 42, asfixia - disse Cho
– Quem a encontrou? - Lisbon perguntou
– O namorado, Thomas. Ele está ali - Cho apontou para uma a calçada, em frente da casa da vítima - Não parou de chorar desde que chegamos aqui.
– Ótimo! - exclamou Jane - Um cinquentão choroso. Esse caso promete.
– Jane, tente não fazer nenhuma besteira, está bem?
– Vou lá falar com ele - ele anunciou, já deixando o local.
Enquanto Jane falava com o namorado da vítima, Lisbon recebeu uma ligação.
– Lisbon - ela atendeu
– Olá Lisbon. Aqui é o Minelli - ele parecia preocupado, e, claro, Lisbon notou
– Aconteceu alguma coisa, chefe?
– Na verdade aconteceu. Mas não posso te falar por telefone. Preciso que venha até aqui... Imediatamente. E, Lisbon...
– Sim, chefe?
– Venha sozinha.
– Estarei aí em 5 - ela respondeu e desligou o telefone - Cho, tenho que resolver um problema no escritório. Você está no comando. Não deixe o Jane fazer nenhuma besteira.
– Ok.
............
– Chefe? - Lisbon bateu à porta
– Entre - ele chamou - Feche a porta.
– O que está acontecendo? - Lisbon perguntou preocupada
– Sente-se - e ela assim o fez - Não vou enrolar, sei que você não gosta disso - Minelli respirou fundo, como se estivesse prestes a lançar uma bomba atômica - Pegamos Red John.
– Como?
– Pegamos ele. Um faxineiro da CBI que descobriu que está com câncer e que vai morrer dentro de duas semanas, veio até nós hoje cedo e nos deu o paradeiro de Red John.
– Mas, chefe... Será que devemos confiar?
– Lisbon, acho que você não está me entendendo - ele se levantou e cadeira, se sentou ao lado dela e pegou as mãos dela e colocou-as entre as suas - Nós pegamos Red John. Está acabado.
– Red John está morto?
– Sim.
– Oh, meu Deus. Como será que Jane vai reagir?
– Bem, eu estava pensando em pedir para você falar com ele.
– Eu?
– Sim. Vocês dois têm estado bem próximos por causa das meninas. Também queria que o convencesse a tirar uns dias de folga.
– Qual é, chefe. Como vou falar isso para ele?
– Lisbon. Sabe que você é como uma filha para mim. Eu não te pediria isso se não fosse extremamente necessário.
Lisbon não respondeu nada por alguns minutos.
– Ok. Eu falo com ele.
– Obrigado.
Chocada como se o pior pesadelo tivesse assaltado-a, ela saiu da sala, e foi até o escritório.
Quando chegou lá foi recebida por todos os membros do seu time, inclusive Jane, e uma pizza.
– Advinha só, chefe - disse Van Pelt - fechamos o caso e batemos o recorde de tempo de um caso aberto.
– A CBI está pagando a pizza - completou Rigsby de boca cheia.
Lisbon, no entanto, permanecia com uma expressão de completo medo.
– Está de mal humor, Lisbon? - perguntou Jane, brincando - nem quer saber quem foi?
Eles continuaram rindo até que perceberam que Lisbon permanecia estática.
– Chefe, aconteceu alguma coisa?
– Jane - ela chamou com a voz um pouco falha - Preciso falar com você no meu escritório.
– Ok, não pode ser depois da pizza?
– Não. - ela respondeu séria - Agora.
Último capítulo. Oh, foi tão bom escrever essa fanfic *-*Capítulo 2 - Quero minha casa!
Patrick insistiu em pagar a pizza. Era uma forma de agradecimento pela gentileza de Lisbon em os convidar para sua casa.
Quando Charlotte entrou na casa de Teresa e vislumbrou seu interior, pensou consigo mesma que aquela casa era perfeita!
Tinha uma lareira para os dias frios, o chão era forrado com carpete, e tinha um cheirinho tão gostoso de baunilha.
- Oh! – ela exclamou – Que casa bonita você tem, tia Teresa.
- Obrigada querida.
- Charlotte, você quer vir no meu quarto ver minha barbie favorita?
- Quero!
- Agora não, meninas. Vamos comer, se não a pizza vai esfriar.
Todos se sentaram a mesa, e quando receberam em seus pratos uma fatia da deliciosa pizza que Teresa servia, já atacaram.
- Hum! Está uma delícia! – Violet falou
- Está mesmo – concordou Teresa – O que dizemos para o tio Patrick?
- Obrigada Tio Patrick
- Não tem o que agradecer. Aliás, eu que tenho que agradecer... pelo convite – Patrick olhou para Teresa, como se dissesse “obrigado por ter me livrado dessa” e ela assentiu, entendendo o que ele queria dizer.
Quando o jantar acabou, Patrick se ofereceu para ajudar Teresa com a louça, enquanto as meninas brincavam no quarto.
- Obrigado – ele disse somente, após ter secado quase toda a louça.
- Não precisa agradecer, Jane – ela desligou a torneira e se virou para ele – Você está bem?
- Estou. Eu vou chamar a Charlotte para irmos embora. Obrigado pelo jantar.
Ele saiu da cozinha evitando o assunto e se dirigiu até o quarto de Violet.
Ambas, de exaustas que estavam, dormiam pacificamente sobre a cama, abraçadas à algumas barbies.
- Acho que estavam cansadas – Teresa sussurrou, após tê-lo seguido
- Pois é... – ele se aproximou da menina e a chacoalhou levemente – Charlotte, acorda querida. Precisamos ir – a garota de cachos dourados apenas assentiu levemente e se agarrou no pescoço do pai – Dê tchau para sua amiga e para a tia Teresa.
- Tchau Violet. Tchau tia Teresa, obrigada pela pizza – ela sorriu
- Imagina, querida. Não tem o que agradecer.
- Tchau Charlie. Tchau tio Patrick – despediu-se Violet – Boa noite, mamãe.
- Boa noite nada, mocinha. Vamos tomar banho antes de você ir dormir – Teresa sorriu – Vá se arrumando para o banho enquanto eu acompanho o tio Patrick e a Charlie até a porta, está bem?
- Ok.
............
Assim que Patrick colocou sua pequena no banco de trás, ela começou a despertar. Ao lembrar-se de sua noite, lembrou-se também do motivo pelo qual havia se irritado com seu pai.
Agora, completamente desperta, ela sentou-se no banco e inclinou o corpo para frente.
- Para onde estamos indo?
- Estamos indo para o hotel.
- Eu quero ir para casa – a menina disse cansada.
Charlotte simplesmente não conseguia entender porque seu pai não a ouvia. Ela sentia saudade de casa, de todas as suas coisas que ela deixara lá, há dois anos atrás quando sua mãe “foi para o céu”.
Ela só estava cansada do CBI e daquela “escola” que ela era obrigada a ficar todos os dias e tudo o que ela queria era deitar em sua cama, abraçar sua boneca e ter a cabeça acariciada por seus pais.
Sem conseguir mais ficar irritada, a menina pôs-se a chorar baixinho, do jeito que ela fazia quando estava realmente triste.
Patrick parou o carro no estacionamento do hotel e suspirou. Sua filha estava chorando e a culpa era dele.
Engolindo o próprio choro ele saiu do carro e abriu a porta do banco de trás, pegando sua filha no colo em seguida.
Ele a levou até o quarto, mas a menina não parava de chorar.
- Charlotte, por favor, não fique assim – ela nada respondia – Olhe, eu entendo que é difícil para você e que você sente falta, mas também é difícil para mim.
- Por quê?
- Porque eu sinto falta da mamãe – os olhos dele se encheram de lágrimas – E, você pode até não entender, mas eu não consigo voltar para casa. Ainda não – Charlotte parou de chorar ao ver que seu pai chorava.
Ela abraçou-o com força.
- A gente pode tentar junto, papai.
- O que quer dizer? – eles se afastaram um pouco do abraço, apenas para poderem olhar nos olhos um do outro
- A gente pode comprar uma casa nova. Aí a gente ia ter uma casa e você não ia ficar triste – Patrick riu
- E que casa seria essa?
- Uma casa igual a da titia Teresa! – a menina exclamou animada
- Igual? Por quê?
- Porque lá se parece com um lar. Não parece?
- Sim, você tem razão... Então, vamos combinar uma coisa?
- O quê?
- A gente sai para escolher uma casa nesse fim de semana, está bem? – Charlotte assentiu com um sorriso imenso no rosto – Mas agora precisamos dormir. E a senhorita precisa de um bom banho.
............
No dia seguinte, Charlotte entrara na creche da CBI sem as reclamações de sempre. Patrick, no entanto, fez uma nota mental de coloca-la em uma escola de verdade.
Assim que entrou no escritório, viu que Lisbon já estava em sua sala, trabalhando.
- Bom dia Lisbon.
- Bom dia Jane. Está tudo bem?
- Está sim. Quero te pedir um favor... pessoal.
- Oh. Que favor seria esse?
- Você sabe se lá no seu prédio tem alguma casa para vender ou alugar?
- Ahm... Na verdade tem sim. Por que a pergunta?
- Bem, eu acredito que você tenha ouvido as reclamações de Charlotte, ontem – Lisbon corou um pouco – Depois que saímos da sua casa, nós conversamos e eu disse a ela que... Nós íamos comprar uma casa, sabe? Começaremos a seguir em frente...
- Que bom para você, Jane. E para Charlotte – Lisbon sorriu – Bem, no que eu puder ajudar...
- Obrigado. Vou precisar. A que horas você vai buscar a Violet na escola?
- As seis. Geralmente eu chego lá as seis e quarenta.
- Se importa se eu for com você hoje?
- Não. Por quê? O que vai fazer lá?
- Vou matricular a Charlie em uma escola de verdade – ele provocou-a e Lisbon riu
- Ei. Espere um pouco... – ela impediu que Jane saísse de sua sala – Por que um apartamento no meu prédio?
- É uma surpresa para a Charlie. Ela disse que sua casa se parecia com um lar – e ele saiu da sala, deixando uma Lisbon de boca aberta para trás.Capítulo 3 - Mudanças
Demorou cerca de duas semanas e meia até Jane e Charlotte se instalarem na nova casa.
Teresa e Violet os ajudaram na mudança.
A vizinha, Sra. Smith, aproveitou o dia ocioso de sábado, e foi bisbilhotar o novo morador do prédio.
- Boa tarde! - ela cumprimentou, sem saber que estava falando com Lisbon, pois ela estava de costas
- Oh. Olá senhora Smith! Tudo bem?
- Tudo bem sim. Não sabia que estava mudando...
- Ah, não eu-
- Lisbon, me ajuda aqui no quarto da Charlotte - disse Jane entrando na sala - Olá! Tudo bem? - ele disse a senhora a porta
- E também não me disse que havia casado, Teresa… - a senhora sorriu e piscou para Lisbon, que corou instantâneamente.
- Oh, não. Eu e o Jane não somos casados.
- Não. Não somos - Jane concordou - Desculpe-me. Eu sou Patrick Jane, a senhora é...?
- Georgia Smith. É um prazer.
- O prazer é todo meu.
- Bem, me parece que tem muito trabalho a fazer. Vou deixá-los a sós. - e ela se foi para dentro de seu próprio apartamento, dando uma última piscadela sugestiva para Lisbon.
Teresa corou violentamente, mas decidiu fingir que nada havia acontecido, e continuou com as tarefas da mudança.
Quanto à escola, Charlotte foi aceita, graças ao charme irresistível de Patrick Jane e ao dom persuasivo de Teresa Lisbon, apesar do ano letivo já ter iniciado, e não teve dificuldades em se enturmar, já que Violet estudava na mesma sala que ela.
Então, há duas semanas, Patrick e Teresa iam juntos buscar suas respectivas as filhas.
Naquele dia, no entanto, Patrick foi chamado para trabalhar em um caso, em uma cidade perto de Sacramento, e ele não chegaria a tempo de buscar sua menina na escola.
Lisbon prontamente se ofereceu pois, afinal de contas, não a tiraria de sua rotina.
Saiu cinco minutos mais cedo do CBI. “Sem consultor por perto, sem problemas na minha mesa” ela pensou.
E por incrível que pareça chegou vinte minutos mais cedo do que costumava chegar, e teve que ficar esperando dentro do carro.
- Você é Teresa Lisbon, não é? – perguntou uma mulher loira através do vidro aberto do banco do motorista, assustando Lisbon – Desculpe, não queria assustar.
- De onde você surgiu? – perguntou Lisbon, se recuperando do susto
- Eu estava ali conversando com outras mães – ela apontou o lugar em frente ao portão ainda fechado da escola – e decidimos vir te perguntar uma coisa.
- Sim, eu sou Teresa Lisbon. Era essa a pergunta?
- Na verdade não. Queríamos saber como você fez para casar com aquele loiro que sempre vem com você.
- Jane?
- Esse é o nome dele? Que estranho. Por ser um homem tão bonito...
- Eu e Jane não somos casados.
- Não são?
- Claro que não. Ele é meu consultor.
- Hum... Boa notícia, então – a moça sorriu como nunca – Escuta, não quer ficar ali conosco? – ela apontou novamente para o conjunto de mães solteiras e Teresa grunhiu
- Não obrigada. Eu tenho que fazer umas ligações, então...
- Ah, sim. Entendido. Já estou saindo. Foi bom te conhecer, Teresa. Meu nome é Laura.
- O prazer é todo meu, Laura.
Lisbon realmente precisava fazer umas ligações, embora não pretendesse fazê-las naquele momento.
Após ter encerrado todas as ligações, Lisbon começou a pensar no que Laura lhe havia dito.
Casada com Jane... Será que ela sobreviveria um dia com todo aquele ar de superior dele, ou com as gracinhas e esquemas que ele vivia aprontando?
Se bem que, ela não tinha como negar, Jane era um homem bonito. Muito bonito. Com essa parte, ela tinha certeza que se adaptaria bem.
E ele também podia ser fofo e romântico quando quisesse. Provavelmente faria surpresas completamente inesperadas, que a deixassem com um sorriso bobo nos lábios. Seria um ótimo pai para Violet, como ele já é para Charlotte.
Eles quatro assistiriam a filmes juntos, e se eles fossem de terror, Jane inventaria alguma desculpa para se ausentar durante o filme inteiro. Ele podia ser tão medroso as vezes.
- Olá, Lisbon – disse Jane através do vidro aberto do motorista, assustando Lisbon novamente – Meu Deus. Achou que eu era um fantasma?
- Meu Deus digo eu! Que mania que as pessoas tem de chegar de surpresa.
- Estava fazendo alguma coisa errada?
- Não! – ela respondeu rápido de mais para ser verdade
- Está mentindo. Ou pelo menos acha que está mentindo.
- Jane, para!
- Você estava pensando em alguma coisa que você acha que não deveria pensar – ele afirmou, ignorando completamente a Agente – Então, o que era? Uma torta de chocolate que acabaria com sua dieta?
- Eu não faço dieta! E não é da sua conta o que eu estava pensando ou o que deixei de pensar.
- Ok... – Jane levantou as mãos em rendição – Por que não sai desse carro? Está um dia lindo aqui fora.
Mesmo sem saber o porquê, Lisbon abriu a porta de saiu do carro, deixando seu blaser jogado dentro do carro em um canto qualquer.
- Como veio parar aqui? – ela perguntou após não ver o citroën azul dele na rua.
- Cho me deixou na esquina. Meu bebê estava sem gasolina. Espero que não se importe em me dar carona...
- Claro que não
Nesse instante, Lisbon olhou para as mães solteiras na porta da escola. Elas estavam falando sobre Jane, Lisbon tinha certeza. Elas olhavam em direção ao Jane, uma delas fazia um comentário, e todas caiam na gargalhada.
Sem saber exatamente o porquê, Lisbon não gostou nada daquilo, e logo começou a pensar em como “demarcar território”.
- Sabe Lisbon? Eu estava pensando, o que você acha de ir jantar lá em casa hoje a noite com a Violet?
- Qual ocasião?
- Nossa casa é nova, e você nos ajudou a comprar a casa e também com a maioria das compras dos utensílios e móveis e mudança. Encare isso como um agradecimento.
- Bem, eu agradeço o convite então. Será um prazer.
O portão da escola se abriu, e as crianças de pouco em pouco iam chegando.
- Papai! – Charlotte gritou quando viu o pai esperar por ela e se jogou em seus braços – Você veio!
- Claro que vim. Como eu poderia descumprir uma promessa para a minha princesinha?
- Você convidou ela? – Charlotte cochichou no ouvido do pai. Jane assentiu e Charlotte sorriu.
- Jane – Lisbon chamou – Vamos?
- Vamos, claro.
Capítulo 4 - Jantar de agradecimento
O jantar havia sido marcado para as oito em ponto, e Lisbon estava dando banho em Violet, antes dela mesma se arrumar.
- O titio Patrick é legal, não é mamãe?
- É sim.
- Como você vai vestida?
- Hum, não sei... Talvez com um jeans, sapatilhas e-
- Ah, não, mamãe – Violet a interrompeu – Por que você não usa aquele vestido preto?
- Vestido? Hum... Não é uma ocasião especial, querida. É só um jantar entre amigos. Vem aqui – Teresa a enrolou em uma toalha fofinha
- Eu quero ir bem linda. Quero usar minhas sandálias novas e aquele vestido rosa que o tio Way me deu. Aí o tio Patrick vai achar que eu estou linda.
- Está bem, então... – Teresa riu
Ela levou a menina envolta na toalha para o quarto, a vestiu e a colocou na frente da TV com um dos DVD’s favoritos dela, e foi para seu quarto se arrumar.
Após um banho rápido, Teresa parou em frente ao seu guarda-roupa. As palavras de Violet não saiam de sua cabeça, assim como os pensamentos que ela tivera naquele fim de tarde sobre ela e Jane.
Ela colocou o vestido preto que Violet sugerira e um echarpe por cima.
Maquiou-se com um rímel e um batom claro, se olhou no espelho uma última vez e sorriu, satisfeita com o resultado.
............
- Papai, elas chegaram! – Charlotte gritou, após atender a porta
- Estou aqui na cozinha – respondeu
As três se dirigiram até lá. Lisbon estava com o coração na boca, e já estava se arrependendo de ter se arrumado daquele jeito.
- Só mais uns cinco minutos e o jantar estará pr- Oh, meu Deus! – Patrick exclamou ao olhar para Teresa de cima a baixo, duas vezes – Você está... Uau... Linda! – ele se aproximou e a beijou no rosto, ato este que deixou a agente com as bochechas rosadas de vergonha.
- Obrigada – Teresa respondeu tímida – Você está... sujo – ela afirmou rindo, quando notou o avental lambuzado de molho de tomate.
- É, pois é... Cozinhar não é tão fácil quanto parece.
- Estou vendo.
- Papai, tira o casaco dela – Charlotte disse entre os dentes
- Claro, claro – Patrick se apressou em tirar e colocar em um gancho atrás da porta da sala – Sentem-se, o jantar já vai ser servido.
Patrick trouxe de dentro da cozinha uma panela com macarrão no molho vermelho e depois trouxe um prato grande com um frango assado dentro.
- Parece delicioso! – disse Violet
- É mesmo – concordou Lisbon
- Espero que esteja tão gostoso quanto o cara – Jane sorriu e serviu a todos.
- Eles combinam mesmo – Violet sussurrou para Charlotte
- Igual a professora e o diretor Baker.
- O que estão cochichando meninas? – Jane perguntou e elas se assustaram e em seguida olharam uma para a outra, com um sorriso tímido nos lábios
- A professora contou uma história hoje pra gente – Charlotte se adiantou
- Ah é? Que história? – perguntou Lisbon
- Dela e do marido dela. De como eles se conheceram e se apaixonaram.
- E como foi?
- Eles trabalhavam juntos – Violet respondeu – E ela começou a se arrumar mais todos os dias para ele achar ela bonita.
- Aí um dia ele convidou ela para sair e eles começaram a namorar e depois casaram – completou Charlotte
- Bom para eles – Lisbon disse envergonhada e tomando ciência das similaridades entre a história e ela e Jane.
............
O resto do jantar fora praticamente silencioso.
Assim que as meninas limparam seus pratos, saíram correndo até o quarto de Charlotte para brincarem.
Lisbon, por sua vez, ofereceu-se para ajudar Patrick com a louça.
- Sabe? Eu fico feliz que nossas meninas se deem bem... – Patrick comentou
- Eu também. A Violet me falou que a Charlie está se adaptando bem à nova escola.
- Está sim. Ela está super empolgada.
- Posso imaginar – Lisbon riu
- O que vai fazer esse fim de semana?
- Como?
- É que eu estava pensando em levar a Charlotte para um piquenique, e achei que seria interessante se fossemos juntos – Teresa não desgrudava seus olhos dos de Patrick, até que ele quebrou o contato visual – Assim as meninas poderiam brincar uma com a outra.
- Claro, claro... Pode ser as oito?
- Está marcado então.
............
Naquela mesma noite, Lisbon preparava Violet para uma boa noite de sono, quando ela a surpreendeu com mais perguntas sobre o pai:
- Mamãe?
- O que foi, filha?
- Como o papai morreu mesmo?
- Um acidente de carro. Você tinha três anos.
- Como vocês se conheceram?
- O seu pai e eu estudávamos na mesma escola. Ele era o menino mais bonito da sala. Quando eu tinha quinze anos ele me convidou para ser o par dele no baile que ia acontecer na escola, e aí nós começamos a namorar - Lisbon encurtou a história quando lágrimas começaram a encher seus olhos
- E o que aconteceu?
- Bem... Aí nós nos casamos depois de um tempo. Eu fiquei grávida de você – ela acariciou os cabelos lisos da menina – E o resto você já sabe.
- Você vai namorar algum dia de novo?
- Não sei... Talvez. O que você diria se a mamãe começasse a namorar com alguém?
- Ia ser legal. Você podia namorar o tio Way, aí a gente ia viver rindo aqui em casa – Lisbon caiu na gargalhada
- O tio Way é apaixonado pela tia Grace. E ela também é apaixonada por ele.
- Então você podia namorar o tio Patrick – Lisbon congelou.
- Não, querida, eu não vou namorar o tio Patrick. Acho melhor você ir dormir agora, está bem?
- Ok. Boa noite mamãe.
- Boa noite, princesa.
............
Enquanto isso, Patrick também arrumava sua filha para dormir.
- Parece que a tia Teresa gostou do jantar, né? – Charlotte comentou
- É sim...
- Você convidou ela para o piquenique?
- Convidei – Patrick riu – Por que esse interesse todo na tia Teresa, hein mocinha?
- Eu gosto dela. E da Violet.
- Hum. Está bem então. Hora de dormir - Patrick se virou para deixar o quarto, mas sua filha o impediu
- Conta uma história para eu dormir.
- Está bem - ele se sentou no chão e pegou um livrinho infantil qualquer da estante - Era uma vez...
Mas antes mesmo da história ter terminado, Charlotte dormia profundamente.
Capítulo 5 - Piquenique da tensão
Sábado chegou, para a alegria e desespero de Teresa.
Ela havia passado boa parte da noite em claro, considerando os últimos acontecimentos. Principalmente as últimas 24 horas.
Ela e Patrick haviam ido buscar as meninas na escola, e enquanto esperavam o portão abrir, um dos pais solteiros que Lisbon tanto fugia, Jeremy, veio puxar assunto com ela.
- Teresa! Como anda sua pequena Violet? - ele perguntou
- Bem, obrigada por perguntar. E a Zoe, como está?
- Bem também.
Patrick, percebendo a motivação do homem, aproximou-se de Teresa, sem entender muito bem o porquê. Apenas sabia que precisava protegê-la.
- Olá. Patrick Jane - ele se apresentou estendendo a mão
- Jeremy Green - ele apertou a mão que lhe fora oferecida
- Então você é amigo da minha Teresa? - as palavras saíram da boca dele sem que ele ao menos notasse. Suas mãos pousaram involuntariamente na cintura dela
- É... Pois é... Amigos - Jeremy gaguejou - Na verdade nossas filhas são amigas - naquele momento, o portão da escola se abriu e Jeremy rapidamente se despediu.
Antes que houvesse tempo para Teresa contestar a atitude de Patrick, as duas meninas saíram da escola feito dois mini furacões.
Agora lá estava ela, com uma noite mal dormida é um dia inteiro que ela havia se comprometido a passar com Patrick Jane.
Ela não poderia estar apaixonada por ele, poderia?
Espantando esse pensamento de vez de sua cabeça, Lisbon se levantou e entrou no banho, antes que Violet acordasse.
Enquanto ela se trocava, ouviu a campainha soar, e logo depois o som da porta se abrir.
Colocou um shorts de cintura alta, uma camiseta regata larga, que estava por dentro do shorts e um chinelo, e saiu para ver quem era a porta, ainda com os cabelos envoltos na toalha.
- Mamãe, o tio Patrick e a Charlie já chegaram! - a menina anunciou animada
- Bom dia Lisbon - Patrick sorriu
- Bom dia tia Teresa
- Bom dia Charlie, Jane. Desculpem pelo nosso atraso. Eu vou arrumar a Violet, estaremos prontas em 20 minutos.
- Oh, não - disse Patrick - Você não está atrasada. Somos nós que estamos adiantados.
- Oh.
- Podemos usar sua cozinha para fazer uns sanduíches?
- Pode. Fique a vontade. Acho que tem uns frios na geladeira e geleia no armário. Deve ter chá em algum lugar também.
- Pode deixar, nós trouxemos tudo - Patrick chacoalhou umas sacolas plásticas que antes estavam no chão.
- Está bem então. Vem Violet.
............
Durante o piquenique, as meninas se ausentaram, com a desculpa de irem brincar de pega-pega.
O clima estava tenso entre Patrick e Teresa.
- E então? - Patrick começou - Está se divertindo?
- Claro... - Lisbon pigarreou, e decidiu tocar no assunto "proibido" do dia anterior - Sobre ontem... O que foi aquilo?
- "Aquilo"? Aquilo o que?
- Com o Jeremy. Ele estava conversando comigo e você chegou perto, colocou a mão na minha cintura. Me chamou de sua Teresa...
- Bem, ele estava paquerando você. Eu apenas te salvei.
- É mesmo? - ele assentiu - E o que te faz pensar que eu não queria ser paquerada por ele? - Jane riu
- Está me dizendo que você, Teresa Lisbon, queria ser paquerada por aquele babaca?
- Bem, talvez eu quisesse. Por que acha que ele é babaca?
- Ah, pensa só no tipo do cara. Magrelo, cabelos despenteados, roupa amassada e, se não bastasse, ainda estava dando em cima de você, como se pudesse ter alguma chance - Jane despejou, levemente irritado
- E quem disse que ele não tem nenhuma chance?
- O que? - Patrick virou-se totalmente para ela agora - Vai me dizer que você está apaixonada por aquele cara?
- Eu não sei. Talvez sim, talvez não... Mas com certeza, não cabe a você julgar com quem eu devo ou não ficar.
- Ok. Me desculpe por tentar ajudar.
Eles ficaram em silêncio por cerca de dois minutos até as meninas voltarem da brincadeira dizendo que estavam com fome.
- Violet, a mamãe precisa fazer umas coisas lá em casa, então acho melhor dizermos tchau para o tio Patrick e para a Charlie.
- Aah! - as duas meninas suspiraram
- Bem agora que estava ficando legal? - Violet murmurou
- Fica mais um pouco tia Teresa. Por favorzinho! - Charlotte juntou as mãos, implorando.
- Desculpa, querida. Mas precisamos mesmo ir.
- Papai, faz a tia Teresa ficar.
- Se ela tem que ir, não há nada que possamos fazer, filha - Patrick respondeu
- Ah, mamãe, deixa para fazer amanhã... Por favor.
- Desculpe, Violet, mas precisamos mesmo ir. Prometo que da próxima vez vamos ficar a tarde inteira aqui.
- Bem, se você tem tanta coisa assim para fazer, por que não deixa a Violet comigo. Depois eu levo ela para você.
- Deixa, mamãe!
- Por favor tia Teresa - Charlotte pedia
- Está bem, está bem... Me traga ela até as seis da tarde, tudo bem?
- Pode deixar, Agente Lisbon.
Ela se despediu de sua filha e de Charlotte com um beijo no rosto e, por fim, de Patrick com um aceno de mãos frio e distante.
Já havia se arrependido da decisão que tomara, mas seu orgulho falava mais alto.
Dirigiu em alta velocidade até sua casa, tentando colocar os pensamentos em ordem.
Estava com raiva, e toda a conversa que ela tivera com Jane bagunçava sua cabeça com pensamentos, ideias e sentimentos confusos.
Estacionou o carro e saiu correndo ao ver que o elevador estava parado.
Entrou, apertou o botão que a levaria até o sexto andar e esperou.
De repente, sentiu o elevador tremer um pouco, e as luzes se apagaram.
- Ah, que ótimo! Presa no elevador... O que mais pode acontecer hoje? - ela reclamou em voz alta.
Três horas se passaram até que Lisbon fosse retirada de dentro do elevador.
Ela agradeceu de forma sucinta a todos que ajudaram a resgatá-la e subiu de escada até seu apartamento, já que ainda não tinha energia elétrica.
Jane acabava de chegar no térreo com as duas meninas, quase exaustas do dia agitado, e logo foram informados que teriam de subir de escada.
- Teve até uma moça que ficou presa no elevador - disse o porteiro
- Oh… Que moça? - perguntou Patrick
- Sua amiga, a policial do 64. Ficou presa por umas três horas, só conseguiram tirar ela de lá agora pouco.
- Bem, nesse caso, eu vou lá ver como ela está. Obrigado.
…………
Lisbon estava tirando o sapato quando ouviu alguém bater à porta.
- Mamãe! - Violet exclamou e se agarrou as pernas de Lisbon quando a mesma abriu a porta
- Oi querida.
- Oi tia Teresa - cumprimentou Charlotte
- Olá Charlie - ela olhou para Jane, que não havia tirado os olhos dela um instante sequer - Jane… Obrigada por ter trazido minha Violet de volta.
- Por nada. Nós soubemos que você ficou presa no elevador…
- Pois é… Demoraram três horas para me tirar de lá.
- Deve estar faminta - Jane constatou - Acho que ainda tem uns sanduíches do piquenique de hoje, caso você queira…
- Seria ótimo. Até porque não tem como cozinhar nada nesse escuro - foi só então que Lisbon percebeu que eles ainda estavam na porta da casa, então ela se afastou levemente para deixá-los passar - Entrem.
Todos entraram na casa de Lisbon, que só não estava completamente escura por conta de umas velas que ela havia acendido.
- Mamãe, eu posso pegar alguns brinquedos e trazer aqui para a sala, para eu e a Charlie brincarmos?
- Pode. Só não faça muita bagunça.
Violet logo pegou uma lanterna e as duas meninas seguiram até o quarto para voltarem momentos depois com alguns bichinhos de pelúcia e algumas bonecas nos braços.
Jane e Lisbon se sentaram no chão, junto das garotas, com uma garrafa e duas taças de vinho, que a morena pegara momentos antes.
- Posso pôr vinho para você? - ela perguntou
- Por favor - ele respondeu cordialmente
Quando as meninas estavam totalmente entretidas na brincadeira, Lisbon virou um pouco o seu rosto, apenas a ponto de chamar a atenção do loiro.
- Olhe… Quero pedir desculpas por hoje cedo. Eu não deveria-
- Está tudo bem, Lisbon - Patrick a interrompeu - Você tinha razão em estar brava. Eu me intrometi onde não era chamado. Sou eu quem devo pedir desculpas.
- Está tudo bem. Você tinha razão… Jeremy é um pé no saco, não via a hora dele parar de me atormentar - os dois riram
- Feliz em ajudar. Se tiver mais algum que você queira que eu espante… É só dizer - ele brincou
- Pois é. Talvez ainda precise dos seus serviços - retrucou e o clima entre eles ficou tenso. Não conseguiam desgrudar os olhos um do outro e involuntariamente seus rostos se aproximaram, milímetro por milímetro até que…
Um brilho atingiu a visão semi fechada dos dois, e aquilo fez com que eles despertassem daquele transe que haviam entrado, segundos atrás.
- Eba! A luz voltou! - Violet exclamou animada
- Ahm… Que tal pedirmos uma pizza? - Lisbon sugeriu, tentando disfarçar a situação constrangedora
- Sim! - exclamaram as duas meninas e Lisbon se adiantou discando o número da pizzaria em seu celular.
…………
- Tem certeza que não quer que eu te ajude com a louça - Patrick perguntava com Charlotte adormecida em seus braços
- Tenho sim. Obrigada mais uma vez por… Ter trazido a Violet e pelos sanduíches.
- Por nada - ele sussurrou e o clima constrangedor que havia se instaurado entre eles desde quando a luz voltou, ainda pairava sobre todo o ambiente - Boa noite, Teresa - ele fez questão de chamá-la pelo primeiro nome
- Boa noite, Patrick - ela sussurrou de volta e então fechou a porta, quando ele se virou para ir em direção ao apartamento dele.
Ela suspirou. O que foi aquilo entre eles?
Do outro lado da porta, ele suspirou.
E se a luz não tivesse voltado naquela hora? Ele teria prosseguido em aproximar seu rosto ao de Teresa até suas bocas se encontrarem?
Na frente das meninas?
O que aconteceria depois?
Será que ela estava pronta para um novo relacionamento?
Será que ele estava pronto para um novo relacionamento?
Com essas dúvidas na cabeça, ambos foram para suas camas, tentar dormir o restante de noite que lhes sobrara.
Capítulo 6 - O chefe mandou chamar
Na segunda feira, Jane e Lisbon se encontraram no hall, quando saíam de casa para levar as meninas a escola.
– Bom dia, Teresa - ele cumprimentou e notou que a Agente ficara, mais uma vez, desconcertada por ele tê-la chamado pelo primeiro nome
– Bom dia Patrick - ela replicou no mesmo tom, como se dissesse que estava entrando na brincadeira.
– Está indo levar a...
– Sim estou
Os dois permaneciam distantes um do outro, e as meninas, que estavam em pé na frente deles, sorriam uma para a outra.
– Quer uma carona? - Lisbon perguntou
– Claro.
............
No caminho de volta da escola até a CBI, Patrick insistiu que os dois parassem em uma cafeteria.
– Olá! Bom dia. Meu nome é Bárbara e eu vou servir vocês hoje - disse a gentil garçonete - O que vão querer?
– Bárbara, traga um frapê duplo de caramelo para a minha colega, um chá gelado para mim e algumas panquecas, está bem?
– Ok. Mais alguma coisa?
– Por enquanto é só - e a garçonete deixou-os sós
– Como descobriu esse lugar? - Teresa perguntou
– Um amigo me trouxe aqui uma vez.
– Hum...
Eles ficaram em silêncio por alguns minutos até o pedido deles chegarem à mesa.
– É uma delícia! - exclamou Teresa bebendo o primeiro gole de seu frapê
– Espere só até experimentar essas panquecas - Lisbon logo cortou um pedaço e colocou na boca.
– Meu Deus! - exclamou maravilhada
– Fico feliz que tenha gostado - ele sorriu
– Bem, obrigada por ter me trazido aqui.
Assim que acabaram de comer, receberam uma ligação de Van Pelt dizendo que eles haviam recebido um caso.
Chegando lá foram informados a respeito do caso.
– Josephine Cooper, 42, asfixia - disse Cho
– Quem a encontrou? - Lisbon perguntou
– O namorado, Thomas. Ele está ali - Cho apontou para uma a calçada, em frente da casa da vítima - Não parou de chorar desde que chegamos aqui.
– Ótimo! - exclamou Jane - Um cinquentão choroso. Esse caso promete.
– Jane, tente não fazer nenhuma besteira, está bem?
– Vou lá falar com ele - ele anunciou, já deixando o local.
Enquanto Jane falava com o namorado da vítima, Lisbon recebeu uma ligação.
– Lisbon - ela atendeu
– Olá Lisbon. Aqui é o Minelli - ele parecia preocupado, e, claro, Lisbon notou
– Aconteceu alguma coisa, chefe?
– Na verdade aconteceu. Mas não posso te falar por telefone. Preciso que venha até aqui... Imediatamente. E, Lisbon...
– Sim, chefe?
– Venha sozinha.
– Estarei aí em 5 - ela respondeu e desligou o telefone - Cho, tenho que resolver um problema no escritório. Você está no comando. Não deixe o Jane fazer nenhuma besteira.
– Ok.
............
– Chefe? - Lisbon bateu à porta
– Entre - ele chamou - Feche a porta.
– O que está acontecendo? - Lisbon perguntou preocupada
– Sente-se - e ela assim o fez - Não vou enrolar, sei que você não gosta disso - Minelli respirou fundo, como se estivesse prestes a lançar uma bomba atômica - Pegamos Red John.
– Como?
– Pegamos ele. Um faxineiro da CBI que descobriu que está com câncer e que vai morrer dentro de duas semanas, veio até nós hoje cedo e nos deu o paradeiro de Red John.
– Mas, chefe... Será que devemos confiar?
– Lisbon, acho que você não está me entendendo - ele se levantou e cadeira, se sentou ao lado dela e pegou as mãos dela e colocou-as entre as suas - Nós pegamos Red John. Está acabado.
– Red John está morto?
– Sim.
– Oh, meu Deus. Como será que Jane vai reagir?
– Bem, eu estava pensando em pedir para você falar com ele.
– Eu?
– Sim. Vocês dois têm estado bem próximos por causa das meninas. Também queria que o convencesse a tirar uns dias de folga.
– Qual é, chefe. Como vou falar isso para ele?
– Lisbon. Sabe que você é como uma filha para mim. Eu não te pediria isso se não fosse extremamente necessário.
Lisbon não respondeu nada por alguns minutos.
– Ok. Eu falo com ele.
– Obrigado.
Chocada como se o pior pesadelo tivesse assaltado-a, ela saiu da sala, e foi até o escritório.
Quando chegou lá foi recebida por todos os membros do seu time, inclusive Jane, e uma pizza.
– Advinha só, chefe - disse Van Pelt - fechamos o caso e batemos o recorde de tempo de um caso aberto.
– A CBI está pagando a pizza - completou Rigsby de boca cheia.
Lisbon, no entanto, permanecia com uma expressão de completo medo.
– Está de mal humor, Lisbon? - perguntou Jane, brincando - nem quer saber quem foi?
Eles continuaram rindo até que perceberam que Lisbon permanecia estática.
– Chefe, aconteceu alguma coisa?
– Jane - ela chamou com a voz um pouco falha - Preciso falar com você no meu escritório.
– Ok, não pode ser depois da pizza?
– Não. - ela respondeu séria - Agora.
Capítulo 7 - Pegamos Red John
Lisbon estava muito apreensiva, Patrick notou.
Assim que entraram, Lisbon fechou todas as cortinas persianas e trancou a porta.
- Sente-se - ela mandou
Patrick olhou-a em dúvida, mas não a obedeceu. Antes, andou mais alguns passos até estar perto dela.
- Hey - ele começou - Não fique nervosa - ele prendeu uma mecha do cabelo da morena atrás de sua orelha - Eu sei sobre o que quer falar.
- Sabe?
- Não se preocupe. Isso não vai me mudar, nós vamos continuar sendo os mesmos depois disso.
- Você sabe mesmo do que eu vou falar? - ele assentiu - E você está bem com isso? Como está se sentindo? - Lisbon não conseguia acreditar que ele estava agindo de maneira tão calma
- Estou sentindo ... - ele respirou fundo - Estou sentindo algo que não sinto há muito tempo. E estou tão feliz que você sinta o mesmo.
- Espera. Do que está falando?
- Daquilo que quase fizemos ontem, antes de a energia voltar - sem deixar que ela pensasse em mais nada, ele fechou a pequena distância que os separava e colou seus lábios aos dela.
Aquilo parecia ser tão surreal, que Lisbon se pegou beijando-o de volta, sem pestanejar.
As mãos da morena passaram a acariciar seus os cachos dourados, enquanto as mãos dele a abraçaram pela cintura, de forma com que eles ficassem ainda mais próximos um do outro.
Depois de alguns instantes, os dois se separaram, sorrindo e ainda ofegantes, com as testas coladas uma a outra.
- Uau! - exclamou Jane - Isso foi incrível... Obrigado por ter me chamado aqui para isso.
E foi aí que Teresa se lembrou do que ela realmente deveria ter dito a Jane.
- Jane...
- Patrick. - ele corrigiu
- Patrick. Embora eu tenha gostado do que acabou de acontecer aqui... Não foi por causa disso que eu te chamei.
- Ah, não? - ele perguntou curioso - Então sobre o que precisa falar comigo?
- Antes de tudo, quero te pedir um favor...
- O que quiser.
- Não fique bravo, está bem?
- Teresa... Está me deixando preocupado.
- Promete que não vai ficar bravo?
- Está bem, eu prometo. O que foi que aconteceu? - Lisbon respirou fundo e decidiu contar a verdade sem mais rodeios
- É o Red John. Ele foi pego - ela parou um pouco para analisar a expressão do rosto dele antes de prosseguir - Ele está...
- Morto? - Jane perguntou com a voz trêmula e Lisbon assentiu.
Ele rapidamente se afastou do abraço e começou a andar de um lado para o outro da sala, passando a mão nos cabelos e rosto, como se procurasse digerir tudo o que acabara de ouvir.
Sem pensar nas consequências, ele jogou no chão tudo o que estava em uma das mesas da sala.
- Você prometeu que não ia ficar bravo! - Lisbon acusou, com medo do que estava por vir.
Ele se aproximou dela para olhar diretamente em seus olhos. Ela podia ver a raiva estampada no rosto dele.
- Eu não estou bravo - ele disse - ESTOU FURIOSO! - gritou e saiu da sala batendo e chutando em tudo o que via pela frente.
Lisbon achou melhor não segui-lo, embora essa fosse sua vontade.
O dia se passou e Jane não havia voltado para o escritório. O celular caia direto na caixa postal, e mesmo depois de muitos recados, nem uma mensagem de texto, nem uma ligação. Nada.
Ela ligou para a escola, e ficou sabendo que ele havia ido lá buscar Charlotte.
Cho e Rigsby foram até a casa dele, mas ele não estava lá. Foram ainda até o hotel onde ele e Charlotte costumavam ficar, mas ele também não estava lá.
Quando o relógio marcou seis horas, Lisbon saiu correndo para buscar a Violet, mas o trânsito estava terrível. Era como se tudo conspirasse contra ela.
Chegou na escola quase sete horas, e Violet era a única criança que havia sobrado na escola.
- Mamãe! Por que demorou tanto? - a menina correu e a abraçou nas pernas
- Desculpa, bebê. O trânsito estava horrível. Você está bem?
- Estou. A Charlotte foi embora no meio da aula hoje.
- Sim, eu sei.
- O que aconteceu? - a menina perguntou curiosa
- Nada... O que você acha da gente comer um hambúrguer bem gostoso hoje?
- Ebaa!
............
Naquela mesma noite, quando colocava sua menina na cama para uma boa noite de sono, a Agente foi pega desprevenida.
- Mamãe, por que você está triste?
- Eu não estou triste, querida.
- É por causa que o tio Patrick foi embora?
- Não. Não estou triste, Violet. E o tio Patrick não foi embora... Só deve ter ido viajar um pouco com a Charlie.
- Tem certeza que não está triste? - a menina insistiu
- Tenho. Você está triste?
- Estou. Queria que o tio Patrick estivesse aqui. E a Charlie também.
- Vai ficar tudo bem, está ouvindo? - Lisbon sorriu para a menina - Vai ficar tudo bem - ela repetiu, mais para si mesma do que para Violet - Agora é hora de dormir.
- Boa noite, mamãe.
- Boa noite, minha princesinha.
Após apagar a luz do quarto de Violet, Lisbon foi para seu quarto e logo se jogou debaixo de algumas cobertas, tentando não pensar no beijo que ela é Patrick compartilharam, mas falhando miseravelmente.
Ele havia ido embora, ela sabia disso.
Não havia nada que mudasse esse fato. Patrick Jane, pegou sua filha, e sumiu do mapa.
O mais triste de toda a história era que ela sabia que ele não iria mais voltar.
............
No dia seguinte, assim que Lisbon chegou no escritório da CBI, recebeu a notícia que ela tanto temia.
- Chefe - Cho chamou - É do Jane - ele balançou uns papéis escritos à mão.
Ela entrou em sua sala e respirou fundo antes de começar a ler.
"Desculpem pelo transtorno que causei ontem.
Eu e Charlotte estamos bem.
Não tentem nos procurar. Não me arrependo da minha decisão.
Só me arrependo de ter vivido o dia de ontem.
Adeus"
Teresa se controlou para não explodir em lágrimas.
Ele se arrependia de ontem. Se arrependia da confissão, do beijo, deles.
Aquela carta era totalmente direcionada para ela, tinha certeza disso.
Mas ela não perderia a postura, pelo menos, não no trabalho. Afinal de contas, ela era Teresa Lisbon e não precisava de Patrick Jane e sua arrogância gigante na vida dela.
Capítulo 8 - Quem é vivo sempre aparece
6 anos depois
- Violet, levanta! - Lisbon gritou desde a sala e a menina de cabelos negros e olhos grandes e verdes, como a mãe, saiu de seu quarto batendo o pé no chão, irritada, segundos depois
- Não entendo por que eu não posso ficar em casa, sendo que eu não tenho aula hoje.
- Primeiro :Não ter aula não significa que você não precisa acordar cedo. E, segundo, você sempre gostou de ir trabalhar comigo.
- Mãe. Eu não sou mais criança. - ela disse séria
- Sabe que vai trabalhar comigo de qualquer jeito, não sabe?
- Sei... Pelo menos lá tem internet.
- Ótimo! Agora, quer comer o que?
- Sinceramente? Estava afim de uns waffles...
- Então vá se arrumar que nós já vamos sair.
Quando Violet finalmente se aprontou para saírem, e as duas estavam esperando o elevador chegar, a garota começou:
- Sabe... Sempre achei que você e o tio Patrick ficariam juntos
- Hum - Teresa grunhiu
- Ah, eu conheço essa cara! - Violet acusou - Não vá me dizer que algo realmente aconteceu entre vocês...
- Nada aconteceu, Violet! E já chega desse assunto. O Jane foi embora, e não vai mais voltar - ela disse irritada.
- Ok, me desculpe... É só que eu acho que seria bom para você namorar de novo. Já faz nove anos que o papai-
- Eu disse que já chega desse assunto - ela repetiu - Eu estou extremamente bem do jeito que estou - e com isso o assunto se encerrou
...........
Assim que entraram na lanchonete, Lisbon se adiantou para fazer os pedidos no balcão, enquanto Violet escolhia a mesa que se sentariam.
- Ai Meu Deus! - uma garota exclamou, quando Violet sentou-se - Não acredito! Pai, olhe quem está ali - e a garota apontou em direção a Violet.
Confusa, Violet buscou em sua memória quem poderia ser aquela garota de cabelos louros e ondulados.
E foi aí que o senhor que ela chamara de "pai", instantes atrás, virou a cabeça para encontrá-la.
- Ai Meu Deus! - exclamou Violet, e antes que pudesse ter algum tipo de reação, sua mãe chegara na mesa, anunciando que já havia feito os pedidos
Lisbon se sentou, sem olhar ao redor, para a situação que a cercava.
- Mãe, olhe quem está bem atrás de você!
Curiosa, a agente olhou e ficou surpresa com o que viu.
- Titia Teresa! - a menina exclamou e levantou-se para abraçá-la - Lembra de mim?
- Charlotte. Claro que me lembro - ela disse com a voz trêmula, abraçando a menina de volta - Meu Deus, como você cresceu!
- Charlotte! - Violet exclamou e a abraçou
- Vi! Quanto tempo.
- Olá, Lisbon.
- Jane - ela respondeu fria, embora seu coração estivesse prestes a saltar pela sua boca.
- Que coincidência encontrar vocês aqui - disse Charlotte - Por que não nos sentamos juntos?
- Excelente ideia - disse Violet e antes que Lisbon pudesse reagir, todos já estavam sentados à mesa.
- O que aconteceu com vocês nesses últimos seis anos? - Violet perguntou
- O papai e eu estávamos com uns tios e primos na Irlanda. Nós voltamos porque eu estava morrendo de saudades daqui.
- Por que foram embora?
- O papai ficou um pouco transtornado depois da morte do... Você sabe. Então quando ele me buscou na escola aquele dia, fomos direto para o aeroporto, nem pegamos nada do apartamento.
- Hum. - sentindo o clima pesado que estava na mesa, e sentindo-se contente com a volta de sua melhor amiga, Violet prosseguiu - Charlie, vamos ali ver se o nosso pedido já está pronto? Preciso te contar um montão de coisas!
- Vamos - e as duas saíram rapidamente
Jane sorriu com a sutileza das meninas, antes de quebrar o silêncio.
- Sutis como um canhão - ele comentou
- Nem me fale...
- Bem, não posso dizer que não estou contente de estar a sós com você. Preciso te contar uma coisa.
- O que?
- Eu falei com o Minelli sobre eu voltar a trabalhar na CBI, já que eu e Charlie vamos morar aqui, a partir de agora, e... Ele concordou.
- Vai conseguir se comportar em outra unidade?
- Eu estou indo trabalhar na sua unidade.
- O que? Hoje? Quando foi que você falou com Minelli?
- Sim, hoje. Falei com ele há duas semanas, mas ele disse que talvez não conseguisse falar com você sobre.
- Por quê? - Patrick riu
- Parece que, depois que eu parti, você queria bater em quem citasse meu nome. Jogou meus sachês de chá no lixo...
- Ah, ele te contou sobre isso. - suas bochechas ganharam um tom avermelhado
- Lisbon, eu- mas antes que ele pudesse concluir, as duas meninas chegaram com os waffles.
E durante todo o café da manhã, Lisbon e Jane escutavam a conversa das duas meninas e, de vez em quando, trocavam olhares discretos.
............
Chegaram na CBI por volta das oito horas da manhã. Todos receberam a Jane e Charlotte muito bem.
- Me contem as novidades. - Jane pediu
- Eu e o Wayne nos casamos - disse Van Pelt
- Oh!
- Finalmente, né tio Way?! - disse Violet
- Olha só, alguém virou adolescente e já está abusando aqui - Rigsby brincou
- Ah... Sabe que eu falo a verdade - retrucou a menina
- E quanto a você, Jane?
- Estou bem - ele se esquivou do assunto.
Com sua visão periférica, ele pôde ver Lisbon saindo de sua sala para ir até a cozinha, provavelmente pegar uma xícara de café preto.
Sem dar muita explicação, ele foi até lá.
- Oi - ele disse apenas
- Oi - ela respondeu, como se não se importasse
- Estava querendo falar com você - ele disse sem jeito - Me desculpar.
- Você não tem do que se desculpar, Jane.
- Tenho sim. Você sabe que eu tenho. Está brava comigo.
- Não estou brava - "estou furiosa" ela pensou, lembrando-se das palavras dele
- Ok... Então vamos fingir que nada aconteceu? - ele se referia ao beijo
- Você disse que se arrependia.
- Eu estava chateado... Você não deveria levar em consideração aquelas palavras.
- E você só se deu conta disso seis anos depois?
- Lis-
- Não se faça de tonto, Jane - ela, apensar de irritada, permanecia com um tom de voz controlado - Se você realmente não tivesse se arrependido, poderia ter me ligado, mandado uma mensagem de texto, um email, uma carta... Então, não tente me enganar - e com isso ela saiu da cozinha e foi até sua sala, trancando a porta em seguida.
Capítulo 9 - Mau Exemplo
Duas semanas se passaram, e Lisbon prosseguia com seu plano de ignorar Jane o quanto pudesse.
Até estava funcionando. Jane sabia que Teresa estava chateada com ele, então, saiu de casa mais cedo, aproveitando que Charlotte havia ido dormir na casa de uma amiga, e assim que chegou no escritório, foi até a sala de Lisbon, com uma xícara de chá nas mãos, para esperar por ela.
Os minutos pareceram horas, até que, finalmente, Jane escuta o som emitido pelo elevador, indicando que alguém havia chegado.
"É agora" ele pensou e respirando fundo, preparou seu melhor sorriso.
Teresa entrou na sala, e fez de conta que não se importava com a presença de Jane, mesmo que por dentro, ela quisesse pegar sua Glock e atirar naquela cara de cínico dele.
- Bom dia, Teresa - ele fez questão de chamá-la pelo primeiro nome
- Bom dia Jane...
- Como você está?
- O que você quer Jane? - ela perguntou impaciente
- Estou feliz que tenha perguntado. Eu queria conversar com você.
- Se for aquele papinho de pedir desculpas, já vou logo avisando que não quero nem ouvir.
- Não. É sobre outra coisa... - certamente aquela abordagem não funcionaria. Ele tinha que pensar em algo rápido.
- Sobre o que?
- É... É a Charlotte - ele inventou um motivo
- O que tem ela?
- Bem... Ela está ficando mocinha e eu não sei bem como proceder em algumas coisas. Queria te pedir ajuda para lidar com essa nova fase da vida dela
- Claro. O que ela precisa?
- Esse é o problema. Eu não sei.
Teresa Lisbon podia não ser tão boa em ler as pessoas, mas ela podia afirmar com toda a certeza que Patrick Jane estava mentindo.
Ela sorriu e parou por uns instantes antes de continuar a conversa.
- Vai mesmo usar a sua filha para ter um assunto comigo?
Patrick respirou fundo. Droga! Ele foi pego em flagrante na mentira, e não tinha como negar.
- Olha, Teresa, eu estou desesperado, ok? Eu sei que pisei na bola, mas não aguento mais ver você se esquivando de mim como se eu fosse um inimigo. Por favor! Fale comigo...
- Do que quer falar, Jane? - Ela disse, exasperada - Sobre os seis anos que ficou fora? Sobre aquela sua carta estupida? Sobre aquele... Beijo sem sentido algum? Sobre sua covardia? Sobre o que, Jane?
Ele porém ficou quieto.
- Anda, fala! Você disse que queria conversar, então, ótimo! Vamos conversar.
Patrick titubeou antes de começar a falar.
- Eu te amo - começou - Não sei o que fazer com isso. Estou com medo de me "entregar" a isso, medo do que Charlotte ou Violet vão dizer. Medo de, mais uma vez, fazer uma burrice que me faça perder você de vez.
- Jane, eu na-
- Eu ainda não terminei - ele a interrompeu - Sei que fiz besteira fugindo daquele jeito, mas... Eu não vou mais fugir, te prometo isso - ele a olhou nos olhos e certificou-se de que ela também estivesse olhando para ele - Eu te amo. E é de verdade.
Ela ficou em silêncio por alguns instantes.
- Você é um bastardo, filho da mãe!
- Como?
- Você sabe muito bem que eu sinto o mesmo, e você chega aqui e diz todas essas coisas, porque você sabe que isso vai mexer comigo, e então você diz que me ama, e-
As palavras da morena morreram em sua garganta, pois Patrick a calara com sua própria boca sobre a dela.
Sem poder evitar, Teresa correspondeu ao beijo com a mesma intensidade da qual era beijada.
Os segundos se passaram lentamente, e eles aproveitavam totalmente aquele beijo.
De repente, eles escutam alguém colocar a mão sobre a maçaneta da porta e então se separaram em um pulo.
- Mãe, você não vai acreditar no que- Violet e Charlotte estavam a porta - aconteceu...
Ambas perceberam que haviam interrompido algo.
- O que aconteceu, Violet? - Lisbon perguntou, fingindo que nada havia acontecido
- Acordamos atrasadas, porque o relógio da Mary não despertou, e nós não conseguimos entrar na escola.
- O relógio da Mary não despertou? Onde estava o celular que vocês vivem mexendo? - Patrick perguntou tentando parecer bravo
- Estava-
- Nem pense em inventar mentiras para mim, Charlotte - ele ameaçou
As duas permaneceram caladas, e isso já foi resposta suficiente para Lisbon e Jane.
- As duas de castigo no meu sofá. E só vão sair de lá quando nós mandarmos!
- Mas pai...
- Mas mãe...
- Sem "mas" - Lisbon disse - Para o sofá, agora. E me dêem os celulares de vocês - ela estendeu a mão
- Que droga! - as duas murmuraram e logo saíram da sala.
Jane logo se adiantou para fechar a porta.
- Essa foi por pouco - Jane disse - Onde paramos?
- Jane, não sei se isso é uma boa ideia - ela se afastou um pouco.
- Claro que é - ele segurou as mãos da morena - Eu e você somos a ideia perfeita!
- Não foi isso que eu quis dizer... E as meninas?
- O que tem elas?
- Elas quase nos pegaram enquanto nos beijávamos. Não podemos fazer isso escondido delas... Imagina só o mau exemplo que estaríamos dando a elas.
- Você tem razão. Mas nós podemos contar para elas.
- Agora que nós as colocamos de castigo? Sim, elas vão aceitar muito bem - ironizou Lisbon
- Bem, contamos hoje a noite então. E pedimos pizza. Ok?
- Ok - Jane se inclinou para beijá-la mais uma vez nos lábios.
Para não levantar suspeitas antes da hora, Jane saiu da sala, mas antes de se dirigir ao seu ático, lembrou-se das meninas que ele pusera de castigo.
- Charlotte, Violet. Vocês vem comigo.
- Para onde estamos indo?
- Para a escola, que é onde vocês deveriam estar.
Sem mais perguntas, as meninas o seguiram.
............
- Você tem certeza que quer fazer isso, Charlie? - Violet perguntou enquanto encarava a melhor amiga através do espelho, no banheiro da escola
- Eu tenho que fazer, Violet - ela respondeu - Na verdade, nós temos que fazer isso.
- Eu não sei se é uma boa ideia. Íamos até matar aula para isso não acontecer.
- Eu nunca disse que não queria. Foi você que deu a ideia de matar aula.
- É... Aliás, obrigada por não contar para a mamãe.
- Vamos, Violet. Coragem! - Charlotte se virou para a menina e largou a maquiagem que segurava nas mãos - O primeiro beijo não é algo de outro mundo. Eventualmente você passará por isso. Acontece com todo mundo.
- Eu só queria que o meu não fosse no meio da escola inteira - explicou a menina
- Relaxa... Ninguém vai ficar sabendo. E você vai ver, vai ser bom.
- Hum... Está bem, eu acho.
- Então sorria! Vamos beijar os dois meninos mais lindos da escola inteira! - ela disse animada
- Então vamos - respondeu Violet, também animada.
O que acontecera era um tipo de competição entre as meninas e meninos da sala delas, que as desafiaram a serem beijadas no meio da escola, na hora do intervalo.
O combinado era que os colegas os esconderiam durante o beijo, já que a diretoria não permitia esse tipo de comportamento dentro das instalações do colégio.
Tudo estava teoricamente preparado.
Os dois meninos que as beijariam, estavam em pé, esperando-as. Os colegas de classe estavam reunidos por perto, e as duas meninas logo se aproximaram dos meninos.
Os colegas fizeram uma roda ao redor deles, e logo os meninos estavam colocando suas bocas sobre as bocas das duas meninas, iniciando um beijo.
Uma inspetora, vendo a movimentação suspeita, chamou um dos seguranças para ajudá-la a dispersar a multidão.
- Mas o que? Que pouca vergonha é essa? - a inspetora gritou, fazendo com que todos se calassem no pátio da escola - Senhorita Lisbon e senhorita Jane. As duas, já para a diretoria! - ela dirigiu o olhar para os dois meninos - Senhor Johnson e senhor Wilson. Não pensem que vai se safar dessa. Já para a diretoria também. Vou ligar para os pais dos 4.
Já na sala da diretora, enquanto as meninas esperavam os pais chegarem, Violet começou:
- Droga! Minha mãe vai me matar. Adeus celular, computador, vida social. Não acredito!
- Meu pai vai me matar também... Já estou até imaginando a bronca.
Dentro de poucos instantes, as mães dos dois meninos chegaram, e despejaram as broncas em cima dos dois.
Logo em seguida, Patrick e Lisbon chegaram, furiosos, mas antes que eles falassem qualquer coisa para as duas meninas, a diretora os chamou para dentro da sala.
- Charlotte, Violet e os pais, apenas - ela disse - Já vou tratar com os meninos.
Os quatro entraram na sala, e se sentaram em frente à mesa da diretora.
- O que aconteceu, diretora Green?
- A Inspetora Lucy pegou as filhas de vocês beijando os dois meninos que estão lá fora.
- Beijando? - Jane perguntou incrédulo - Charlotte, isso é verdade?
A menina porém não respondeu nada.
- Violet? Anda, fala. Quero ouvir a verdade de você - Lisbon disse olhando nos olhos da menina
- É verdade sim, mãe. - ela abaixou a cabeça
- Senhores, antes de vocês tomarem alguma decisão, eu devo perguntar: Esse tipo de comportamento viria de algum mau exemplo dos pais?
Lisbon e Jane trocaram olhares na hora, inevitavelmente lembrando-se do beijo que compartilharam, escondidos, naquela manhã.
- Não - eles responderam em uníssono
- Bem, em todo caso, as duas meninas levarão suspensão pelo ocorrido.
- Suspensão? Diretora, isso pode impedi-las de entrar na faculdade.
- Eu sei. E também sei que Violet e Charlotte são excelentes alunas. Por isso essa suspensão não será registrada oficialmente.
- Obrigada diretora Green - as meninas imediatamente disseram
- Mas... Preciso que os quatro me prometam que nada disso acontecerá novamente.
- Sim senhora - os quatro disseram
- Ótimo. Agora já podem ir. As meninas devem ficar em casa até o final da semana.
Os quatro entraram no carro de Lisbon, e ela dirigia em silêncio durante boa parte do caminho. Violet, mais do que ninguém, sabia que aquilo não era um bom sinal.
- Para onde estamos indo? - Violet perguntou, quando viu que Lisbon não havia entrado no estacionamento da CBI
- Para casa - ela respondeu somente
Subiram no elevador, todos juntos, mas se despediram antes de entrar em suas respectivas casas.
Capítulo 10 - A bronca
- Senta aqui, vamos conversar - Lisbon disse
- Mãe, olha, eu sei que foi errado o que eu fiz, mas-
- Violet, calma - Lisbon a interrompeu - Não vou ficar brava com você até eu entender toda a história. Me conta o que aconteceu - Violet respirou fundo
- Começou com uma brincadeira de desafio, na hora do intervalo. Eu e a Charlie ainda não tínhamos sido desafiadas, mas ninguém tinha percebido. Isso foi até o dia que teve prova de matemática, e eu me recusei a passar cola para uma menina. E então, no intervalo, ela desafiou eu e a Charlie a beijarmos o Eric e o Brandon, só que na mesma hora que ela falou, o sinal tocou e a gente teve que voltar para a sala. Aí ela mandou mensagem no grupo do WhatsApp da sala dizendo que a gente ia ter que cumprir o desafio no dia seguinte. A Mary ficou falando um monte na nossa orelha, e eu sei que a Charlie não queria fazer isso. Eu também não queria. Então a gente foi pra escola com a mãe da Mary. Ela entrou e eu e a Charlie ficamos lá fora conversando. Quando ninguém estava olhando pra gente, nós fugimos e fomos para o seu trabalho.
- E então o Jane levou vocês para a escola, e vocês nem sequer pensaram que isso não era uma boa ideia? Por que você não me contou?
- Nem deu tempo! - ela argumentou - E não é como se nós conversaremos sobre essas coisas, também...
- Filha, você pode conversar sobre tudo comigo.
- Não é o que parece as vezes.
- Como assim?
- Toda vez que a gente toca em algum assunto mais pessoal, você faz questão de mudar de tópico , ou encerrar a conversa.
- Quando foi que eu fiz isso?
- Toda vez que eu falo sobre o papai ou o tio Patrick, por exemplo.
- Mas isso diz respeito a mim. Como isso pode interferir na sua vida?
- Oras! Se você não confia em mim, como você quer que eu confie em você?
"Droga!" Lisbon pensou. Violet tinha razão. Como ela esperava que a filha tivesse um comportamento, que ela não havia ensinado?
A morena respirou fundo.
- Você está certa. - ela abraçou a filha - Desculpe.
- Tudo bem...
- Eu ainda estou brava com você - Lisbon esclareceu - Mas vamos combinar uma coisa?
- O que?
- Vamos contar tudo uma para a outra daqui para frente, ok?
- Combinado.
- Então, me conte: Você gosta desse menino... Qual é o nome dele mesmo?
- Brandon Johnson. Foi ele que eu beijei. Mas eu não gosto dele... Quero dizer, ele é bonito, e gosta de mim, mas eu não sei...
- Entendo... Você não deve se sentir pressionada a gostar de alguém que você não gosta, só porque os outros acham que você deve gostar.
- Eu sei - a menina sorriu - Eu gosto mesmo do Aaron.
- Aaron? Aquele que veio aqui em casa fazer trabalho com você?
- Ele mesmo… - Violet suspirou - Mas, vamos lá, agora é a sua vez.
- Está bem. O que quer saber?
- Primeiro: Como foi que você e o papai se conheceram?
- Mas eu já te contei sobre isso
- Eu quero detalhes!
- Está bem… - Lisbon respirou fundo - Eu tinha mais ou menos a sua idade, tinha acabado de entrar em uma escola nova. Foi logo depois que sua vó morreu. Eu tinha que cuidar da casa e dos seus tios, por isso quase não tinha tempo para fazer nada. Era ir para a escola e depois voltar direto para casa. Até que um dia um menino que eu nunca nem tinha reparado veio falar comigo quando eu estava saindo da escola…
“ - Olá! Você é a Teresa, não é?
- Sim, quem quer saber? - ela respondeu ríspida
- Joshua Davis - ele estendeu a mão para a morena - É um prazer.
- O prazer é meu - respondeu com educação
- Sabe, eu estava te observando…
- Me observando? - ela o interrompeu
- É, eu… Estava pensando se, talvez, você e eu pudéssemos ir ao cinema qualquer dia desses…
- Ah… Desculpa, mas… Eu não tenho tempo para essas. coisas- ela respondeu e saiu correndo”
- E aí, o que aconteceu? - Violet perguntou animada
- Bem… Eu achava que isso era uma brincadeira de mau gosto. Mas todos os dias, na hora do intervalo, ele vinha falar comigo…
“ - Sabe, não é nada educado deixar uma pessoa falando sozinha e sair correndo. Sua mãe não te ensinou isso?
- Desculpe. Mas minha mãe me ensinou a não falar com estranhos - Joshua riu
- Isso você aprendeu bem - ele brincou
- O que você quer, afinal?
- Já disse. Quero ir ao cinema com você.
- Olha, um monte de coisas estão acontecendo na minha vida agora, então, se você me der licença, eu não tenho tempo para brincadeirinhas”
- E mesmo assim - Lisbon continuou contando - todos os dias ele vinha falar comigo. Até que viramos amigos…
“ - Por que não veio ontem a escola? - ele perguntou
- Por nada. Só estava cansada…
- Cansada de quê?
- De… Nada. Deixa para lá.
- Olha, se você tem tanta ‘coisa acontecendo na sua vida’ assim, por que não me deixa te ajudar?
- Obrigada, mas… Acho que você não entenderia.
- Claro que entenderia. Já tenho 16 anos. E se você que tem 13 entende, então eu também vou entender.
- As coisas não são bem assim, Josh.
- Por quê? O que acontece na sua vida de tão grave assim? - Lisbon ponderou por um instante
- Nada. Olha… Eu preciso ir. Minha aula já vai começar. Tchau! - e ela saiu correndo. De novo.”
- Então um dia ele resolveu fazer uma surpresa para mim, e foi até a minha casa, com ingressos para o cinema e umas rosas…
“ - Josh! O que faz aqui? - ela perguntou horrorizada
- Vim te resgatar das milhões de coisas que você tem que fazer, para te levar ao cinema.
- Vai embora! Eu já disse que não posso sair. Vai embora, agora!
- Teresaaaa! - o pai dela gritou - Quem está na porta?
- É o seu pai? Eu posso entrar para me apresentar? - Joshua perguntou dando um passo a frente
- Não! Sai daqui! - Teresa o empurrou
- Teresa! - o pai dela gritou novamente
- Joshua, vai embora - e ela fechou a porta atrás de si.
Do lado de fora, Joshua pôde ouvir:
- Era engano, pai. Não tinha ninguém.
- Teresa. Se mentir para mim… - e então ouviu-se um grito e o barulho de algo se quebrando.”
- Meu Deus! - Violet exclamou - Deve ter sido horrível, mãe…
- E foi… Eu fiquei três dias sem ir para a escola, e quando eu finalmente voltei, lá estava ele com a cabeça borbulhando de perguntas…
“ - Teresa! Graças a Deus! Você está bem? - ele a abraçou pela primeira vez e Teresa, apesar de todas as barreiras, se deixou ser abraçada e se sentiu confortável e protegida nos braços de seu amigo, embora ela não o tenha abraçado de volta.
- Estou bem - ela respondeu apenas
- Quando você me disse que não podia sair, eu pensei que… Pensei que estivesse apenas arrumando uma desculpa. Não sabia que…
- Está tudo bem, ok?
- Não. Não está tudo bem, Teresa. Você precisa sair daquela casa, precisa...
- Olha, obrigada pela preocupação, mas eu não posso.
- Por quê?
- Porque meus irmãos estão lá. Eu não posso deixá-los sozinhos.
- Mas, Teresa…
- Não tem ‘mas’. A vida é assim… Quando eu fizer 18 anos eu vou pegar meus irmãos e sumir de lá, mas por enquanto, não tem nada que eu possa fazer a não ser o que já estou fazendo.
- Me deixa te ajudar?
- Não.
- Por favor!
- Olha, se quer mesmo me ajudar, então não conte nada disso para ninguém. Está bem? - o menino ficou em silêncio - Prometa!
- Está bem… Eu prometo. Mas só se você me deixar eu te ajudar com alguma coisa.
- Eu vou pensar em algo. Agora preciso ir para a aula.”
- Alguns meses depois, no dia do meu aniversário - Lisbon prosseguiu com a história - ele pediu para eu ficar um pouco depois da aula, porque ele tinha uma surpresa para mim. Como seus tios tinham aula de educação física, e ficariam mais tempo na escola naquele dia, eu concordei.
- E o que ele fez? - Violet perguntou
- Ele me levou até um parque, um pouco longe da escola, e quando a gente chegou lá, ele tirou de dentro da mochila um cupcake…
“ - Feliz aniversário, Reese!
- Josh… Não precisava.
- Claro que precisava. É seu aniversário… Agora só faltam 4 anos para a sua liberdade - Teresa riu
- Obrigada.
- Vamos! Assopre a velinha. Faça um pedido…”
- O que você pediu? - Violet perguntou
- Eu não pedi nada… Só assoprei a velinha.
- E depois, o que aconteceu?
- Depois, ele disse…
“ - Quer saber de uma coisa?
- O que?
- Hoje faltam 4 anos para a sua liberdade, certo?
- Certo.
- Então, daqui a quatro anos, eu vou me casar com você.
- Josh, não diga bobagens…
- Não é bobagem, Resse - ele se aproximou ainda mais dela e sussurrou - Eu te amo.
Em seguida ele a beijou nos lábios, doce e calmamente.
- Eu também te amo - ela sussurrou de volta”
- Você me disse que só tinham começado a namorar depois do baile, quando você tinha 15 anos - Violet reclamou
- Isso foi porque nós brigamos, no dia seguinte do beijo. Ficamos sem nos falar até dois meses antes do baile, porque ele disse que ainda queria ser meu amigo. Eu também sentia a falta dele, então voltamos a conversar.
- E então ele te chamou para ser o par dele no baile?
- Isso. Ele já tinha 18 anos… Era o baile de formatura dele.
- E como foi?
- Bem, primeiro eu achei que ele queria se despedir de mim, já que ele estava indo para a faculdade. Ele me fez ir com ele ao shopping, com a desculpa de que ele precisava de ajuda para escolher o smoking, mas quando a gente chegou lá, ele quase me obrigou a experimentar uns vestidos. Eu disse que não precisava e que eu já tinha um vestido para usar na formatura, mas ele era muito teimoso quando queria ser. E não aceitou não como resposta…
“ - Josh, já disse que eu tenho vestido para ir!
- Não importa o que você disse. Vamos levar este. Ficou lindo em você.
- Eu não posso aceitar.
- Claro que pode. Somos amigos, não somos?
- Sim, mas isso não significa que eu possa aceitar presentes seus.
- Olha, nem é algo tão grande assim. Não estamos comprando o vestido. Só alugando. Está bem? - ela nada respondeu - Por favor. Se você não vai fazer isso por você, ao menos faça por mim.
Lisbon bufou.
- Está bem!”
- E então, no baile de formatura ele me pediu em namoro…
“ - Josh, não dá. Como você pretende namorar comigo, estando na faculdade na Califórnia?
- Sabe? Você deve aprender a dizer mais ‘sim’ para as coisas. Desde que nos conhecemos, você só diz ‘não’.
- Eu não tenho culpa. Você só me pergunta coisas difíceis.
- E eu não perguntei se ‘dava’ para a gente namorar. Eu perguntei se você ‘quer’ namorar comigo.
- Josh, eu-
- Teresa - ele a interrompeu - Eu não esqueci da promessa que eu te fiz.
- Que promessa?
- De que quando você fizesse 18, nós nos casaríamos.
- Josh, isso é impossível!
- Não. Não é impossível.
- Como não?
- Eu vou para a faculdade. Nos feriados e festas, eu vou estar aqui de volta, e nós podemos fazer isso funcionar - ele pegou as mãos dela e as colocou entre as suas - E quanto ao casamento… Bem, eu já vou estar no último ano da faculdade, e você pode vir com seus irmãos morar na Califórnia comigo. O que me diz?
- Eu não sei…
- Eu te amo, Teresa.
Ela titubeou um pouco antes de responder.
- Eu também te amo, Josh - ela sorriu - E, sim. Eu aceito namorar com você.”
- Awn… Que fofo! E o que aconteceu depois?
- Tudo como ele prometeu: Nos feriados e festas, ele estava de volta em Chicago. Nos meus aniversários ele me mandava chocolates e cartões, sempre escritos “Faltam tantos anos para sua liberdade e para o nosso casamento”. E quando eu fiz 18 anos, eu coloquei seu avô em uma clínica de reabilitação, peguei seus tios e fui para a Califórnia, fazer uma surpresa para seu pai.
- E aí?
Capítulo 11 - A Bronca - parte 02
- Bem… Eu tinha o endereço dele, então logo que saímos do aeroporto fomos para lá…
“ - Oh, meu Deus. Teresa! - Josh disse ao abrir a porta, e então a abraçou e a beijou delicadamente nos lábios - Que surpresa boa! Olá meninos - ele os abraçou também
- Oi Josh - eles responderam
- Entrem - ele saiu da frente da porta para que eles entrassem - Desculpem pela bagunça…
- Sem problemas.
- Oh, estou tão feliz que esteja aqui. - ele a abraçou, levantando-a do chão e rodando-a no ar - Vamos comemorar! Vou pedir pizza e abrir uma garrafa de vinho.”
- Mas seus tios não se acostumaram em morar lá, porque o apartamento que nós alugamos era muito pequeno para nós quatro. Então eles prefeririam voltar para Chicago, para morar com a tia Susan.
- Mas vocês alugaram um apartamento? Por que não ficou morando com o papai?
- Nós decidimos que seria melhor cada um morar na sua própria casa, até nos casarmos. Então seu pai me ajudou a entrar na academia de polícia, e nós trabalhamos por dois anos, juntando dinheiro para o casamento. Quando eu estava com 20 anos, nós voltamos para Chicago, nos casamos lá, afinal, nossa família inteira estava lá, e depois voltamos para aqui. Ele vendeu o apartamento que ele morava, e nós compramos um outro que era um pouco mais espaçoso.
- Então ele não cumpriu a promessa de casar com você aos 18?
- Na verdade, ele cumpriu. Quem quis esperar mais um tempo, fui eu.
- Por quê?
- Nós tínhamos combinado de nos encontrar um dia para jantar e conversar sobre o casamento, e quando eu cheguei lá, ouvi uma conversa entre ele e a mãe dele no celular.
“ - Mãe, já disse que vou me casar com ela. Eu a amo… Eu sei, mas nós vamos arranjar um jeito de nos virarmos por aqui… Eu tenho dinheiro. Eu trabalho. Mas mãe… - nesse momento ele virou para trás e viu que Teresa estava lá, ouvindo tudo - Preciso desligar agora, já nos falamos. Também te amo. Tchau.
- Oi - ela disse tímida, sentando-se na cadeira em frente a ele
- Há quanto tempo está aqui?
- Tempo o suficiente…
- Olha, Ress, não importa o que minha mãe diga, nós vamos nos casar, está bem?
- Mas - os olhos dela se encheram de lágrimas - Você deve ouvir o que sua mãe está te dizendo… Não é todo mundo que tem pais que se preocupam.
- Ress…
- Olha, esperar mais um pouco não significa que não vamos nos casar.
- É isso o que você quer? - ele perguntou
- Sim. Eu me sentiria melhor se nós casássemos com condições mais favoráveis, financeiramente. E também tem meu pai…
- O que tem seu pai?
- Bem, daqui um ano, mais ou menos, ele vai sair da clínica… E então ele pode me levar até o altar…
- Oh, Ress - ele a abraçou e a beijou - Então vamos esperar.”
- Que fofo. Eu quero conhecer um cara que me ame igual o papai te amou.
- E você vai. Só precisa ter paciência e não ficar entrando em desafios de beijar outros meninos na escola ou em qualquer outro lugar. Está bem?
- Ok.
- Agora - Lisbon retirou de sua bolsa o celular de Violet, que ela havia confiscado naquela manhã - Coloque sua senha - ela pediu e a menina assim o fez
- O que vai fazer?
- Vou mudar a senha para ter certeza que você não vai mexer nele durante a próxima semana.
- Ah, mãe!
- “Ah” nada. Fez o que não deveria, e agora tem que arcar com as consequências.
…………
Enquanto isso, Patrick também conversava com Charlotte sobre o ocorrido.
Assim que entraram em casa, Jane foi até a cozinha preparar duas xícaras de chá.
- Por que fez isso? - Patrick perguntou
- Pai... Me desculpe. Eu não sei porque eu fiz. Parecia uma boa ideia no começo.
- É nessas horas que eu mais sinto falta da sua mãe. Ela saberia exatamente como agir...
- Eu também sinto falta da mamãe...
- E eu sinto muito por não poder ser o que ela era para você. Sei que você sente falta de uma presença feminina, para te ensinar coisas que eu não sei... Mas, filha, de uma coisa eu sei: Você é uma menina linda. Vai se tornar uma mulher incrível... Mas agora, você só tem 12 anos. Ainda é muito nova para pensar nessas coisas... Vai chegar um tempo em que você vai ter a idade exata para namorar, e eu vou ter que aprender a conter meus ciúmes - os dois riram - Mas ainda não é o tempo. Eu sei que tudo parece muito legal e desejável, mas isso deve acontecer na hora certa. Está bem?
- Ok... Desculpe
- Claro. Vem cá - ele abriu os braços e a envolveu em um abraço terno - Não pense que vai sair dessa assim, viu mocinha... Vai ficar de castigo. Sem celular é aquele seu negocinho que você escuta música, durante 1 semana.
- Ahh...
- E se eu pegar você me desobedecendo, essa 1 semana vai virar 2. Estamos entendidos?
- Sim, pai.
- Agora,vá para o seu quarto, pensar no que fez?
............
Enquanto Charlotte estava no quarto, Patrick começou a fuçar no celular da menina.
Leu algumas conversas que não o agradaram muito. Nada longe do normal, para uma pré adolescente de 12 anos.
De repente começou a ler uma conversa no WhatsApp entre sua filha e Violet.
" - Affs. Você viu o que aconteceu hoje? Minha mãe ignorando seu pai
- Pois é... Eles acham que enganam alguém. Está na cara que eles se gostam. Não sei por que não ficam juntos logo
- Ha. Tá aí uma boa pergunta. Eu tenho certeza que eles já tiveram alguma coisa antes!
- Eu também! Quando a gente tava na Irlanda, eu ouvi uma conversa do meu pai com o meu tio, ele tinha perguntado se ele já tinha namorado alguém depois da minha mãe, e meu pai não respondeu nadinha!
- Puxa! E a minha mãe que sempre fica vermelha quando eu falo do seu pai? Com certeza já aconteceu algo entre os dois...
- É... O que vamos fazer sobre isso?
- Podíamos fazer igual quando éramos pequenas - Violet sugeriu
- Tentar juntar os dois? Não sei se conseguiríamos. Eles são muito teimosos quando querem ser.
- Bem, podíamos ir dormir na casa da Mary para deixá-los sozinhos. Talvez eles procurem um pelo outro... Que tal?
- Gostei da ideia. Vou falar com a Mary e depois com meu pai.
- Eu também vou falar com minha mãe. Bjs.
- Bjs"
Patrick sem querer colocou o dedo em cima de algumas letras, e enviou uma mensagem para Violet.
Segundos depois, enquanto ele pensava em alguma desculpa para estar olhando o celular da filha, Violet responde:
"Oi Charlie. Aqui é a Teresa. A Violet está de castigo sem o celular por uma semana"
Sorrindo ele responde
"Oi Teresa. É o Patrick. A Charlotte também está de castigo."
Na casa de Lisbon, assim que recebe a mensagem, ela sorri, e responde:
"Oi. Vem aqui fora, acho que precisamos conversar"
Ele saiu imediatamente, porém cautelosamente, para não chamar a atenção da filha.
- Oi - Teresa disse quando o viu
- Oi - ele se aproximou dela e a beijou rapidamente nos lábios - Está tudo bem?
- Está sim.
- Sobre o que queria conversar?
- Sobre como vamos contar para as meninas de nós...
- Ah sim... Bem - disse Jane - Eu gostei do primeiro plano de pedirmos pizza.
- Então você vem aqui em casa umas 8 horas?
- 8 horas. Combinado.
- Até mais tarde então - ela ficou na ponta dos pés e capturou os lábios dele, demorando mais desta vez.Capítulo 12 - Confissão, só que não
As sete e meia, Patrick entrou no quarto de Charlotte e viu que a mesma havia adormecido.
Chacoalhando-a levemente, ele a acordou e disse para ela se aprontar para o jantar.
- O que vamos comer? - ela perguntou um pouco sonolenta
- Pizza, na casa da Lisbon.
- Hum… Ok. Estarei pronta em vinte minutos.
Patrick também aproveitou a deixa para ele mesmo ir colocar algo descente.
Enquanto se vestia, ele ouviu o celular de Charlotte vibrar em cima da cama e sorriu, pensando que fosse mais uma mensagem de Teresa, porém, ao ver do que se tratava, o sorriso sumiu imediatamente de sua face.
Era Eric.
" - Oi Charlie. Você está bem?"
No momento em que ele pensava em ignorar ou avisar que Charlotte estava de castigo, chegou outra mensagem do menino:
" - Estava pensando se podíamos repetir a dose... ;) "
Sem conseguir conter a raiva, Patrick decidiu responder como se fosse Charlotte:
" - Não sei não... Acho que meu pai não vai gostar disso..."
E logo o menino respondeu:
" - Poxa, Charlie! Esquece seu pai. Fica comigo?
- Ficar? - Jane respondeu
- É. Fica?
- Não entendo... O que isso significa?
- Significa que vamos estar juntos, tipo namorados, mas se você quiser ficar com outra pessoa não tem problema... O que me diz?
- E você pensa em ficar com mais alguém além de mim?
- Bem... Sabe, eu estava conversando com o Brandon, e a gente tava pensando em ficar com vc e a sua amiguinha, Violet...
- Por quê?
- Ué... Pq vcs são as meninas mais lindas da escola...
- E você acha certo ficar com duas meninas ao mesmo tempo?
- Affs... Claro! Vc tbm vai poder ficar com o Brandon..."
Patrick respirou fundo, e discou o número do menino através do celular de sua filha. Instantes depois o menino atendeu.
- E aí, gata...
- Eric. Aqui é Patrick, o pai da Charlotte.
- O-oi, Sr. Jane... Tudo bem com o Sr.?
- Não, não está tudo bem. Eu te liguei para te dar um aviso, então preste muita atenção... Se você chegar perto da minha filha de novo, você vai desejar não ter nascido.
- Ah é?! E como você pretendo fazer isso?
- Para começar, vou falar para seu pai que você esconde cigarros debaixo da sua cama.
- C-com-mo você s-sabe? - o menino gaguejou
- E eu sei muitas outras coisas sobre você, rapaz. Então não se atreva.
- Está bem, sr. Jane. Eu prometo.
- Ótimo - e Patrick desligou a ligação.
............
Oito horas e trinta minutos da noite, e os quatro já estavam sentados à mesa, comendo a pizza que haviam encomendado.
Patrick e Teresa já haviam tentando por três vezes começar o assunto do namoro deles, porém não obtiveram sucesso.
- Então as duas passaram a tarde pensando sobre o que fizeram?
- Sim - responderam em uníssono
- Em nossa defesa - Charlotte começou - Quero dizer que nós tentamos evitar, matando aula....
- Você quer dizer "eu" tentei evitar, não é?!
- O que quer dizer com isso?
- Como se você não soubesse. Você estava louquinha para cumprir esse desafio. Não parava de falar do Eric e do Brandon desde que chegou na escola.
- E você, como sempre, é a inocente da história, não é Violet?! Até parece que você também não queria!
- É claro que não! Você me obrigou a fazer aquilo.
- Cala a boca, Violet! Você foi lá beijar o Brandon por vontade própria! Ou você acha que eu não sei que você tem uma quedinha por ele?
- Não me manda calar a boca, Charlotte! Quem você pensa que é?
Antes que a briga se tornasse ainda pior, Teresa e Patrick intervieram e as tiraram de perto uma da outra.
- Parem as duas - Patrick ordenou
- Que coisa feia - Teresa disse - peçam desculpas uma para a outra. Agora!
- Nem morta! - respondeu Charlotte
- Nunca!
- Vão desobedecê-la? - Patrick perguntou incrédulo
- Eu não me importo. Ela não é nada minha mesmo...
- Charlotte, que coisa feia! Peça desculpas!
- Não! Já disse que não vou pedir!
- Charlotte!
- Já estou de saco cheio! - Violet interrompeu
- Vamos embora! - Charlotte disse já caminhando até a porta
- Charlotte, volte aqui! - mas a menina já havia ido - Desculpe, Lisbon, Violet... - e ele se foi também, alcançando sua filha na sala de estar de sua própria casa.
Em ambas as casas, muitas outras broncas foram feitas, e os períodos de castigos foram entendidos, sem data para acabar.
Já passava de meia noite, e Teresa não conseguia dormir.
Levantando-se da sua cama, ela foi até o apartamento de Patrick e bateu a porta algumas vezes.
- Oi - ele atendeu a porta e logo fechou-a atrás de si
- Sabe, eu acho que não podemos mais fazer isso...
- O que quer dizer?
- Não podemos mais ficar juntos. Só complicaria as coisas... As nossas meninas estão em uma fase importante da vida, e aquela diretora tinha razão... Elas só fizeram o que fizeram por mau exemplo nosso.
- Mas nem tinha como elas saberem de nós...
- Não é disso que eu estou falando. Não quero que minha filha ache que está tudo bem namorar um cara que fugiu covardemente dela por seis anos.
- Então é isso que você acha de mim? Acha que eu sou um covarde?
- Não, olha... Não foi isso que eu quis dizer, e-
- Acho que você tem razão, no final das contas. - ele a interrompeu - Eu também não quero que minha filha namore com alguém que só pensa em trabalho.
- Jane, não-
- Adeus Lisbon - ele ignorou o último comentário dela, virou-se e fechou a porta em sua cara.
Irritada, confusa e triste, Teresa entrou em sua casa e assim que chegou em seu quarto, jogou-se nas cobertas, tampando o choro com um travesseiro, afim de que Violet não escutasse.
No dia seguinte, apesar de ser sábado, Lisbon resolveu ficar em casa, até porque isso fazia parte do castigo de Violet.
No entanto, Lisbon preparou o café da manhã e levou até o quarto de sua filha, acordando-a, quando chegou lá.
- Bom dia princesinha - ela disse - Vamos tomar café?
- Bom dia mãe... - a menina respondeu confusa - Você não está brava comigo?
- Um pouco. Mas não quero que a gente fique sem se falar por isso.
- Está bem... Você estava chorando? - Teresa, porém, nada respondeu - Aconteceu mais alguma coisa?
- Na verdade sim... - Lisbon bebericou seu café antes de prosseguir - Ontem o Jane e a Charlotte vieram jantar aqui porque a gente tinha uma coisa para contar pra vocês duas...
- O que era? - Lisbon estava duelando consigo mesma entre contar ou não para sua filha. Mas a verdade era que ela precisava ter alguém para conversar. E ela viu naquela situação uma oportunidade de se aproximar mais de Violet.
Respirando fundo, ela decidiu contar:
- Eu e o Patrick estávamos namorando...
- Oh meu Deus... E eu e a Charlotte fizemos todo aquele escândalo...
- Pois é - Lisbon torceu a boca
- Mas, espera... Você disse "estávamos"?
- Sim. Eu achei melhor a gente terminar agora, enquanto ainda não tínhamos envolvido vocês...
- Por quê?
- É uma longa história... Acho que você é nova demais para saber desse tipo de coisa.
- Hum... - de repente, Lisbon não conseguiu se controlar, e, apesar de ter passado boa parte da noite daquele modo, começou a chorar novamente - Oh, mãezinha... Não chore. - disse Violet e a abraçou forte.
- E ele disse que... Que eu era viciada no meu trabalho, que ele não... Não queria esse tipo de exemplo pra Charlotte...
- Ele não sabe do que ele está falando... Você é a melhor mãe do mundo!
- Obrigada - ela enxugou as lágrimas e respirou fundo - Desculpe, não queria que você me visse assim...
- Não tem de quê se desculpar, mãe. Eu gosto quando a gente conversa - Teresa acariciou o rosto da filha
- Acho melhor a gente comer, antes que esfrie. Eu fiz panquecas.
- Eu vi! Delícia!
............
Na casa de Patrick, Charlotte havia se trancado no quarto desde a noite passada, quando o loiro havia ameaçado que eles voltariam a morar na Irlanda, caso ela não mudasse o comportamento.
Durante a noite, ele pôde ouvi-la chorando, mas preferiu lidar com essa situação pela manhã.
E lá estava ele, na porta do quarto da menina, batendo à porta.
- Charlotte?
- Eu não vou abrir! - a menina respondeu
- Eu trouxe ovos mexidos… - ele chantageou
Nada se ouviu no quarto durante alguns instantes, até que a menina veio até a porta, destrancou-a e deu espaço para o pai entrar.
- Eu não saio desse quarto até você desistir dessa ideia sua! Não volto para a Irlanda nunca mais! - esbravejou
- Está bem… Eu vim em missão de paz - brincou
Assim que ele passou pela porta, a menina trancou-a novamente.
- O que tem nessa caneca?
- Chá. Quer?
- Aham - timidamente ela se aproximou do pai e pegou das mãos dele o prato com ovos mexidos e o chá, e sentando-se na cama em seguida
- E então… - Patrick disse após assistir algumas garfadas da filha - A fera já foi domada, será que podemos conversar agora?
- Você pode dizer o que quiser. Mas eu não tiro meus pés de solo americano para ir morar em nenhum outro lugar no planeta!
- Olha, filha. Eu entendo que você não gosta de mudar, e que sentiu falta daqui, mas… Tem uma boa razão para eu querer voltar para lá.
- Uma boa razão? E qual seria essa?
- Você está virando mocinha. E eu não sei se sou capaz de criar você sozinho nessa nova fase da sua vida… Lá, por outro lado, eu tenho a ajuda da sua tia…
- Pai, eu não quero que mais ninguém me crie! Eu só quero você.
- Charlotte, e quando você virar mocinha… sabe? Quando começar a…
- Eu sei o que significa “virar mocinha”, pai.
- Pois, então. Eu não sei como te ajudar com isso!
- Eu não preciso de ajuda, pai. Sei me virar.
- E quando você começar a namorar? Eu não sei tudo.
- E eu nunca pedi que você soubesse de tudo - Charlotte largou o prato e a caneca e andou até ficar de frente com seu pai - Pai, tudo o que eu preciso é que você esteja aqui comigo. O que você não souber, a gente vai aprender juntos. Lembra quando compramos essa casa? - ele assentiu - Nós dissemos que íamos tentar fazer juntos, não era?
- Você tem razão. Vamos conseguir, se estivermos juntos - ele se inclinou e a abraçou - agora, não tem motivo para você ter tratado a Lisbon e a Violet daquele jeito. Hoje a tarde vamos tocar lá e você vai pedir desculpas, está bem?
- Ah, pai!
- “Ah, pai” nada. O que é certo, é certo.
- Está bem…Capítulo 13 - O concorrente
Dois meses se passaram. Patrick e Teresa haviam voltado a conversar no trabalho - profissionalmente, é claro - Os choros de Lisbon durante a noite já haviam cessado. Os de Jane também.
Charlotte e Violet haviam voltado a se falar, porém ainda estavam reservadas demais, depois do incidente.
Na CBI, tudo parecia normal: casos vinham, e logo eram resolvidos. Existiam vezes que eles nem comemoravam com uma pizza de caso concluído.
Naquela noite, no entanto, eles fecharam um grande caso de tráfico de drogas com a ajuda da equipe dos narcóticos, logo, decidiram comemorar o feito.
Foram até uma pizzaria que a CBI havia reservado só para eles, e festejaram a noite toda.
Por volta da meia noite, Lisbon se preparava para ir embora, já que havia deixado Violet sozinha em casa pela primeira vez, quando foi atacada pelas costas por um ladrão.
- A chave do carro! - ele gritou, enquanto prensava-a contra a parede - AGORA!
Antes que ela tivesse tempo de reagir, alguém veio socorrê-la, tirando o ladrão de cima dela, e deixando-o atordoado, antes que ele pudesse fugir.
- Vê se pode, em uma festa da polícia, alguém vem e tenta roubar uma Agente - comentou o rapaz, estendendo a mão para que Lisbon se levantasse
- Obrigada - ela disse
- Você está bem? - ele perguntou sinceramente preocupado
- Estou. Só minha cabeça que dói um pouco...
- Oh, sim - ele se aproximou dela - Vai sair um belo de um galo aqui - Teresa riu - Você é a Teress Lisbon, chefe da unidade de crimes graves, não é?
- Sou sim. E você é Benjamin White, certo?
- Certo.
- Bem, sr. White, muito obrigada. Eu já vou indo, minha filha está sozinha em casa
- Não dá para se conseguir baba nesses dias, não é?
- Bem, ainda que eu conseguisse uma, tenho certeza que Violet ficaria furiosa comigo - Teresa brincou
- Violet? Quantos anos?
- 12.
- Hum... Fase difícil. O meu filho, James, tem 14, e eu lamento em te dizer isso, mas não fica mais fácil - Lisbon riu
- Obrigada pelo aviso. Vou me preparar psicologicamente
- Não tem de quê.
Quando Lisbon já estava chegando em seu carro, Benjamin, que estava acompanhando-a, disse:
- Sabe? Acho que depois dessa de agora, você fica me devendo uma... - Lisbon sorriu
- E como posso te agradecer?
- Que tal um jantar, algum dia desses? Eu pago.
- Eu ia gostar disso.
- Que tal amanhã, eu te pego na sua casa as 21h?
- Parece um bom plano para mim.
- Combinado então.
- Até amanhã agente White.
- Por favor, me chame de Benjamin.
- Boa noite Benjamin.
- Boa noite, Teresa.
............
No dia seguinte tudo estava pacato. Jane estava enchendo a paciência de todos, por conta de seu tédio, e Lisbon estava trancada em sua sala, desviando de hora em hora os pensamentos a respeito de Benjamin que lhe vinham a cabeça.
- Olá, Lisbon - Jane cumprimentou, após ter entrado na sala dela sem bater à porta.
- Jane...
- Sabe, umas amiguinhas da Charlotte vão lá em casa hoje, e eu estava pensando se você não deixaria a Violet ir também...
- Claro. Por que não?
- Ótimo, ótimo - Jane ficou em silêncio por mais alguns instantes, pensando em como a convidaria para ir junto - Sabe... Você deveria ir junto. Tenho certeza que você se divertiria, e acho que você está realmente precisando de algo para relaxar.
- E vou conseguir me divertir com pré adolescentes?
- Bem, nunca se sabe...
- Obrigada pelo convite, mas ainda que eu quisesse, hoje não dá.
- Já tem compromisso? - Jane perguntou curioso e com ciúme - Um encontro?
- Não que isso seja da sua conta, mas, sim.
- Oh... Bem, então acho que você já vai ter diversão o bastante, não é?
Lisbon não era uma mulher vingativa, mas não pode deixar a oportunidade de deixar Jane com ciúmes por nada!
- Espero que sim. O Benjamin parece ser bem legal.
- Benjamin? Já está chamando pelo primeiro nome? - Lisbon apenas sorriu - Parece que as coisas acontecem rápido nos dias de hoje, não é?!
- Jane, preciso trabalhar. Então se não se importa, pode sair da minha sala?
- Claro - ele se levantou - Tenha um bom encontro com o "Benjamin"... - ele pontuou as aspas com as mãos.
- Obrigada - Teresa respondeu sorridente
............
Violet aceitou com alegria o convite de Charlotte para a noite do pijama. Por sua vez, Charlie se incumbiu de convidar outras amigas para encobrir a desculpa que seu pai arrumara para conversar com Lisbon.
As nove horas em ponto, Benjamin tocava a campainha da casa de Lisbon.
- Olá - disse Violet quando atendeu a porta - Você deve ser o Sr. White, certo?
- Olá. Isso mesmo, mas me chame de Benjamin, por favor. Você deve ser a Violet...
- Isso mesmo.
- É um prazer te conhecer.
- O prazer é todo meu.
- Sua mãe está pronta?
- Ahn... Mãe! - ela gritou - O Sr. White chegou
- Benjamin - ele corrigiu-a divertido. Violet riu
- O Benjamin chegou!
- Já estou indo - Lisbon apareceu na sala - Boa noite, Benjamin
- Boa noite... Você está linda!
- Obrigada - Lisbon corou
- Está pronta para irmos?
- Estou sim. Violet pegue suas coisas que eu vou te deixar na casa de Charlotte.
- Está tudo bem, mãe. Eu sei atravessar o corredor sozinha
- Pegue suas coisas - Ela ignorou a menina
- Ok - Violet bufou e foi até o quarto pegar as coisas dela
Enquanto isso, Patrick ouvira desde sua casa uma certa movimentação no corredor, e fora checar pelo olho mágico.
Droga! Lisbon realmente ia à um encontro.
- Pai, você viu meu... - Charlotte disse entrando na sala - Pai, o que está fazendo?
- O encontro da Lisbon chegou... Só estava vendo - ele respirou fundo - Agora realmente acabou. Não tem como voltar... Ele vai fazê-la muito mais feliz do que eu algum dia poderia ser capaz.
- Oh, pai. Não fique assim! Você vai ver, vai reconquistá-la em pouco tempo.
- Obrigado, filha. Mas acabou - ele respirou fundo mais uma vez - O que você estava perguntando antes?
- Ah... Você viu minhas pantufas?
- Estão no meu quarto. Você deixou lá hoje, depois que foi me acordar.
- Oh... Verdade. Obrigada.
A campainha soou, e ambos sabiam que era Lisbon que fora deixar Violet lá.
- Se importa em atender? Eu já vou para meu quarto... - ele sussurrou, porém, do outro lado da porta, Lisbon pôde ouvi-lo.
- Claro - Charlotte respondeu.
Capítulo 14 - Vamos ensinar outra coisa
Benjamin era um bom homem. Fez de tudo para que Lisbon se sentisse bem e confortável, e que o encontro fosse o melhor de sua vida.
Mas, por melhor que fosse, não havia como competir com um amor de mais de dez anos.
E as dúvidas enchiam os pensamentos de Lisbon.
E se ela não tivesse terminado com Patrick? Será que eles teriam dado certo? Teriam superado as diferenças e iniciado uma família com as duas meninas?
Será que...
- Lisbon? Hey! Planeta Terra chamando - Benjamin a tirou de seus devaneios
- Oh, desculpe - Lisbon respondeu sem graça - Estava meio desligada
- Pois é, eu percebi... No que estava pensando?
- Nada, eu só... Não é nada - ela desistiu de inventar alguma desculpa mais detalhada - Tem muita coisa acontecendo na minha vida agora.
- Bem, se tem tanta coisa acontecendo na sua vida assim, por que não me deixa te ajudar? - ele perguntou inocente e Lisbon inevitavelmente lembrou-se de Joshua.
Foi exatamente assim que começou com os dois.
De repente várias memórias misturadas começaram a surgir na mente da morena, inclusive a memória da última manhã que Teresa acordou ao lado de seu marido.
" - Hey, Ress... - ele acordou-a
- O que foi, Josh?
- Será que a Violet vai puxar esse seu lado mal humorado pelas manhãs?
- Ha-ha-ha. Engraçadinho.
- Ah, eu sei que você me ama - Lisbon virou-se para ficar de frente com ele e encarar aqueles olhos cor de mel que ela tanto amava
- Droga! Eu amo.
- Boa notícia então - Lisbon sorriu
- Olha, que milagre! Consegui um sorriso seu logo depois de acordar!
- Para com isso - ela alertou
- Ok, ok. Sabe? Te acho uma mulher incrível! - Lisbon fez menção de dizer algo, mas Joshua prosseguiu - e nem tente me contradizer! Você é uma mulher incrível! O que você fez pelo seu pai, mesmo depois de tudo o que ele te fez sofrer foi... Incrível!
- Josh, ele é meu pai. E eu só coloquei ele na reabilitação.
- Você deu uma nova chance para ele. Ress, ele vai se casar daqui alguns meses. E foi por causa da sua intervenção e bondade que ele pôde ter essa segunda chance - ele acariciou o rosto da morena e beijou-a nos lábios - Devemos ensinar isso para a Violet.
- Está pensando em virar alcoólatra? - Teresa brincou
- Não. Devemos ensinar o perdão... "
De volta para a realidade, ela percebeu que não havia dado uma resposta para Benjamin.
- Desculpe. Eu acho melhor eu ir embora agora...
- Mas... Acabamos de chegar e...
- Desculpe. Eu não posso fazer isso, não seria justo com você.
- Foi algo que eu fiz de errado?
- Não, não! Você foi ótimo. Mas eu estou apaixonada por outra pessoa... - confessou
- Entendo. Bem, espero que seja feliz com essa pessoa. Sem dúvida ele é um cara muito sortudo - Lisbon se levantou de seu lugar e abraçou - Adeus, Teresa.
- Adeus, Benjamin.
............
Lisbon teve de voltar a pé para sua casa, já que ela não encontrava nenhum táxi na rua.
Já era por volta de onze horas quando ela chegou no prédio, e antes de entrar no elevador, decidiu subir pelas escadas, apesar do cansaço. Não se arriscaria em ficar presa novamente, principalmente não naquele momento.
Subiu as escadas correndo e quando chegou ao sexto andar, bateu à porta descontroladamente por diversas vezes, até que Charlotte veio atender.
- Teresa! Está tudo bem?
- Seu pai está aí? Preciso falar urgentemente com ele - ela disse rapidamente
- Ok, vou chamá-lo.
Dentro de poucos instantes, Jane já estava na frente dela.
- Lisbon, está tudo bem?
- Preciso conversar com você
Jane olhou para trás, onde as duas meninas os observavam, e elas logo fecharam a porta, dando privacidade aos dois.
- Primeiro eu quero dizer que eu te amo - ela começou - Segundo, que eu fui muito besta de ter terminado com você, me desculpe por isso - Jane permanecia estático - Mas agora eu estou aqui, pronta para o nosso "eu e você", isso é... Se você ainda quiser.
Perplexo, Jane não conseguiu pensar em quase nada, até que por fim, respondeu:
- Eu achei que você não queria dar mal exemplo para as meninas, porque você sabe que elas estão assistindo e ouvindo tudo por trás da porta, não sabe? - as meninas riram do outro lado da porta
- Nós vamos ensinar outra coisa para as duas.
- E o que é?
- O perdão.
Após dizer essas palavras, Lisbon avançou um passo e ficou na ponta dos pés, para assim, conseguir alcançar os lábios de Patrick e capturá-los contra os seus.
As meninas abriram a porta e começaram a comemorar e a bater palmas, afinal os dois cabeças duras haviam se entendido.
E o beijo que os dois compartilharam foi mais demorado e saboroso do que todos os outros, porque agora eles tinham a certeza de que, acontecesse o que fosse, eles permaneceriam juntos.
- Agora sou eu, você e elas. Para sempre - ele suspirou contra os lábios de Teresa e beijou-a novamente.
Capítulo 15 - Mais um
" - Patrick Jane, você aceita Teresa Lisbon como sua legítima esposa para amá-la e respeitá-la, na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza, na riqueza ou na pobreza, até que a morte os separe? - a juíza perguntou
- Aceito com certeza!
- E você, Teresa Lisbon, aceita Patrick Jane como seu legítimo esposo para amá-lo e respeitá-lo, na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza, na riqueza ou na pobreza, até que a morte os separe ?
- Aceito.
- Então, pelo poder investido a mim pelo estado da Califórnia, eu vos declaro marido e mulher - a juíza fez uma pequena pausa - Já pode beijar a noiva."
- Lembrando no nosso casamento? - Patrick perguntou ao pegar sua esposa vendo um álbum de fotografias.
- Estou sim... Nem parece que já se passaram quatro anos.
- Pois é. Onde estão as meninas?
- Estão terminando de se arrumar. Daqui a pouco os pares delas vão vir buscá-las.
- Hum. Sabe, eu estava pensando - ele retirou do bolso de seu paletó, um papel branco com a reserva de um restaurante - Já que as meninas vão sair, o que me diz de um jantar no nosso restaurante favorito?
- Patrick Jane, você está me convidando para um encontro? - Teresa brincou
- O que posso dizer? - ele riu - Não me canso de ir a encontros com você.
- Mesmo?
- Claro. Por que o espanto?
- Mas e quando eu ficar velinha?
- Eu continuarei a te levar para os lugares mais incríveis! Só não esquece de levar minhas dentaduras, porque acho que vou precisar até lá - Teresa riu
- Marcado! Não esquecerei suas dentaduras. Desde que você me prometa que não vai sorrir para nenhuma outra mulher!
- Como eu poderia, se só tenho olhos para você?
- Ok. Eu aceito.
- Aceita o que? Ficar velinha comigo?
- Já aceitei isso há muito tempo. Estava me referindo ao jantar... Estou louca por aquela lasanha.
- Essa é a minha garota - ele inclinou-se sobre ela e beijou-a nos lábios.
Eles aproveitaram o beijo como se fosse o primeiro, afinal, como Patrick sempre dizia, esse era o segredo para um casamento duradouro.
D.
De repente foram interrompidos.
- Olha, por mais que eu ache super fofo ver vocês dois juntos, eu preciso de ajuda - Violet falou
- E eu também - Charlotte completou.
Mesmo com a "interrupção" das meninas, eles continuaram com o beijo, ignorando-as.
- Hello?? - Violet reclamou - Suas filhas precisam de ajuda!
Por causa da falta de ar, Patrick cedeu e separou seus lábios dos lábios se Teresa.
- Meninas, não viram que estávamos em um momento importante?
- Aff, e você não viu que a gente está em um momento importante, também?
- O que precisam? - Patrick perguntou
- O que vocês acham dessa roupa? - Charlotte perguntou
- Estão lindas - Teresa respondeu
- Esse vestido não está muito curto? - Jane perguntou - Jane perguntou
- Aff, pai. Você não entende nada de moda - Violet virou os olhos
- Hey, não vire os olhos para mim mocinha!
- Mãe?
- Estão lindas, mas levem casacos.
- Mesmo?
- Mesmo! Agora vão! Eu também vou me arrumar para meu encontro - Lisbon sorriu e entrou em seu quarto.
- Eu também vou. E vocês, meninas, tratem de estar aqui até as onze.
- Ah pai! - reclamaram as duas
- Meia noite - cedeu - nem mais um minuto!
............
Patrick e Teresa aproveitavam cada minuto de seu jantar, tanto em questão da comida, quanto da companhia.
- Faz tempo que não fazemos coisas assim, não é? - disse Teresa
- Verdade. Mas agora que você está com o antigo cargo do Minelli, vai ser mais fácil para nós. Vamos ter mais tempo...
- É. - ela permaneceu pensativa por um instante - Vou sentir falta dele.
- Mas nós podemos chamá-lo para ir lá em casa sempre que quisermos.
- Aham - ela concordou - e ele vai adorar! Principalmente agora que nós vamos ter mais…
- Mais o que? - ele perguntou confuso
Teresa colocou a mão em sua barriga e então prosseguiu:
- Mais um membro na família.
Com os olhos cheios de água, os dois se abraçaram, sorrindo.
Espero ver vocês em breve nas próximas fics (sim, haverão outras, hehehe) :P
Beijinhos :*

Meldeus 😍 estou sentindo o cheiro de um convite da Lis para esses dois dormirem na casa dela 😏😚😂 coitado do Jane, oh sofrencia ~ 😓 Cho maravilhoso (a lis poderia ter um caso com ele 😂😂 sou chisbon agr) 😂😏 safic ta ótima u.u (to adorando "inversão" tbm, estou acompanhado pelo nyah, mas ta meio fodinha comentar lá 😤) dorei
ResponderExcluirPq meus emotions não aparece? 😤😨😭 ta aparecendo alguma coisa pra vc Lola? Ain 😤
ResponderExcluirNão aparece Stephani :o Que triste :'(
ExcluirMas obrigada por comentar! Hahaha Vou tentar imaginar os emoticons :P hehehe
Sabe que eu já escrevi o próximo capítulo. Até pensei em colocar eles para dormirem "juntos" (apenas na mesma casa), mas vou deixar isso mais para a frente, quem sabe :3
Tem muita coisa para acontecer.
Eu não vejo a hora de chegar quarta para postar mais um capítulo! Hahahahahaha
Fico feliz que esteja curtindo "Inversão" tbm :3
Até a próxima Stephani <3
Beijinhos :*
Oi Stephani *-*
ExcluirEu aqui me enxerindo kkkk... Então ta pra ver seus emotions pelo cel :) Só pra cê saber se já não souber kkk
Bejin :*
Ownn *.*Não tem como não gostar!.....Amo fic com crianças e essa promete,Jane e Lisbon,pode começar um namoro vai ser melhor pra todos quatros...Ansiosa pelo o próximo capítulo e obg pela fic.Bjs.
ResponderExcluirOi Lindiii!
ExcluirAwn <3 Que bom ver você aqui! \o/
Sou eu quem agradeço pelo seu comentário! :D
Será que esses dois cabeças duras se acertam logo?
Tomara que sim, rsrsrsrs.
Obrigada por comentar, Lindi <3
Beijinhooos :*
Que comecinho mais perfeito, Lola! Charlotte e Violet são umas fofas e eu já estou completamente apaixonada por essas duas *-* Algo me diz que o Senhor Cupido vai acabar perdendo o emprego por causa delas, rs. Parabéns pela ideia, super bem bolada e desenvolvida. Apaixonada por esse início, e super ansiosa para saber o que ainda vai acontecer com esses quatro. Bjos :*
ResponderExcluirDellarousse! Que super ter você aqui <3
ExcluirQue bom que gostou da história :3 Pois é, Sr. Cupido que se cuide, pq daqui a pouco ele vai ser demitido, hahahahahaha.
Tomara que os dois cabeças duras se acertem logo :P
Obrigada por comentar, Dellarousse.
Já já eu vou postar o segundo capítulo \o/
Beijinhos :*
Adorando a fic, sou super apaixonada por elas. Bjs.
ResponderExcluirOiii Pania <3
ExcluirAwn, que bom que está curtindo a fic!
Já já tem capítulo novo :D
Obrigada por comentar e acompanhar.
Beijinhos :*
Ai, meu Deus, que segundo capítulo mais fofo, Lola *-* Charlie e Violet são mesmo umas lindas e eu estou cada vez mais apaixonada por elas. Quase morri com a fofurice da Charlotte tentando consolar o pai, mesmo sendo tão pequena, e não entendendo direito todo esse momento traumático. E que garotinha esperta; já percebeu que a casa da "titia Teresa" parece um lar *-* Super apaixonada por essa estória, e ansiozíssima para saber o que ainda vai acontecer com esses meus quatro amores. Parabéns, como sempre, escreveu divinamente <3
ResponderExcluirOi Dellarousse <3
ExcluirDesculpa a demora em responder.
Fico muito, mas muito mesmo, feliz em saber que você está curtindo a fic.
Vou admitir, já escrevi até o capítulo 8 mais ou menos, e até lá muita coisa acontece com essas duas, e os cabeças duras dos pais delas hahahahaha
Bem, espero não desapontar.
Daqui a pouquinho vou postar o próximo capítulo. Espero que goste *-*
Obrigada por ler e por comentar :3
Beijinhoos :*
Estou amando cada capítulo *.* tomara que a Teresa o Patrick se acerte,mas agora que vão se vizinhos vai ser bom pra Charlotte e Violet que vão ser tmb colegas de escola.Ansiosa pela a continuação.Bjs
ResponderExcluirOie Lindi! <3
ExcluirPuxa, estou super feliz que você esteja gostando da fic *-* :D
Sim, vai ser bom para elas morarem pertinho <3 (e vai ser bom pra Lisbon e pro Jane tbm hihihihi)
Obrigada por comentar e acompanhar a fic, Lindi <3
:* Beijiinhos :3
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAiw q lindaaaa essa fic Lola!! Eu to super e mega apaixonada por essa fic *-* Eu ri, eu me emocionei, tá um mix de sentimento nessa fic, ou será eu q to muito sentimental kkk. Essas crianças são muito mais muito fofas *-* Agora Lola, fiquei curiosa pra saber quem é o pai da Violet :S To esperando curiosamente e loucamente pelo próximo capitulo e espero q tenhamos Jisbon logo logo.. Porque nós merecemos \o/ \o/ Já q Heller só nos dá momentos fofurices na série :(
ResponderExcluirAcho q não preciso dizer mais nada. Essa fic e todas outras mostram o quão talentosa cê é Lola. Parabéns cê ta dando um show. Agradeço muito a vc por ter atendido ao meu pedido e feito a fic: Ele voltou? Q esta perfeita, melhor do q eu imaginei, ficou do jeito q gosto com bem muito suspense hahah..
Besus Paolaaaa :*
Oieee Dri <3
ExcluirQue bom te ver aqui *-* Ainda bem que está curtindo a fic *-*
Sobre o pai da Violet, você vai ficar sabendo quem ele é e mais outras coisitas, no capítulo 3 ou 4.
Sabe, eu tbm espero ver jisbon rápido <3
Aliás, desculpa por ter demorado em te responder (e em postar).
Mas prometo que não perco mais o dia de postar (já tenho até o capítulo 8 escrito).
E também prometo que vou escrever o epílogo da sua fic de aniversário. <3 Estou pensando em algo beeeeem fofo pra terminar a fic.
<3 Obrigada por acompanhar, comentar e obrigada por toda a fofura <3
Beijão e até mais! :*
Que terceiro capítulo mais perfeito, Lola! Lisbon e Violet ajudando Jane e Charlie com a mudança, foi tão fofo *.* E Dona Georgia aparecendo para dar uma conferida nas novidades foi bem engraçado, afinal, todo mundo tem seu vizinho(a) fofoqueiro(a), rs. Hmm, então as mães solteiras estão interessadas no nosso consultor loiro? Dona Lisbon trate logo de marcar seu território, porque de sofrimentos/desgostos (em relação à série) minha vida já está cheia! :'( Parabéns pela fic, Lola, como sempre divinamente escrita. Estou cada vez mais apaixonada por esse quarteto, e ansiosa para saber o que vai acontecer com eles <3 Bjos :*
ResponderExcluirOie Dellarousse <3
ExcluirVerdade, todo mundo tem um vizinho assim hahahaha. Mesmo que não seja o que mora na casa ao lado, sempre tem algum.
Pois é, dona Lisbon que se cuide, afinal, quem em sã consciência não ficaria interessada por Jane? O.o Ela tem muita concorrência para se preocupar hahahahaha
Mas fique tranquila, ela vai demarcar território. Cedo ou tarde... (tomara que cedo).
Ainda tem muitas emoções pra rolar nessa fic :D
Obrigado por acompanhar e comentar, Dellarousse <3
Até sábado!
Beijinhoos :*
Ownn *.* esse capítulo ficou ótimo Jane vizinho de Lisbon isso não dar certo ele pode ter uma crise de sonâmbulo e errar a porta do apartamento dele e entrar no da Lisbon.kkkkkkk...Obg vc tá ótima nessa fic ansiosa pelo o próximo.Bjs
ResponderExcluirOi Lindi <3
ExcluirHahahaha. Puxa, isso bem que podia acontecer, né?
Imagina só! Ia ser muito engraçado. Ainda mais se ele entrasse e encontrasse a Lisbon de pijama... hahahahahaha
Valeu pelo comentário, Lindi <3
Estou muito feliz em saber que você está acompanhando e gostando da fic *-*
Um beijão :3
Nossa!! Neste capítulo um bom começo um jantar...O próximo passo um piquenique e depois o que virá?...Um jantar depois ele acompanha ela até a porta se vai sair um beijo eu não sei...kkkk pensei alto.Parabéns amei cada momentos deles juntos.Bjs
ResponderExcluirHahahaha. Será que rola um beijo entre esses dois? *tomara*
ExcluirDaqui a pouquinho eu vou publicar o próximo capítulo :D
Valeu por comentar Lindi!
Beijooos
Esse quarto capítulo é todo amorzinho, Lola *.* Violet perguntando um pouco mais do pai foi tão fofo; e confesso que eu ri quando ela sugeriu que Lisbon casasse com o "tio Way". Sim, a casa seria dominada por risadas, mas ainda bem que todos sabemos que ele é apaixonado pela Grace e vice-versa :3 Ownt, e a Charlie toda receptiva com a Teresa é tão cute. Como sempre, eu amei o capítulo super mega fofo, e bem escrito. Apaixonada por essa duplinha dinâmica e ansiosa para saber que surpresas esses quatro ainda revelarão <3
ResponderExcluirOiie Dellarousse <3
ExcluirPois é, eu também fiquei nas nuvens :3 Eu escrevi mais um capítulo em que a Lisbon fala sobre o pai da Violet, mas ainda vai demorar um pouquinho até chegarmos nele (mais uns 4 ou 5 capítulos).
Nossa, imagina a Lisbon namorando o Rigsby O.O #SóJesusNaCausa hahahahahha
Ia ser beeeeem estranho.
Como que a Lisbon ia tratar a Van Pelt depois? Ia ficar o maior climão...
Melhor deixar o Rigspelt como está <3 eles combinam super :D
E, principalmente, vamos continuar com a ideia Jisbon da coisa. hahhahahaha
Valeu pelo comentário e pela fofurisse Dellarousse <3
É uma honra ter você aqui acompanhando minhas fics :3
Beijão! :*
Ameiiiiiiii! *.* Lola é demais esse capitulo ficou muito cute,Jane com ciúmes da Lisbon...Rostos se aproximando no escuro faltou pouco pra rolar um mega beijo *.* que raiva daquela luz achou de chegar na hora errada pudia esperar mais um pouquinho<3 não foi dessa vez eles só precisa de um jantar romântico pra rolar um mega beijo.Obg pela a fic amei não tem como não amar <3 Bjs já esperando o próximo.
ResponderExcluirOiie Lindi!
ExcluirPois é, né? Luzes as vezes só chegam na hora que não deve (tipo na escola, quando os professores já estão quase te liberando das aulas e aí a energia chega :/ ) hahahahaha
Valeeeeu pelo review <3
Beijos e até o capítulo que vem :3
Amei li todos os capítulos de uma vez e estou com muita vontade de ler o próximo capítulo.
ResponderExcluirOiiie Terezinha :3
ExcluirNha, que bom ver você aqui. Que bom que gostou da fic tbm :D
Já já eu vou postar o próximo capítulo ;)
Valeu pelo comentário \o/
Beijoos
Estou amando essa é fic! Toda fofa... Mal posso esperar pra Jisbon acontecer!!
ResponderExcluirAdorei que você postou dois capítulos tão pertinho um do outro... Pode continuar assim! Haha
Oiiie Sara \o/
ExcluirHahaha, pode deixar. Algum dia desses próximos eu vou fazer isso de novo :3
Aliás, hoje eu vou postar mais um capítulo, daqui a pouquinho.
Obrigadão por comentar e acompanhar!
Beijos :3
Nao sei nem o que dizer com Tanta perfeição!!!!!!!!!! Gente ta bom de + continua isso por favorrrrrrrr...parabéns Paola você é ótima nisso 💖💖💖💖❤❤❤❤
ResponderExcluir❤❤❤❤ Oiiieee ❤❤❤
ExcluirQue bom te ver aqui!
Pode deixar. Já já eu posto um capítulo novo \o/
Fico muito feliz em saber que você está gostando da fic!
Até já já <3
Beijoos :*
Que quinto capítulo mais fofo, Lola *.* Jane salvando Lisbon do Jeremy e chamando ela de "minha" foi muito interessante! E essas garotas fofas que eu me apaixono mais a cada dia, ownt :3 Pobrezinha da Teresa, presa no elevador... mas, bem feito para ela; quem mandou brigar com o Leãozinho? u.u E esse "quase beijo" que já me fez dar aquela surtadinha básica do dia, rs. Enfim, como sempre, amei cada palavrinha, e já estou ansiosa por mais <3
ResponderExcluirOoie Dellarousse ❤
ExcluirLeãozinho ❤ definição perfeita para o Jane ❤ hahahahaha
"Ouviu a Dellarrouse, senhorita Lisbon?
Nada de ficar brigando com o Patrick Perfeito Jane" hahahahaha
Daqui a pouco eu vou postar o próximo capítulo \o/
Valeu por estar acompanhando e comentando *-*
(seus comentários me fazer dar a surtadinha básica do dia) ❤
Beijão :*
Lola, talento em pessoa! To adorando a fic *-* Ta maravilhosa :) Parabéns e estou ansiosa pelo capitulo 6
ResponderExcluirQuero ver bj logo logo hein hahah.. Ah e adorei a cena de Jane "defendendo" Lisbon, ele tava foi mortinho de ciúmes kkk. Adoro Jane com ciúmes :)
Beijos Lola :*
Oiie Dri ❤
ExcluirNha, que bom que está curtindo e lendo a fic ❤
Já já eu posto o próximo capítulo *-* Muitas emoções ainda estão por vir hahahahaha
*UMA PESSOA QUE ME ENTENDE* Eu também AMO ver o Jane com ciúme.
É tipo... "SAI DAQUI! A LISBON É MINHA!" amo isso ❤❤
Valeu por comentar, Dri ❤
Beijão :*
Owwn *.* ficou sensacional <3 Esse 6 capítulo ficou ótimo Jane e Lisbon cada vez mais próximos só precisam de mais tempos juntos...Lola vc mim deixou bastante curiosa com essa prévia do próximo capítulo mais que vai rolar um beijo*.* quero o 7 capítulo com urgência.kkkk Obg! Bjs
ResponderExcluirOiie Lindi <3
ExcluirNha, que bom que gostou!
Pode deixar, vou postar o próximo capítulo daqui a pouco :)
Valeu por comentar, Lindi <3
Beijão
Bom.
ResponderExcluirO próximo cap vai ser tenso !!! . Como será que o Jane vai reagir ?
Essa é a pergunta que não quer calar O.o
ExcluirJá já eu vou atualizar a fic com mais um capítulo :D
Obrigada por comentar, amiga <3
Beijão :*
Estou amandooooo a fic *.* Mas gente... tem coração para isso não. Jane volta :'( pelo amor...
ResponderExcluirPaola tô adorando <3
Ooiiie Juliana <3
ExcluirQue bom ver você aqui *-*
Ainda bem que está gostando :D rs
Obrigadão por ler e por comentar!
Beijos :*
Ai, meu Jesus Cristo, Lola... estou enfartada!!! Estava toda contentinha lá, curtindo esse momento fofo do beijo entre os dois, e o Jane fica FURIOSO com a Lisbon por causa do Red John... nem foi culpa dela, poxa :/ Só tenho uma coisa pra dizer: ri muito imaginando a cena do Jane esquentadinho, quebrando e chutando tudo o que estava na frente dele o.O Sei que é estranho, mas não consigo conceber Patrick Jane tendo um surto de quebrar tudo '-' A parte de ir embora sim, mas a parte da destruição, sei lá... mas enfim, foi interessante imaginar isso, rs. Como assim ele "foi embora" por seis anos? :'( Separaram minha duplinha de "cupidas" por todo esse tempo, ou elas deram um jeitinho de se falar? ISSO É CRUELDADE COM MEU POBRE SER, PAOLA!!! Só me submeto à isso porque sou viciada nas suas fic's e tenho que saber o que ainda vai acontecer com esses quatro u.u Ok, brincadeiras e exageros à parte, estou super ansiosa para saber o desenrolar dessa trama, cada vez mais perfeita! <3
ResponderExcluirOiie Dellarousse <3
ExcluirHahahaha. Sim, essa parte dele chutando tudo foi beeeeeeeeeem OOC. rsrsrs
Eu queria mesmo era que todos no escritório ficassem tão... "chocados" quando vissem a reação dele, que não soubessem o que fazer, ou tivessem um certo receio de tentar impedi-lo de ir embora.
Hahaha. Sorry.
Acredite, não faço essas coisas por maldade... Elas só acontecem, rsrsrs.
Mas ainda tem muuuuita coisa para acontecer nessa história. :3 hehehe
Enfim, obrigada por ler e comentar *-*
Beijinhos :*
Ameiiii!!Vou pirar se Jane não voltar...6 anos é demais Lisbon esperou tudo isso eu não tinha esperado nem um ano,eles precisam se encontrarem pra conversarem...Jane tem que deixar a arrogância de lado e pensar na felicidade deles...Vai ser legal as meninas com 12 anos certamente vão fazer de tudo pra eles se encontrarem...Obg muito curiosa pra saber o que vai acontecer por favor não demore.Bjs
ResponderExcluirOoiie Lindi <3
ExcluirPutz, você deveria dar umas aulas para o Jane... Ele realmente precisa!
Você está certíssima. Ele tem que parar de besteira...
Hahaha. Sim, as meninas vão aprontar muuuuuuuito nessa fic ainda. :3
Valeu por ler e comentar, Lindi <3
Beijão :*
Ameiiiii *.* Jane voltou agora eles podem se acertarem com a ajuda das meninas que não vai ser nada fácil porque Jane cabeça dura.Lisbon orgulhosa vai dar um pouquinho de trabalho...Mas as meninas vão usar de tudo pra juntar os dois que já estão completamente caidinho um pelo o outro.Obg Lola vc ta ótima nessa fic.Ansiosa pelo o próximo.Bjs
ResponderExcluirSim, dois cabeças duras... Aff.
ExcluirMas sabe o que dizem, né? "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". *tomara*
Agora nos resta apenas torcer pelas meninas!
Obrigada pelo comentário, Lindi.
Beijos :*
Ele voltou!!! Que bom, porque nem devia ter ido! Haha
ResponderExcluirCharlote e Violet juntas nessa idade? Isso não vai prestar... Aliás, vai sim... Vai prestar muito pra Jisbon!!! 😍
Oii Sara.
ExcluirSuper verdade "nem devia ter ido!". hahahaha.
Bem... No próximo capítulo as duas já vão aprontar uma que só vendo (ou lendo, no caso) para crer.
Obrigada por ler e comentar, Sara.
Beijooos :*
Gente, que isso? Eu me afasto dois minutinhos e já se passam seis anos? '-' Ownt, as meninas cresceram e estão ainda mais fofas... amei o modo carinhoso com o qual Charlie se lembrou da "titia Teresa", e o jeitinho sapeca e abusado da Violet com os tios na CBI. Achei pouca essa "frieza" da Lisbonita com o Jane... porque ele fez ela sofrer e tinha que sofrer muito mais! u.u Gracejos à parte, amei esse capítulo (como eu amo todos os outros e ponto final!) e estou super ansiosa para saber o que essas travessas vão aprontar agora que estão mais crescidinhas. Parabéns pela fic, Lola, está cada vez mais perfeita <3
ResponderExcluirEstá extremamente certa! Foi pouca a frieza da Lisbon com o Jane.
ExcluirMas ela está passando por um momento muito confuso: por um lado, ela gosta de Jane (ainda que ela negue até a morte) e está feliz por ele ter voltado. Por outro lado, ela o odeia e quer que ele saiba o quanto ela sofreu pela fuga dele.
Bipolaridade feminina, a Lisbon tem de sobra, hahahaha.
Sim, elas vão aprontar muito ainda.
Só lendo pra crer! hahahaha
Fico muito feliz que esteja gostando da fic, Dellarousse.
Obrigada por ler e comentar :D
Beijão :*
OMGGGG
ResponderExcluirBichinha de Violet, to com medo que Lisbon vai fazer com ela O.O
kkkkkkk
Estou amando ❤ ❤
Hahahaha. Idem!
ExcluirJá já eu vou postar o próximo capítulo, Ju. <3 Tomara que a Lisbon seja menos pitbull hahahaha
Obrigada pelo comentário.
Estou muito feliz em saber que você está acompanhando <3
Beijinhoos :*
(y) Que bom q eles estão se entendendo.
ResponderExcluir;) Bom mesmo! <3 rsrsrs
ExcluirEssas meninas mau saíram das fraldas e já estão pensando em beijar garotos... com quem será que elas se parecem? u.u kkk Amei esse capítulo todinho, já que meu casal favorito começou a se entender #obrigadaDeus :P Parabéns pela ideia, Lola, está cada vez mais divertida e interessante. Estou mais que amando! <3
ResponderExcluirExcelente pergunta Dellarousse! Hahahaha
ExcluirPuxaram a quem?? O.o
Nha, obrigada <3
Eu fico super feliz em saber que você está acompanhando a fic e que está gostando :3
Valeu mesmo! <3
Beijão :*
Eai? Lola vc para na melhor parte sei que ainda vai sair perguntas sobre Jane.kkkk quero ver como a Lisbon vai se sair....Amei eu sabia que a Lisbon não ia castigar a Violet...Muto bom o 9 como 10 ansiosa pelo próximo vc mim deixou bastante curiosa.Obg! bjs.
ResponderExcluirOie, Lindi <3
ExcluirPuxa, que bom que gostou!
Aliás, desculpe pelo meu atraso em postar. rsrsrs
Já já vou postar a continuação.
Valeu pelo comentário <3
Beijinhos :*
Aiw super amei o cap 9 . A Violet é curiosa kkklk.. Será q Teresa vai falar do relacionamento com o Jane? Espero q o proximo cap saia logo. Parabens Lola. :*
ResponderExcluirOie Dri, tudo bem>
ExcluirDesculpa o atraso na atualização da fic.
Nha, que bom que gostou :3
Eu já vou postar :3 hehehehe
Valeu por comentar, Dri <3
Beijão :*
Gente que isso, eu sumo uns minutinhos pra organizar umas coisinhas aqui e sou bombardeada com esses capítulos mais que perfeitos! Acho que vou... morri! u.u Que coisa mais fofa esse momento da Lisbon com a Violet, e ela finalmente partilhando com a pequena seu relacionamento com o pai dela... e Jane batendo papo com a Charlie também foi bem engraçado. E no fim das contas, o castigo foi bem brando, para todo o fuzuê que a diretora da escola fez, rs #vaientender Parabéns pelas ideias bem elaboradas, e pelo desenrolar dessa fic que está cada vez mais divertido e envolvente. Estou amando <3
ResponderExcluirOiie Dellarousse *-*
ExcluirDesculpa pela demora em responder.
Nha, que bom que você gostou *-* Esse capítulo que a Lisbon conta para a Violet sobre o Josh é o meu favorito.
O Jane ainda está aprendendo a ser pai de adolescente e ele sente muito a falta de uma presença feminina na vida da Charlotte, por isso acaba acalmando a "bronca" por achar que ele está em dívida com ela.
Pais... Vai entender. A gente vive anos e anos com eles, mas raramente os compreendemos. hahahaha. Acho que é melhor assim.
Muito obrigada por acompanhar e comentar *-*
Beijinhos :*
Gostei da história da Teresa com o Josh... E, Patrick, Patrick... Lendo conversas dos outros? Que coisa feia... Mas essa até que podia... Agora, a do próximo capítulo...
ResponderExcluirOiie Sara. *-*
ExcluirPois é... Tadinha da Charlotte. Ou melhor... Tadinho do menino. hahahaha foi mexer com o pai errado.
Obrigada por comentar, Sara <3
Beijinhoooos :*
Ameiii!!cada capítulo melhor que o outro<3 Patrick e Teresa pesam que enganaram as meninas kkkkk gostei do começo ao fim mas gostei da parte Patrick lendo as conversas das meninas...Curiosa pelo próximo ta ficando cada vez mais interessante...Bjs
ResponderExcluirOie Lindi!
ExcluirNha, que bom que você está gostando *-*
Daqui a pouquinho eu vou atualizar a fic <3
Muito obrigada por comentar, Lindi. Amei seu comentário!
Beijinhos :*
Own *.* amei Tersa e um encontro nada romântico,Patrick morrendo de ciúmes...Teresa simplesmente vai ignorar Patrick mesmo sabendo que ele estava espionando por traz da porta,mas vai ficar surpresa por ele está esperando ela chegar ela não sabe se fica feliz por ele se preocupar com ela ou irritada por ele ver ela chegar a pé.Ansiosa pelo o próximo capítulo.Bjs
ResponderExcluirOie Lindi! <3
ExcluirDesculpa por demorar para te responder.
Já tem capítulo novo :3 (finalmente!) hahahaha
Corre lá pra ver o que aconteceu, rsrs
Valeu pelo comentário e por acompanhar tbm, amiga! <3
Beijinhoos :*
Nossa!!Lola vc arrasou como sempre*.*esse capítulo ficou ótimo magina o próximo agora que a felicidade vai reinar entre eles tomara que Patrick e Teresa se casem e tenham um bebê as meninas vão adorar.Obg por dedicar seu tempo tão precioso por nos escrevendo fics do TM tão perfeitas que ajuda a superar a saudade que a série nos faz...Um beijãooooo
ResponderExcluirOiie Lindi!
ExcluirSou eu que agradeço. Continuo escrevendo pelos incentivos que recebo, como os seus *-*
Quero também agradecer por você ter acompanhado a história!
É sempre muito bom ter você aqui *-*
Valeu pelo comentário :3
Beijinhos
Como sempre vc arrasou ficou lindo esse final de fic...Obg pelas as fics maravilhosas que vc escreve não pare de escrever por favor lendo suas fics eu mim sinto como estivesse assistindo a continuação da série.Parabéns ficou perfeita bjs.
ResponderExcluirPode deixar, não vou parar de escrever nunca! hahaha
ExcluirQuem sabe algum dia eu não publique um livro :3 (sonhar não faz mal a ninguém, hahaha)
Obrigada por comentar, Lindi!
Beijão <3
Own *o* Ameiii o final. Perfeito e finalmente um baby Jisbon ❤ ❤ ❤
ResponderExcluirObrigada Juliana *-*
ExcluirÉ muito bom ter você aqui lendo as minhas fics ❤
Muito obrigada mesmo!
Beijão :* ❤❤❤