Life



O final de um período dá início à um novo começo de uma vida cheia de emoções e novidades.
Uma vida em que Patrick e Teresa aprenderão como lidar com todos as diversas situações que surgirem. E aprenderão juntos. CBI.


Classificação: +16
Categorias: The Mentalist
Personagens: Kimball Cho, Grace Van Pelt, Wayne Rigsby, Patrick Jane, Teresa Lisbon, Personagem Original

Gêneros: Drama, Romance, Universo Alternativo
Avisos: Spoilers 3ª temporada

Capítulos: 14
Terminada: Sim



Oiee *-* Que bom ver você aqui também :D
Essa fic foi um pedido da Terezinha, e é COMPLETAMENTE Jisbon! (agradeçam à ela)
É de volta nos tempos da CBI. 
Boa leitura!

Capítulo 1 - O Fim



A cabeça dele doía como se fosse explodir, e Patrick ainda não entendia como ele foi para nessa situação.
Há dois dias, Red John cometeu um erro e deixou na cena do crime um fio de cabelo seu. Algumas horas depois a equipe do CBI havia descoberto a identidade do Serial Killer mais procurado dos Estados Unidos: xerife Thomaz McAllister.
Então todas as unidades da CBI trabalharam juntas com o objetivo de localizá-lo, porém, diferente do que se esperava, Red John sequestrou Lisbon e Jane e os levou à um galpão abandonado no meio do deserto, onde ambos acabavam de acordar com as cabeças doloridas, deitados no chão em frente a McAllister.
 - Bom dia... Ou devo dizer, boa madrugada? – começou ele – Sabe? Eu achei muito fofo a agente Lisbon chamar você para tomar café no Marie’s, só para te  distrair, Patrick...
 - Vá para o inferno!
 - Não, obrigado... Mas eu imagino que vocês devem estar se perguntando o porquê disso.
 - E qual é o porquê de tudo isso? – perguntou Lisbon, séria
 - Eu vou contar para vocês uma história... Havia um homem que morava em uma fazenda, uns trinta anos atrás, e ele era muito bom no que fazia, e todos queriam ser amigos dele. Até que um dia ele conheceu uma moça muito atraente, e ele colocou como seu objetivo principal conquistar o coração dela. Então, todos os que entravam em seu caminho, ele os eliminava de uma forma muito, muito cruel...
 - Pare de falar besteiras e vá direto ao ponto – irritou-se Patrick
 - Calma, Patrick... Vou chegar lá. Onde eu estava mesmo? Ah, sim... Um dia ele conseguiu conquistar o coração daquela moça, e eles se casaram e viveram muito felizes por muito tempo. E, ciumento do jeito que era, todos os homens que se aproximavam dela ou da filha que eles tiveram juntos, sofriam as consequências. Mas então um dia, a moça adoeceu. Câncer... Descobriram apenas quando já estava muito avançado, e infelizmente ela faleceu.
 - Era você? – perguntou Lisbon
 - Muito perspicaz, agente Lisbon – ironizou – Depois que Laura morreu, eu não vejo mais motivos para continuar a viver. Sempre castiguei com morte os que se colocaram em meu caminho. E agora a morte me castigou da maneira mais severa que existe. Acho que foi para que eu aprendesse que eu não tinha o direito de ter feito o que fiz... Então, Patrick, eu... Vim aqui para que você complete o castigo que eu mereço – ele colocou no chão, perto de Patrick uma arma destravada e carregada – e sinceramente eu espero que você não cometa a besteira de parar de viver quando sua vingança acabar.
 - Eu não vou matar você – disse Patrick – Quero que você viva e sofra todos os dias da sua vida, como você fez comigo.
 - E eu me arrependo por ter feito isso com você, Patrick. Agora que eu sei como é a dor. Me desculpe...
 - Eu não vou te perdoar pelo que fez. Nunca!
 - Eu não estava pedindo desculpas por isso, mas sim pelo que farei agora – após essa frase, Lisbon entrou em estado de alerta, e viu Red John se aproximar do revólver que ele havia colocado no chão.
A agente então se adiantou e pegou-a, antes que ele pudesse fazê-lo.
McAllister sorriu satisfeito. Seu plano estava funcionando.
Ele sabia que Patrick não o mataria... Mas, em legítima defesa, Lisbon o faria.
Continuando com seu plano, ele aproximou-se de Lisbon, que não hesitou em disparar a arma contra ele, que logo caiu para trás e vivenciou os últimos instantes de sua vida.
Segundos antes de morrer, Red John olhou Teresa nos olhos e sussurrou:
 - Obrigado, agente Lisbon
Ambos estavam chocados demais com a situação em que se encontravam e de como ela acabou. Patrick, no entanto, conseguiu voltar ao normal após algum tempo.
 - Lisbon, chame a polícia.
E dentro de poucos minutos, as sirenes dos carros da polícia já iluminavam o local.
Lá fora, depois de dar os depoimentos, Teresa arriscou-se a ir falar com Patrick. Talvez se desculpar por ter matado Red John, impedindo que ele o fizesse.
 - Teresa! – ela sentiu-se mais aliviada por ele tê-la chamado pelo primeiro nome
 - Jane... Está tudo bem? – ela sentou-se ao lado dele
 - Está... Bem, eu ainda não sei. Acho que preciso de um tempo para pensar no que houve.
 - Claro! Considere-se de férias.
 - Obrigado.
 - Olha... – ela olhou para baixo procurando as palavras certas – Me desculpe por ter... Matado Red John, eu não quero que-
 - Era o plano dele – interrompeu-a – Ele fez tudo propositalmente porque ele sabia que você não hesitaria em atirar, se ele ameaçasse machucar a mim, ou a você.
 - Você não está bravo?
 - Não. Acho até que estou aliviado...
 - Isso é bom – ambos permaneceram em um silêncio confortável, apenas apreciando a companhia um do outro – Olha, eu... Acho que já estamos liberados, então, eu vou para casa descansar – ela levantou-se
 - Só mais uma coisa, Teresa... Eu pensei no que aconteceu. Bem, não em tudo, mas... Eu percebi que não vale a pena continuar chorando e me lamentando pela minha esposa e filha. Eu as amei, e muito. Mas agora eu sinto que meu coração pertence à outra pessoa. Claro, que... Eu nunca vou esquecê-las, mas... Eu quero seguir em frente com a minha vida – ele ficou de pé e retirou sua aliança de casamento, colocando-a em seguida nas mãos de Teresa – Quero seguir em frente com você ao me lado... Como minha namorada e futura esposa.
Sem palavras e extasiada com o que acabara de ouvir, a morena demorou uns segundos antes de responder.
 - Patrick, eu... Você tem certeza disso?
 - Oh, Teresa, eu nunca estive tão certo. O que me diz?
 - Eu, er... Sim. Eu aceito.
Patrick chegou seu corpo mais próximo ao de Teresa e passou sua mão direita sobre a parte de trás do pescoço da morena, enquanto sua mão esquerda abraçavam-na pela cintura. Delicadamente os lábios deles se conectaram em um beijo acalentador e sereno, para provar o amor que um sentia pelo outro, e a certeza de que prosseguiriam juntos dali em diante.


Capítulo 2 - Vamos conversar



Era quase inacreditável como aquela semana passou rápido. Patrick estava de férias e Teresa atolada de trabalho e inúmeras papeladas para preencher. Quase não saia da sua sala para pegar uma xícara de café na cozinha da CBI, mas mesmo assim, estava contente com o trabalho, com a vida e consigo mesma.
Teresa e Patrick haviam combinado de jantar em sua casa hoje, para conversarem sobre tudo o que aconteceu com Red John e, principalmente, sobre o relacionamento deles.
Durante todos os dias passados, Jane passara em sua antiga casa, em Malibu, tentando lembrar-se apenas das coisas boas que aconteceram quando sua esposa e filha ainda eram vivas e enfim despediu-se do seu passado, dando lugar a um novo futuro.
Um futuro que ele nunca pensara poder viver.
Exatamente as nove horas da noite, Patrick tocou a campainha da casa de Teresa, com um buquê de rosas vermelhas em mãos, segurando-o em frente de seu rosto.
 - Oi Patr- Uau! – exclamou Teresa ao abrir a porta
 - Oi Teresa – ele cumprimentou-a após abaixar o buquê
 - Não precisava me trazer nada... Mas, tenho que admitir, elas são lindas! Entre, eu vou coloca-las em um vaso
 - Hey, espere... Não está se esquecendo de nada?
 - Do que está falando?
 - Ah, Teresa... Somos namorados agora – Patrick e Teresa estavam frente a frente um do outro, mas a morena abaixou o olhar após a última frase
 - Sobre isso, eu...
 - O quê? Vai mudar de ideia? Desistir de tudo? Foram as flores? Porque, se for, eu posso ir lá trocar e- Teresa tampou a boca de Patrick com uma das mãos
 - Não pira, está bem? Não é nada disso que você está pensando... É só que... Depois do nosso beijo, ainda não conversamos direito, entende?
 - Ah... Por um momento eu achei que você ia... Deixa para lá. Podemos sair?
 - Sair? Para quê?
 - Oras... Não vamos jantar?
 - Sim, e foi por isso que eu cozinhei para nós.
 - Oh!
 - Aliás, já deve estar pronto – Teresa correu para a cozinha e verificou se a lasanha dentro do forno já estava assada – Hum... Mais uns dez minutos e já podemos comer.
 - Ótimo! – exclamou Patrick, que a seguira até a cozinha – Enquanto isso, eu acho melhor começarmos nosso encontro de uma forma melhor...
Ambos sorrindo, se aproximaram até suas bocas se encontrarem, iniciando um envolvente beijo.
E eles ficaram trocando beijos e carícias até a lasanha estar pronta.
Patrick sempre suspeitara que Teresa era uma boa cozinheira, e agora tinha suas expectativas confirmadas.
 - Estava uma delícia! – exclamou ele quando terminou de comer
 - Quer mais?
 - Não obrigado... Já estou satisfeito.
 - Ok, então vou pegar a sobremesa – Teresa foi até a cozinha e voltou com uma torta disposta em um prato decorado em mãos – Espero que goste de torta de maçã.
 - Parece deliciosa. Sabe? Podíamos comer essa torta no sofá... O que acha?
 - Tudo bem.
Após colocarem pedaços em pequenos pratos de sobremesa, ambos foram até o sofá e se sentaram um do lado do outro.
 - Quer conversar? – perguntou Patrick, percebendo que Teresa estava um tanto quanto receosa e acuada.
 - Seria bom.
 - E o que é que está incomodando você?
 - Patrick... Red John morreu. Eu o matei. E de repente você diz que quer seguir em frente comigo... Não acha que as coisas foram muito rápidas? Não é que eu não tenha gostado, é só que... Estou preocupada com você.
 - E eu agradeço sua preocupação, mas já está tudo bem agora – Patrick tirou o prato sujo do colo de Teresa e, junto ao seu, colocou-os na mesa de centro. Depois segurou as mãos de Teresa, para que ela o olhasse nos olhos – Olha, Teresa... Eu persegui Red John por muito tempo. Mas tempo do que eu deveria. Já faz um tempo que eu venho tentando desistir disso, mas então ele deixou aquele fio de cabelo na cena do crime, e isso nos ajudou. Eu estou contente que isso tenha acabado. Principalmente porque agora eu posso passar o resto dos meus dias ao lado da mulher que eu amo. Eu não quero que você ache que  tudo aconteceu muito de repente, porque eu já venho pensado em fazer isso há pelo menos uns dois meses.
 - Você me... ama? – Teresa perguntou com os olhos marejados
 - Sim. Eu amo.
 - Eu também te amo – revelou a morena, abraçando-o em seguida.
 - O que mais tenha nessa sua cabecinha, hein? – indagou quando se apartaram do abraço
 - Nada. Só que... Estou feliz que conversamos. Vamos assistir alguma coisa?
 - E ficar abraçadinhos no sofá? – Teresa concordou com a cabeça – Perfeito!
..........
Três horas depois, Patrick acorda assustado e percebe que, tanto ele quanto Teresa dormiram abraçados no sofá.
Ele sorriu com a visão dela dormindo com a cabeça encostada em seu peito... E por mais que estivesse amando toda a situação, ele achou melhor leva-la até o quarto, para que ela tivesse uma noite mais confortável.
Pegou-a no colo e subiu as escadas silenciosamente para não acordá-la
 - Patrick? – ela murmurou
 - Shh... Volte a dormir, Reese.
 - Que horas são?
 - São meia noite.
 - Está muito tarde para você sair daqui. Você pode ficar no quarto de hóspedes, tem algumas roupas do Tommy lá.
 - Obrigado, querida. Mas acho que vou deixar para a próxima.
 - Não, lá fora é perigoso a essa hora. Por favor – ela pediu sonolenta
 - Está bem... – ele abaixou-se e beijou o topo da cabeça dela, e depois terminou de cobri-la.
Ele foi ao quarto de hóspedes e encontrou a cama arrumada e com lençóis limpos, e havia algumas roupas no guarda roupa. Patrick tirou seu terno e vestiu uma calça preta de moletom e uma camiseta branca, e então se deitou.
Os travesseiros tinham cheiro gostoso de flores, que o ajudaram a dormir mais rápido, pensando em como fora bom o seu dia.

Ah... A vida estava apenas recomeçando.


Capítulo 3 - Lugar especial


O dia iniciou-se tímido, com o Sol escondido em meio algumas nuvens e Teresa sentia que nunca havia dormido tão bem em toda sua vida.
Levantou-se rápido e, após checar que Patrick ainda dormia no quarto de hóspedes, tomou um banho quente e vestiu-se com um moletom cinza.
Desceu até a cozinha e preparou ovos com bacon para seu namorado, e um chá que ela havia comprado para o jantar da noite anterior, que acabou por esquecer no final das contas.
Dispôs tudo em uma bandeja e levou até Patrick, no andar de cima.
 - Bom dia, Patrick – Teresa chamou-o delicadamente
 - Humm... Bom dia – ele abriu os olhos lentamente
 - Dormiu bem?
 - Aham... E você?
 - Também. Obrigada por ter me colocado na cama ontem.
 - Por nada.
 - Fiz café da manhã para você, como forma de agradecimento – anunciou a morena, sorrindo
 - Hummm. Delícia – ele sentou-se na cama e olhou para o relógio que marcava nove horas da manhã – Você não vai trabalhar hoje?
 - Não... Depois de preenchermos a papelada do caso Red John, fomos dispensados por duas semanas. Sabe? Tipo um “prêmio”.
 - Quer dizer que temos duas semanas para fazermos o que quisermos?
 - Sim. Eu estava pensando que poderíamos ir para algum lugar diferente...
 - Excelente ideia! – exclamou o loiro – Vamos começar com um jantar hoje pela noite?
 - Isso é uma maneira gentil sua de dizer que eu cozinho mal? – brincou Lisbon
 - O que? – Patrick riu – Se aquilo é cozinhar mal, então eu realmente espero estar aqui para quando você cozinhar bem – Ambos sorriam com a situação – Eu quero te levar para jantar em um lugar muito especial...
 - Ah é? E que lugar é esse?
 - Surpresa – ele cochichou no ouvido dela
..........
Patrick estava ansioso com a noite em que ele levaria Teresa para jantar. O restaurante não tinha nenhum significado específico, mas, ele esperava, que depois daquela noite, passasse a ter.
Depois do café da manhã, ele e Teresa ficaram mais um pouco juntos, e quando estava quase na hora do almoço os dois foram comer tacos mexicanos em uma rua próxima a casa da agente.
Na hora de se despedirem para que cada um se preparasse para o encontro, Patrick beijou sua namorada calorosamente, tentando demonstrar todos os sentimentos que ele não conseguia exprimir em palavras.
Vestiu-se com suas melhores roupas, passou seu melhor perfume e disfarçou seu nervosismo com o melhor de seus sorrisos.
Exatamente as nove horas da noite, ele bateu na porta da casa da morena, que assim que abriu, se jogou nos braços de Patrick, murmurando “senti saudades”.
Foram até o restaurante e o loiro estava determinado em fazer daquela noite a mais romântica que Teresa já tivera em sua vida.
Ela usava um vestido vermelho acima do joelho que combinava com o batom vermelho que ela passara nos lábios.
 - E então... – Teresa começou a conversa – Por que esse restaurante é especial para você?
 - Oras, você não gostou?
 - Gostei. Claro que gostei. Só achei que tivesse um significado especial para você.
 - E tem – ele respirou fundo, bebeu um gole do vinho que eles pediram, e prosseguiu – Terá.
 - Como assim “terá”? O que está planejando Patrick Jane?
 - Nada que você não vá gostar.
 - Não sei o porquê, mas estou começando a ficar preocupada – brincou Teresa
 - Não se preocupe, querida. Hoje a noite é só para nós dois... – e dito isto, Patrick levantou-se da mesa, beijou o rosto de Tersa e correu até a banda que animava os aventureiros casais na pista de dança.
Falou alguns instantes no ouvido do cantor, e esse lhe deixou subir no pequeno palco e falar ao microfone.
 - Boa noite, senhoras e senhores – começou Jane – Meu nome é Patrick Jane e, eu sei que vocês devem estar se perguntando o porquê de eu estar aqui interrompendo o jantar de vocês, mas quero propor uma brincadeira hoje aqui. Quero que levantem a mão quem estiver aqui com alguém especial – a maioria das pessoas presentes levantaram a mão – Ótimo, já podem abaixar... Agora eu quero que levante a mão quem aqui já disse para essa pessoa especial o quanto ela, ou ele, significa para você – algumas pessoas levantaram a mão, enquanto outras, envergonhadas, permaneceram de mãos abaixadas – Muito bom... Quem ainda não disse o quanto essa pessoa especial significa para você, diga agora – convidou ele – Diga, vamos! Diga aquilo que vier na cabeça, por mais louco que seja – Muitos dos homens presentes começaram a fazer declarações de amor para suas amadas, para seus filhos e vice-versa, o que fez comover aos que recebiam as declarações – Vocês se sentem melhor? Sim, se sentem. Eu sei que se sentem.
Patrick desceu do palco e caminhou lentamente até estar perto da mesa em que Lisbon estava sentada, vendo que a cada passo que ele dava, as bochechas da agente ficavam mais e mais avermelhadas, e então continuou:
 - Já faz bastante tempo que eu perdi duas pessoas que eu amava, mas eu fui presenteado mais uma vez com uma pessoa maravilhosa... A mais maravilhosa que eu já conheci na vida – Patrick mantinha seus olhos fixos nos olhos da morena – Ela me ensinou muitas coisas. E uma delas foi a valorizar a vida. E é por isso que hoje eu não posso deixar de dizer o quanto você é importante para mim, Teresa Lisbon. Muito obrigado por ter ficado do meu lado sempre, e por ter me apoiado, por mais insano que a situação pudesse parecer. Eu sempre te valorizei muito como uma amiga, e durante os últimos meses tenho te considerado como mais do que minha melhor amiga, embora só tenhamos concretizado isso duas semanas atrás.
Patrick respirou fundo. Essa era a hora.
 - E eu quero que você seja a minha companheira por todos os anos seguintes da minha vida. Até o fim, Teresa. Quero poder acordar e ver que você está ao meu lado, e quero ver que você carrega em todos os lugares o símbolo que somos um do outro.
Ele então ajoelhou-se diante dela, e exibiu uma caixinha preta com um anel brilhante dentro dela.
 - Você quer se casar comigo, Teresa?


Capítulo 4 - Só nós dois



Não se ouvia nenhum barulho dentro do restaurante. Todos estavam com olhos e ouvidos atentos ao que a morena de olhos verdes responderia para aquele inesperado pedido de casamento.
 - Teresa? – Patrick chamou-a, pois ela parecia estar em transe – Responda algo, por favor... – pediu com a voz fraca
 - Patrick, eu... Uau, isso é... Isso é uma de suas brincadeiras?
 - Eu nunca brincaria com isso.
 - Sim. Sim, eu quero me casar com você! – Ouvindo essa exclamação, Patrick levantou-se a abraçou-a, tirando-a do chão por alguns instantes para rodá-la no ar.
De dentro do restaurante puderam ser ouvidos aplausos e assobios. Patrick se sentia o homem mais sortudo do mundo, afinal, essa era uma nova chance para uma vida que ele sonhara muito em ter.
 - Parabéns aos mais novos noivos – começou o cantor desde o pequeno palco – E para comemorar, senhoras e senhores, com vocês, More than Words.

Saying I love you
Is not the words I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say, but if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say that you love me
Cause I'd already know
...
What would you do if my heart was torn in two?
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you.



18 meses depois.

 - Patrick Jane, você aceita essa mulher como sua esposa? Para amá-la e respeitá-la, até que a morte os separe?
 - Aceito.
 - E quanto a você, Teresa Lisbon, aceita esse homem como seu marido, para amá-lo e resp-
 - Aceito – precipitou-se a morena
 - Então, eu vos declaro marido e mulher.
Van Pelt e Rigsby, Cho e sua namorada, Tommy e Annie assistiam sorridentes à união dos dois, em uma pequena igreja, na cidade de Chicago, onde eles a partir de agora morariam.
Antes que fosse pronunciada permissão para que os noivos se beijassem, Patrick pegou sua – agora esposa – no colo e beijou-a rapidamente no lábios, levando-a para fora da igreja, onde o Citroën azul bebê dele estava estacionado.
Os seis convidados os seguiram até o lado de fora e se despediram com acenos, enquanto viam o casal se afastar e ouviam o barulho que as latas de metal presas ao carro com barbantes faziam em seu impacto com a estrada.
 - Agora somos só nós dois, senhora Teresa Lisbon Jane.
 - Só nós dois, senhora Patrick Lisbon Jane – ambos sorriram um para o outro – Para sempre!

 - Para sempre.


Capítulo 5 - Agora sou "ex"



“Querido Patrick,

Espero que você possa se lembrar de mim. Kristina Frey, ex vidente agora.
Isso mesmo, “ex”. Você me abriu os olhos.
Depois que Red John morreu, eu procurei saber de você, e então a Agente Van Pelt me contou que você se casou com Teresa Lisbon. Espero que esteja feliz.
O jeito como você se libertou do seu passado me fez pensar em muitas coisas, como ir em busca da minha real felicidade.
Eu gostaria de poder te agradecer pessoalmente em um jantar naquele restaurante que fomos em nosso primeiro encontro.
Isso é... Se sua esposa não for muito ciumenta.
Me deixe saber o que decidir.

Com amor,
Kristina Frye”

Patrick Jane terminou de ler a pequena carta, e então voltou seu olhar para sua esposa, dormindo ao seu lado. Com certeza as intenções de Kristina não eram tão “puras” quanto ela tentou expressar na carta e a frase “se sua esposa não for muito ciumenta” provava isso.
Dobrou a carta de novo e a colocou de volta no envelope e deixou em cima do criado mudo, voltando-se para deitar e abraçar Teresa.
 - Patrick? – ela murmurou em seu sono
 - Volte a dormir, amor.
 - O que estava fazendo? Eu lembro de ter visto você sair da cama...
 - Fui ao banheiro. Depois aproveitei para ver se tinha chegado carta.
 - Algo de interessante? – perguntou abrindo os olhos
 - Interessante não... Mas estranho sim
 - O que foi?
 - Se lembra da Kristina Frye? – Teresa assentiu – Ela me mandou uma carta dizendo que depois que Red John morreu, ela repensou algumas coisas na vida dela e, por isso, ela não é mais vidente.
 - Hum... Você tem razão. É estranho.
 - E tem mais... Ela quer jantar comigo, para me agradecer.
 - Ah... Isso é muito estranho. Muito. Você vai?
 - Ainda não sei. Estava pensando em levar você...
 - Mas ela vai ficar pensando que sou ciumenta.
 - Você é ciumenta! – debochou Patrick
 - Sim, mas ninguém precisa saber.
 - Deixa comigo – o loiro sorriu – Vou levar você sem fazer você se parecer muito com a minha princesinha raivosa, ciumenta e possessiva – Teresa o abraçou e encostou a cabeça no peito de seu marido, voltando para o mundo dos sonhos.
..........
“Querida Kristina,

Fico feliz em saber de sua mudança, de verdade.
Adoraria jantar com você, embora você não tenha nada o que me agradecer. Quem me mudou e me ajudou a superar minhas dificuldades foram Van Pelt, Rigsby, Cho e, principalmente, Teresa.
Por isso quero convidar você para uma festa que eu e Teresa estamos preparando para o sábado que vem com nossos colegas da CBI.
Espero ver você aqui.

Até breve,


Patrick Jane”




Capítulo 6 - Pra valer




Sábado não demorou a chegar, e por mais que Kristina não tivesse muito contente com o convite, pois queria um jantar a sós com Patrick, ela colocou um vestido vermelho chamativo, uma maquiagem leve na região dos olhos, contrastando com o vermelho forte em sua boca, e então pegou uma garrafa de vinho cara que ela havia comprado para dar de presente e se colocou a caminho da casa do loiro.
Chegando lá, bateu a porta esperando que fosse o próprio Patrick que abrisse a porta.
Porém ao encontrar Teresa em um vestido branco, maquiagem suave pelo rosto e uma sandália de salto, decepcionou-se.
 - Kristina! – Teresa sorriu – que bom que você veio...
 - Teresa, quanto tempo! – ela tentou ser gentil
 - Entre... – as duas moças entraram e, aproveitando-se que Teresa estava agora de costas, Kristina olhou-a de cima a baixo.
Droga! Teresa estava mais bonita do que ela.
Mas ela não desistiria de tentar conquistar Patrick para si.
Cumprimentou a todos normalmente com um beijo no rosto, porém quando ela se aproximou de Jane, abraçou-o com força por longos segundos.
 - Chefe, foi a senhora que fez esses biscoitinhos? – perguntou Rigsby de boca cheia, quebrando o silêncio que se instaurara na sala.
 - Wayne, aqui na minha casa eu não sou sua chefe. E por favor, não me chame de senhora! – brincou – Mas respondendo a sua pergunta: Sim, fui eu quem fiz esses biscoitinhos.
 - Estão deliciosos! – Grace riu. Ela não podia evitar pensar o quanto Rigsby se parecia com uma criança as vezes.
Patrick quase que forçou o apartar-se do abraço de Kristina, e logo anunciou que pegaria taças para o vinho que ela trazia, saindo rapidamente da sala.
Quando a mesa do jantar estava posta, todos sentaram-se e deliciaram-se com as gostosuras que Patrick e Teresa haviam encomendado de um restaurante tailandês.
Assim que todos acabaram de comer, Patrick levantou-se, chamando a atenção de todos para o discurso que estava por vir.
 - Em primeiro lugar eu quero agradecer por todos estarem aqui hoje, é realmente muito importante para mim e para Teresa.
 - Não tem que agradecer, Jane – comentou Van Pelt – Mas você ainda não nos contou o motivo dessa “festa”
 - Bem, para falar a verdade temos dois motivos. Querida – Patrick olhou para Teresa – você quer começar?
 - Está bem. Eu consegui uma vaga de diretoria na agência de investigação de homicídios de Chicago.
 - Parabéns, chefe!
 - Obrigada, Rigs... Mas já disse que não sou mais sua chefe.
Todos abraçaram-se, comemorando e parabenizando a conquista de Teresa, até que Kristina interrompeu-os:
 - Mas e o segundo motivo da festa? – ela indagou – Não vai me dizer que Teresa está grávida... – a morena ficou envergonhada com o comentário de Kristina.
Ela e Patrick ainda não haviam conversado sobre terem filhos, afinal fazia apenas um ano e meio que Jane havia se “libertado” de Red John.
 - Bem, não é isso... – ela começou ainda tímida – Hoje nós fazemos um mês de casamento – anunciou alegre.
 - Parabéns Ch- Teresa – disse Rigsby e os outros todos concordaram.
.........
Kristina foi a última a se despedir e ir embora, notando que o clima entre o casal estava denso e logo em seguida, Teresa anunciou que estava cansada e que precisava de um banho e sem esperar por uma concordância de seu marido, trancou-se no banheiro pensando nos últimos acontecimentos e em como evita-los em uma conversa.
 - Teresa? – Patrick bateu a porta, tirando-a de seus devaneios – Abre a porta para mim, por favor?
 - Se precisa usar o banheiro, pode ir lá embaixo...
 - Não preciso usar o banheiro. Quero falar com você.
 - Estou ouvindo
 - Por favor, abra a porta... – ele pediu docemente, e Teresa atendeu seu pedido
 - Diga...
 - Eu sei que você ficou se sentindo mal por causa do que Kristina falou – ele olhava-a diretamente nos olhos
 - Não fiquei chateada, Patrick...
 - Ah, Teresa! Vai mesmo tentar mentir para mim? – a morena pensou em algo para revidar e continuar negando que aquele assunto havia deixado ela abalada mas, quando nada veio a sua mente, desistiu
 - Desculpa. É só que...
 - Você pensa que eu não quero mais ter filhos – Teresa assentiu envergonhada – Eu entendo você. Mas não concordo com você se trancar no banheiro ao invés de conversar comigo.
 - Desculpe... – ela pediu com as bochechas coradas
 - Agora, vem cá – ele a puxou para o quarto e ambos sentaram-se na cama de casal – O que está acontecendo? Por que ficou triste?
 - Bem... Nunca conversamos sobre ter filhos, mas eu tenho pensado bastante sobre isso nos últimos dias e, eu sei que ainda é cedo porque só faz um mês que nos casamos, mas...
 - A ideia de ter um bebê é incrível – ele completou a frase dela
 - O que você pensa sobre isso?
 - Eu também quero ter um bebê. Talvez não agora... Ou melhor, daqui a nove meses. Mas eu quero ter filhos com você. Quem sabe em um ano ou dois...
 - Um ano ou dois? Por quê?
 - Uma criança muda tudo na nossa rotina e eu quero aproveitar esse tempo para ter você só para mim – Teresa sorriu e abraçou-o – Promete para mim que da próxima vez que você ficar chateada com alguma coisa, você vai conversar comigo ao invés de se trancar em qualquer lugar?
 - Prometo – ela disse e o beijou – Você promete também?
 - Nem precisava perguntar! Quando eu disse “sim” naquele altar, um mês atrás, era “sim” para valer.


Capítulo 7 - Investidas



Kristina continuou suas investidas para tentar conquistar Patrick.
Cada hora era uma coisa diferente: ou ela fingia ter quebrado o carro as dez e meia da noite em alguma rua próximo à casa dele, ou ela o encontrava coincidentemente na rua e o convidava para tomar um chá...
Até esse ponto, tudo bem, mas a última jogada dela, fez Teresa enfurecer-se.
 - Patrick? – ela chamou-o quando chegou em casa, ouvindo barulho de risos provenientes da cozinha
 - Aqui na cozinha, amor – ele gritou de volta
Ela foi até a cozinha e encontrou Patrick e Kristina rindo enquanto bebiam uma taça de vinho.
 - Kristina? – ela disse espantada – O que está fazendo aqui? Quero dizer... Está tudo bem?
 - Está tudo bem. Só pensei que seria legal aproveitar essa bela noite com os amigos...
 - Ah, sim... Que ótimo! – Teresa fingiu um sorriso – Bem, se me dão licença, eu vou tomar um banho e vou deitar depois. O dia foi uma loucura...
 - Boa noite, querida – disse Kristina
 - Boa noite, amor – despediu-se Patrick
 - Boa noite.
Indignada com a audácia de Kristina, Teresa mal aproveitou o banho para relaxar.
Dentro de poucos minutos, ela já estava vestida para dormir, mas o som das risadas no andar de baixo a impediam de pegar no sono.
 - Patrick! – Teresa chamou-o gritando e ele correu até o andar de cima para ver o que ela precisava
 - Oi, amor... Está tudo bem?
 - Não, não está. Amanhã eu preciso acordar cedo e não estou conseguindo dormir com vocês dois rindo e falando lá embaixo.
 - Oh, sim... Eu vou reduzir o volume. Pode deixar – e ele saiu deixando-a ainda mais furiosa.
 Uma hora e meia depois, e o barulho já estava incomodando-a novamente. Ela até tentou tapar os ouvidos com o travesseiro, depois com fones, mas nada adiantava.
Foi aí que ela ouviu a porta da sala abrir e fechar. Depois, Patrick subiu as escadas, tentando não fazer barulho.
Abriu a porta do quarto delicadamente e caminhou lentamente até o guarda-roupa.
 - Eu ainda estou acordada
 - Ah... – assustou-se Patrick – Oi, querida – ele caminhou até ela e depositou um beijo nas têmporas dela – Vou tomar um banho e já venho deitar, está bem?
E conforme o que ele havia dito, depois de minutos ele estava lá, pronto para dormir.
Patrick deitou-se e aproximou-se de sua esposa para abraça-la, mas ela o rejeitou.
Confuso, ele tentou abraça-la mais uma vez, e novamente ela o rejeitou.
 - Teresa? O que está acontecendo?
 - Nada.
 - E por que não deixa eu te abraçar?
 - Porque estou brava com você.
 - Mas o que eu fiz?
 - Me atrapalhou a dormir.
 - Ah... Entendi. Está com ciúme.
 - Argh!
 - Amor, eu só estava sendo gentil com Kristina. Ela veio sem avisar e trouxe vinho, não tinha como dizer não.
 - Não é só isso, Patrick – ela virou-se para ficar de frente para ele – Eu cheguei em casa, vim para o quarto para dormir e você continuou lá com ela. Quando você deveria ter subido e ficado comigo.
 - Me desculpe, amor. Eu não quis te magoar...
 - Mas magoou – disse ela com os olhos marejados
 - Me desculpe – ele pediu sinceramente e acariciou os cabelos dela – Por favor, me desculpe.
 - Está bem – ela se aconchegou nos braços de seu marido
 - Eu te amo.
 - Eu também. Mas odeio quando você me faz ficar com ciúme.
 - Prometo que vou melhorar, está bem?

 - Aham...


Capítulo 8 - Fora 1



No dia seguinte Teresa permanecia brava com Patrick e, por mais que ele tentasse, nada a agradava.
Ele acordou, preparou o café da manhã que ela mais gostava e levou café na cama para ela.
 - Bom dia – ele disse suavemente, acordando-a
 - Hum... – grunhiu ela
 - Acorde, bela adormecida.
 - Que horas são? – ela perguntou ainda sonolenta
 - Quase sete.
 - Ai, droga! – Teresa reclamou e saiu depressa da cama – Preciso estar cedo no... Escritório.
 - Hey, espere – Patrick pediu docemente – Eu fiz seu café da manhã preferido – ele mostrou a bandeja com uma xícara de café preto, ovos mexidos com bacon e um bolinho de chocolate.
 - Ah... Eu estou com muita pressa. E também não estou com apetite.
 - Huh... Não quer nem o café?
 - Deixe aí em cima que eu já tomo. Preciso tomar banho – ela disse e logo entrou no banheiro e fechou a porta.
Quando ela saiu do banho, tomou apenas um gole de café e saiu correndo de casa, alegando que estava atrasada.
Depois ele foi fazer uma surpresa para ela no trabalho dela, e a convidou para almoçar em seu restaurante preferido.
Ela acabou aceitando, mas fez questão de deixar claro que era por causa da comida, e que ele pagaria por isso.
Já no restaurante, logo após pedirem, Patrick tentou iniciar um assunto, mas não obteve sucesso em nenhuma de suas tentativas porque Teresa parecia estar muito mais interessada no joguinho em seu celular.
 - Está bem, Teresa – ele tirou das mãos dela o celular
 - Hey! Eu estava quase batendo meu recorde – protestou e depois de ver que ele não devolveria o celular, ela cruzou os braços irritada
 - Olha, eu estou tentando de tudo pra gente se acertar, mas parece que você não quer.
 - Não é questão de querer, Patrick. Ontem a noite eu também queria que você estivesse comigo, mas você estava com aquela mulherzinha inconveniente.
 - Eu já pedi desculpas...
 - Mas eu ainda est-
 - Patrick, Teresa! – exclamou Kristina – Que coincidência, não é mesmo? – Teresa não respondeu, aliás, nem sequer olhou para Kristina – Muito bom encontrar vocês aqui. Que tal almoçarmos juntos?
 - Na verdade, Kristina, não podemos almoçar juntos – respondeu Patrick – Hoje vamos almoçar somente eu e minha esposa.
 - Oh... Tudo bem então. Vocês tem certeza?
 - Sim, temos sim. Obrigado
 - Está bem então. Vou almoçar sozinha.
 - Aproveite a comida!
Teresa escondia um sorriso, e Patrick percebeu isso.
 - E então... Onde estávamos?
 - Você é um grande filho da mãe, sabia?
 - Por quê?
 - Acha mesmo que eu vou conseguir continuar com raiva de você agora?
 - Uh... Então acertei?
 - Em cheio. Obrigada.
 - Não precisa agradecer. Eu amo você.
 - Eu também amo você.
 - E agora, mudou de ideia sobre isso ser um almoço apenas pela comida?
 - Talvez... – ela brincou
 - Mesmo? E se eu te dissesse que tem uma mousse de chocolate te esperando em casa?
 - Ah... Eu não vou ter tempo de voltar para casa. Você leva lá no escritório para mim? – ela fez um beicinho
 - Então estou perdoado?
 - Vai depender se sua mousse estiver gostosa.
 - Então prepare-se para a melhor mousse que você já comeu na sua vida.


Capítulo 9 - Fora 2




Patrick preparou-se para levar a mousse no escritório de Lisbon, e em seu caminho, passou em uma floricultura e depois em uma cafeteria. Isso sem dúvida a surpreenderia.
No meio do caminho, Patrick encontrou novamente o motivo de sua discussão com sua esposa.
 - Patrick! – exclamou Kristina – Uau... Comprando flores.
 - Sim. Para minha mulher.
 - Ela é uma mulher muito sortuda.
 - Não. Eu é que sou o sortudo – Patrick sorriu, mas não queria que isso continuasse, portanto prosseguiu – O que está fazendo aqui, Kristina?
 - Ah, nada... Só vim passear.
 - Passear?
 - Sim.
 - Olha, Kristina, eu sei o que você está tentando fazer. Me colocando contra Teresa, aparecendo em horas inconvenientes na minha casa, ou no restaurante que estamos almoçando... Sei o que você quer com tudo isso.
 - Não sei do que está falando... Foi realmente uma coincidência hoje d-
 - Ah, por favor, Kristina! Acha que sou cego? – interrompeu ele – Mas, eu não permitirei que você se ponha entre mim e Teresa. Eu amo a minha mulher, e nunca vou me separar dela, entendeu?
 - Bem... – ela abaixou a cabeça por alguns instantes, envergonhada – Mal gosto não se discute, não é mesmo?
 - Adeus, Kristina.
***
Lisbon ocupava o segundo maior cargo na agência de homicídios de Chicago, logo não era difícil que seu marido entrasse no prédio e a esperasse na sala dela.
“Está em reunião” foi tudo o que lhe disseram.
Quinze minutos depois, ela voltou para sua sala, e surpreendeu-se ao ver um buquê de três dúzias de rosas vermelhas no centro do sua mesa.
 - Uau!
 - Surpresa – disse Patrick assustando-a de novo, pois ela ainda não tinha notado sua presença
 - Patrick... O que significa tudo isso?
 - Significa que eu te amo. E – ele revelou um pote com a mousse de chocolate – que quero ser perdoado.
 - Hum... Que delícia! – ela pegou a mousse e começou a comer – Está perdoado.
 - Bom saber. Não mereço um beijo?
 - Ainda não. Deixa eu acabar de comer, aí eu penso no seu caso.
Patrick esperou pacientemente que ela acabasse de comer, e então pediu novamente o beijo.
 - Estou pensando ainda...
 - Ah, é? Então acho que vou te convencer de uma outra forma... Que tal um café para acompanhar.
Antes que Patrick pudesse continuar argumentando sobre o assunto, Teresa pressionou a boca dela sobre a dele, calando-o, e iniciando um beijo doce e terno.
 - Você. Está. Perdoado – ela pontuou com beijos
 - Isso é porque você nem sabe o que foi que eu fiz antes de vir pra cá...
 - O que fez?
 - Kristina fingiu mais uma daquelas “coincidências”. Me encontrou na floricultura, então eu disse para ela parar, porque eu sabia o que ela estava tentando fazer. E disse que eu amo você, e que nada vai mudar isso.
Teresa o beijou novamente, demorando um pouco mais desta vez.
 - Vamos.
 - Vamos? Para onde? E seu trabalho?
 - Vamos para casa, eu vou tirar o resto do dia folga.
 - E você pode fazer isso?
 - Uma vez ou outra... E também já faz dois dias que não pegamos nenhum caso. Não tem nada para fazer aqui.
 - Teresa Lisbon, saindo mais cedo do trabalho... – debochou Patrick
 - Se continuar fazendo piada eu vou mudar de ideia – ameaçou Teresa
 - Então vamos. Agora. Rápido.
...........
Eles passaram a tarde inteira sem fazer absolutamente nada.
Teresa estava apreensiva, Patrick pôde ver. Ele tentou contornar possíveis assuntos para descobrir o que lhe incomodava, mas não conseguiu encontra-lo.
 - Teresa, o que está acontecendo? – ele perguntou finalmente
 - Nada... Por que a pergunta?
 - Você está estranha.
 - Como assim “estranha”?
 - Primeiro você tira a tarde de folga, depois parece que você nem está aproveitando nossa tarde juntos. O que está acontecendo?
 - E-Eu... Eu – gaguejou ela
 - Por favor, me diga o que está acontecendo. Por favor! – implorou
 - Eu fui no médico hoje de manhã.
 - Médico? – assustou-se ele
 - Calma. Fica calmo, está bem? – ele assentiu – Eu fui para fazer exames de rotina, e... E ele comentou que... Se eu quisesse ter filhos, teria de ser logo. Sabe?! Já não sou tão jovem e...
 - E você está preocupada porque eu disse que não queria ter um filho agora – Teresa assentiu timidamente
 - O que você acha sobre... Termos um filho agora, ao invés de daqui um ou dois anos?
 - Eu... Eu não vou mentir para você. Eu não sei. A ideia de ter um filho ou filha é incrível para mim. Principalmente sabendo que ele pode nascer com os olhos iguais aos seus – ele acariciou o rosto dela enquanto falava – ou com esses cabelos lindos... Mas eu realmente não sei como eu reagiria se acontecesse de verdade, você entende?
 - Entendo.
 - Mas podíamos fazer um teste...
 - Patrick... Não tem como fazer um teste de ficar ou não grávida.
 - Não, não é isso. Podíamos frequentar aqueles grupos para pais de primeira viagem, sabe?!
 - M-Mas... Tudo bem para você?
 - Sim, eu acho que ia ser bom para nós dois. Por você tudo bem?
 - Sim. Eu ia amar.
 - Ótimo! Eu vou pesquisar onde tem algum perto de nós e ver quando podemos começar.
 - Eu te amo, sabia?!

 - Eu também te amo. Te amo muito.


Capítulo 10 - Filhos



 - Mamãe, olha! – gritou um menino, aparentemente em seus sete anos de vida, cabelos castanho claros e olhos verdes – Tem uma joaninha andando no meu dedo!
 - Sim, estou vendo... – dizia docemente Teresa – Por que não põe ela em alguma planta?
 - Vou colocar
 - Mãe, a gente pode ter um cachorro? – perguntou uma menina, devia ter uns cinco anos, tinha cabelos muito loiros e cacheados, de olhos azuis claríssimos
 - Hm... Não sei, querida. Precisamos perguntar para o papai – respondeu
 - Opa, ouvi alguém dizer “papai” – anunciou Jane ao entrar pelo portão da casa
 - Papai! – as crianças correram para abraça-lo
 - Papai, hoje uma joaninha andou no meu dedo – disse o mais velho
 - Papai, quando vamos ter um cachorro? – perguntou a garota
 - Depois que sua irmãzinha nascer, eu e a mamãe pensamos nisso, está bem? – respondeu e as crianças assentiram e voltaram correndo para suas brincadeiras
 - Olá – ele dizia sorrindo sedutoramente enquanto caminhava em direção de Teresa – Como foi o dia da mulher mais linda desse mundo?
 - Oi, amor... Meu dia foi bom, mas ainda acordei um pouco enjoada – ela acariciou a barriga volumosa antes de prosseguir – esta daqui está dando mais trabalho que os irmãos – ambos riram.
Patrick se aproximou da mulher, sentou-se do lado de onde ela estava e gentilmente acariciou e beijou a barriga dela.
 - Hey, mocinha... Nada de dar enjoos para a mamãe, hein? Acredite... Falta bem pouquinho para você nascer – ele dizia para a bebê dentro da barriga de sua esposa
 - Patrick... Precisamos escolher um nome para ela.
 - Teresa. Não se preocupe, querida...
 - Mas eu não estou me preocupando.
 - Teresa. Teresa.
 - Por que você está repetindo meu nome?
 - Teresa! Teresa...
...
 - Teresa, acorda...
 - Ahn? O que?
 - Amor, você estava falando enquanto dormia – esclareceu Patrick
 - Ah! E o que eu falei?
 - Algumas coisas sem sentido... Primeiro sobre uma joaninha, depois sobre ter cachorros e então você dizia que precisava de um nome.
 - Ah, sim... – ela lembrou-se do sonho e um sorriso brotou em seus lábios instantaneamente – Eu estava sonhando que tínhamos dois filhos e eu estava grávida do terceiro – explicou ela – o primeiro disse que tinha uma joaninha andando no dedo dele, a outra, uma menininha, disse que queria ter um cachorro e nós ainda não tínhamos escolhido o nome do terceiro.
 - Ah! Entendi...
 - Desculpe, não queria ter te acordado – disse ela, voltando a deitar-se
 - Eu é que devo pedir desculpas. Você estava tendo um sonho legal e eu te acordei...
 - Está tudo bem, não tem problema. Vamos voltar a dormir? Estou morta de sono.
 - Claro, claro. Vem aqui – ele puxou-a contra si, fazendo com que ela repousasse sua cabeça no peito dele, enquanto era embalada em um abraço
..........
No dia seguinte, sábado, Patrick e Teresa haviam marcado uma primeira aula em uma “escola” para pais de primeira viagem. Acordaram cedo e logo já estavam a caminho do local.
 - Bom dia para todo mundo – começou a instrutora de cabelos ruivos e bem cuidados – eu sou a Karen e vou ser a professora de vocês durante os próximos meses. Vamos começar hoje nos apresentando uns para os outros, está bem? – todos os casais presentes assentiram – Por que não começam? – ela se dirigiu a Teresa e Patrick
 - Ahn... Está bem – começou Teresa insegura – Olá, meu nome é Teresa Lisbon, este é meu marido, Patrick Jane e nós... Nós...
 - Nós estamos planejando ter um filho em breve – completou Patrick quando viu que Teresa não sabia mais o que dizer
 - Ótimo, ótimo! – exclamou Karen – Estão casados há quanto tempo?
 - Quase dois meses – respondeu Teresa tímida
 - É que já nos conhecemos faz bastante tempo – esclareceu Patrick – Cerca de sete anos já.
 - Entendo... Vocês trabalham em quê? – perguntou
 - Eu sou uma diretora geral do departamento de crimes graves da Agência de Investigação de Chicago e o Patrick trabalha como meu consultor, às vezes.
 - Nos dias que não trabalho, cuido da casa.
 - Como vocês se conheceram? – por mais que Teresa estivesse amando tudo aquilo, a instrutora sempre fazia perguntas muito complicadas de serem respondidas
 - No trabalho – adiantou-se Patrick – Quando ainda morávamos na Califórnia. Foi lá que nos conhecemos. Trabalhamos juntos por muito tempo, mas só há um ano meio atrás é que eu consegui declarar meu amor por ela – ele olhou carinhosamente para a esposa
 - Awn – grunhiram algumas mulheres. Percebendo que eles não queriam se abrir muito, Karen passou logo para o casal ao lado que contava animadamente sua história
Patrick não largou da mão de Teresa por nenhum segundo. Não apenas para mostrar para ela que ele estava ali, e não a deixaria sozinha. Mas também para ser protegido dos medos e pensamentos negativos que rondavam sua cabeça naquela manhã de sábado.
..........
Naquela noite, nem Patrick nem Teresa conseguiam pregar o olho, embora nenhum dos dois soubesse exatamente o porquê.
 - Teresa? – sussurrou Patrick – Está acordada?
 - Estou... Está tudo bem?
 - Não – confessou – Estou com medo.
 - Medo de quê?
 - Medo de termos um bebê.
 - Por quê?
 - E se eu não for um bom pai? E se eu fizer alguma coisa errada? E se eu magoar você? E se eu magoar nosso bebê? E se vocês acabarem machucados, ou... pior, por minha culpa?
 - Patrick, eu também estou com medo. Mas eu sei que nós dois vamos aprender a sermos uma mãe e um bom pai na prática. Não existe outro jeito. E outra coisa, você não foi culpado pelo o que aconteceu com sua esposa e filha. Red John foi. E agora ele está morto – ela dizia tudo com o mesmo tom calmo, o que fazia com que Patrick, pela primeira vez, deixasse seus medos de lado – E além do mais, você nem trabalha como consultor o tempo todo. E quando trabalha, você só nos ajuda nos interrogatórios. Nós vamos fazer isso dar certo. Juntos.
 - Você está certa... – ele comentou – Prometa para mim que se me vir fazendo algo de errado com você, nosso filho ou filha, você vai falar comigo, me fazer voltar ao meu juízo normal, por favor!
 - Sem dúvida. Se você algum dia fizer algo ruim para nós, eu vou usar minha técnica para arrancar a verdade dos suspeitos – ela disse meio séria, meio em tom de brincadeira
 - Ameaça recebida com sucesso – brincou ele

 - Acho bom mesmo – ela riu


Capítulo 11 - Menininha má



Dois meses se passaram e Patrick e Teresa continuaram a frequentar as aulas. Haviam dias que as aulas pareciam intermináveis e inexplicavelmente difíceis. Outras eram mais fáceis e quando eles nem imaginavam, já era a hora de ir embora.
Naquele sábado, a aula teria de esperar, pois eles receberam um telefonema do escritório informando-os de que eles tinham um caso importante que os dois haviam sido convocados para trabalhar.
 - Mary Lauren, 6 anos, acabou de perder o pai, que foi assassinado pela mãe. Ela conseguiu se esconder e ligar para a polícia. O pai chama Victor e a mãe Georgina – disse Martin, um dos colegas de trabalho de Lisbon
 - Encontraram a mãe? – Patrick perguntou
 - Não. Quando ela ouviu as sirenes, fugiu.
 - E você sabe disso como? – indagou Lisbon
 - Mary contou que viu a mãe fugindo.
Patrick deixou Lisbon e seu subordinado conversando e se dirigiu até a menina que estava envolta em um cobertor, com uma expressão assustada em seu rosto.
A menina era loira e seus cabelos eram completamente encaracolados. Seu rosto estava arranhado e levemente roxo em uma das bochechas.
 - Olá – Patrick disse – Meu nome é Patrick Jane – ele estendeu a mão – Qual é o seu?
 - Mary Lauren – respondeu a garota apreensiva, olhando com dúvida para a mãe estendida de Patrick
 - Eu estou com a polícia, está tudo bem – ainda estando um pouco contrariada, Mary aceitou e juntou sua mão com a dele
 - Você quer fazer perguntas, não é?
 - Sim. Você se importa?
 - Estou com medo – confessou a menina – O que vai acontecer agora?
 - Bem, isso vai depender... O que aconteceu? – a menina chacoalhou a cabeça negativamente – Está bem, não quer contar. Não tem problema... – Patrick permaneceu alguns minutos em silêncio e então gesticulou com a mão para que a menina se aproximasse dele – Posso te contar um segredo? – a menina assentiu, animada – Está vendo aquele homem de terno ali? – ele apontou para Martin – Ele vai tropeçar naquela pedra dentro de dez segundos.
 - Impossível!
 - Cinco, quatro, três, dois – e então, Martin correu para falar com alguém e então tropeçou na pedra, caindo no chão em seguida – Não disse?
 - Como você sabia?
 - Ah! Foi um truque.
 - Você é mágico? – perguntou a menina com os olhos brilhando
 - Bem... Eu sei um truque ou outro...
 - Me mostra, me mostra!
Jane então fez o truque da moeda e ensinou a menina a fazê-lo também.
 - Uau! – exclamou Mary
 - Gostou?
 - Sim... Posso te contar um segredo?
 - Pode – Patrick chegou-se mais perto dela, mas ela pediu para que ele chegasse ainda mais perto – O que é?
A menina pediu ainda para que ele se aproximasse mais, e quando ele assim fez, ela retirou de dentro da coberta que a envolvia, uma faca afiada e então lançou-a contra Patrick.
 - Aaaah! – Patrick gritou de dor quando sentiu que a faca cortara seu terno de três peças e parte de sua barriga
Lisbon e os outros voltaram os olhares para Patrick e ao perceberem a situação, Teresa correu em direção a seu marido enquanto alguns outros do time tentavam pegar a menina que escapara quando pôde.
 - Patrick, bebê – Teresa tirou o casaco que vestia e pressionou o local ferido para que não sangrasse mais – A ambulância já vai chegar, está bem?
 - Tu-udo bem... Acho que resolvemos o... caso – ele sussurrou – A menina era... Ah!
 - Shhh... Está tudo bem, não fale nada...
 - Não, eu... Preciso dizer...
 - Patrick...
 - Shh... Deixa eu... continuar... Eu acho que... Acho que você... – nesse instante a ambulância chegou e logo Patrick foi colocado em uma maca e dentro de poucos minutos eles estavam a caminho do hospital que ficava a cinco minutos dali.
Teresa orava baixinho, pedindo a Deus pela vida de seu marido. Ele não podia morrer, logo agora que eles tinham tantos planos para a vida deles.
 - Te-Teresa – ele disse fraco – Teresa...
 - Shh, a gente já está chegando no hospital.
 - Eu t-te am-mo. Eu ac-cho que você está... Está grávi-vida – gaguejou
Teresa não perguntou nada, achou que ele estivesse delirando com os remédios que lhe foram aplicados.
 - Senhora, nós conseguimos conter o sangramento, mas ele ainda vai precisar de uma cirurgia quando chegar no hospital – anunciou o enfermeiro
 - Ótimo, ótimo.
Eles chegaram no hospital e Jane foi encaminhado para a cirurgia, para fechar o ferimento.
Uma hora de ansiedade depois para Lisbon, que havia ficado na sala de espera, o médico veio para informa-la sobre o situação de seu marido.
 - Família do senhor Jane?
 - Aqui! – respondeu prontamente – Sou a esposa dele
 - Senhora Jane, seu marido está bem – Lisbon soltou um suspiro, alviada – o corte foi superficial, não atingiu nenhuma veia importante ou órgão. O sangramento foi contido já na ambulância e agora nós fechamos o ferimento. Ele terá que descansar nas próximas três semanas, no mínimo.
 - Eu posso vê-lo?
 - Pode sim, a enfermeira te acompanhará até lá – ele ordenou a uma enfermeira que levasse Lisbon até o quarto de seu marido.
Quando ela abriu a porta, pôde ver os olhos atentos de Patrick, apesar do aparente cansaço.
 - Teresa! – exclamou ele
 - Patrick – ela correu para o lado dele e beijou-o nos lábios delicadamente – Me assustou... Não faça mais isso!
 - Não vou. Essa promessa eu pretendo cumprir para sempre – ele brincou. Teresa adorava quando, nas situações mais estranhas, ele a fazia rir
 - Como está se sentindo?
 - Bem... Ainda está doendo. E meu ego está ferido.
 - Ego ferido? Só porque uma menininha conseguiu te enganar?
 - Pois é... Uma menininha muito má e esperta... Mas, sabe? Por outro lado foi bom. Eu fico imaginando o que teria acontecido se fosse você no meu lugar.
 - Bem, então seria eu nessa cama e você segurando a minha mão.
 - Sim, mas aí não teríamos mais nosso bebê.
 - Patrick. Você deve estar sob efeito dos remédios ainda.
 - Não, Teresa. Estou completamente lúcido. Você tem comido mais do que o normal, sobretudo chocolate com fruta. Ontem eu vi você comer tomate com chocolate e foi a combinação mais esdruxula que eu já vi na vida!
 - Isso não significa nada...
 - Claro que significa. Gravidas tem umas vontade estranhas. Além dos seus peitos estarem um pouco maiores e de você estar engordando mais a cada dia.
 - Bem, com o tanto de chocolate que eu tenho comido, é normal...
 - Teresa. Não tente se enganar... Você está grávida. Vamos ter um bebê.
 - Não é possível, eu tenho tomado anticoncepcional certinho-
 - Bem, eu troquei seus remédios por placebo, ou seja, não tomou as pílulas... – revelou Patrick
 - Mas eu achei que... Achei que você estivesse com medo de...
 - Estava – corrigiu-a – Depois que começaram as aulas eu comecei a ir em uma psicóloga quando eu não estava no trabalho e descobri que meu maior medo, na verdade, era não dar a atenção necessária para o bebê, ou para você. Não tinha medo de que acabassem machucados. Tinha medo de... De me tornar como eu era quando ainda fingia ser vidente. Eu só não conseguia te contar... Estava com vergonha... Por isso o placebo. Eu sabia que se você estivesse grávida, eu teria coragem de te contar.
 - Uau, isto é... Muita informação de uma vez só.
 - Eu sei. Desculpa por não ter te contado sobre a psicóloga antes.
 - Tudo bem, eu entendo... Mas sobre aquela outra coisa...
 - Faça um exame – ele disse sorrindo – Mas eu já tenho certeza do resultado. Estou tão feliz com isso – ele a puxou para um beijo na boca – Eu te amo, sabia disso?

 - Eu também te amo – ela passou a mão sobre o ventre – tomara que esteja certo...


Capítulo 12 - Desejos



Um mês depois...

 - Patrick – chamou Teresa – Patrick! Acorda!
 - Ãhn? – perguntou sonolento
 - Patrick, levanta! Preciso de você.
 - O que aconteceu? – preocupou-se
 - Quero tomar sorvete.
 - O que?
 - Quero tomar sorvete! – respondeu Teresa animada
 - Teresa... São três horas da manhã!
 - Eu sei, mas estou com vontade...
 - Está bem. Eu vou pegar sorvete para você – ele levantou-se devagar, ainda com muito sono
 - Não, eu não quero desse sabor que tem aqui em casa – reclamou – Quero sorvete de morango com chantilly, calda de caramelo e amêndoas.
 - Teresa, onde espera encontrar isso as três da madrugada?
 - Tem aquele lugar que eu ia quando era criança, que eu te mostrei no outro dia – Patrick respirou fundo
 - Amor, isso fica do outro lado da cidade. Aproximadamente uma hora daqui!
 - Patrick! Eu quero! – ela cruzou os braços, emburrada e depois de alguns segundos, algumas lágrimas começaram a se formar em seus olhos – Você não quer me levar porque acha que eu estou gorda, e agora você não gosta mais de mim...
 - Teresa, não...
 - E eu estou com muita vontade, muita mesmo! Eu não tenho culpa... Eu juro que não tenho!
Teresa colocou o rosto entre suas mãos e desabou a chorar. Patrick respirou fundo mais uma vez... Essa gravidez estava deixando-o louco!
 - Teresa – ele sentou-se do lado dela – Ei... Olhe pra mim – ele pediu e ela assim o fez – Você sabe que eu te amo, não sabe?
 - Eu sabia quando ainda era magrinha...
 - Isso não importa pra mim. Eu te amo de qualquer jeito, está bem? – Patrick enxugou o rosto dela com as mãos e ela concordou com a cabeça – Eu só estava com sono, por isso não queria sair. Mas se você está com tanta vontade assim, nós vamos, ok? – ela sorriu e o abraçou
 - Obrigada Patrick.
Dentro de poucos minutos os dois já estavam dentro do carro, indo para o tal lugar que Teresa frequentava quando criança.
Patrick colocou músicas bem agitadas para ajuda-lo a permanecer acordado, e Teresa as cantava e ria, aproveitando a pequena viagem como nunca.
..........
 - Humm... Que delícia! – Teresa dizia de boca cheia – Experimenta!
 - Não, amor, obrigado.
 - Experimenta! Está muito gostoso.
 - E eu acredito em você. Só não estou com apetite para sorvete – explicou-se Patrick
 - Está bem então... Você é quem está perdendo – ela colocou mais uma colherada cheia de sorvete na boca.
Patrick começou a gargalhar com a visão que ele tinha de sua esposa naquele momento.
 - O que foi? Está rindo de quê?
 - Você... Está toda lambuzada – ele manejou falar em meio aos risos
 - Ha-ha-ha – ela imitou uma risada – Muito engraçado. Pare de rir!
Porém Patrick não parou, aliás, justamente o contrário. A cada colherada de sorvete ele ria mais e mais.
Irritada, Teresa pegou com a mão um pouco do chantilly e então lambuzou o rosto de Patrick com isso.
Logo os dois estavam rindo enquanto tentavam se limpar com guardanapos.
 - Isso foi muito injusto – reclamou Patrick terminando de tirar o chantilly de seu rosto
 - Injusto? Injusto é você ficar rindo de mim e eu nem poder me defender – brincou Teresa
..........
No caminho de volta, Patrick pôs as mesmas músicas de antes, só que desta vez ele também cantou e riu junto a Teresa.
Enquanto eles passavam pela estrada, podiam assistir no horizonte o sol nascer para mais um dia.
E foi assim, assistido a esse espetáculo da natureza, que Teresa adormeceu e ao chegar em casa, fora levada nos braços de seu marido até a cama.
 - Obrigada pelo sorvete, Patrick – ela murmurou sonolenta

 - Por nada, princesinha raivosa – ele sussurrou de volta.


Capítulo 13 - Princesa



Naquela mesma semana, Patrick e Teresa receberam em sua casa os Rigsby’s, Cho e a noiva, Minelli e Hightower para um almoço, afinal, os jantares sempre acabavam muito tarde, e agora que Teresa estava grávida, precisava descansar bastante.
Se dependesse de Grace, aquela pequena reunião seria um chá de bebê. A ruiva estava mais animada do que os próprios pais da criança.
 - Ah, Teresa, estou tão feliz por vocês dois – dizia ela – Vocês já sabem o sexo do bebê?
 - Na verdade... – Patrick interrompeu – Foi para isso que chamamos vocês aqui – ele se aproximou de Teresa e passou um braço atrás dela, abraçando-a.
Com um brilho nos olhos, Teresa sorriu e anunciou:
 - É uma menina!
Todos vieram e parabenizaram o casal, abraçando-os e beijando a barriga de Teresa, embora tivesse coberta pelo vestido verde escuro que ela usava.
 - Sabe, Lisbon... – começou Minelli – Sempre considerei você como a filha que eu nunca tive. Confesso que quando soube que você e Jane tinham começado um relacionamento romântico, quis mata-lo! – todos riram – Mas acho que eu estava errado. Vocês fazem muito bem um para o outro, e, Patrick, você tem cuidado muito bem da minha pequena. Estou muito feliz pelos dois – ele concluiu – Parabéns!
Teresa, sem conter as lágrimas nos olhos, abraçou seu “pai”, forte, e terminou de despejar todas as lágrimas sobre seu ombro.
 - Eu também sempre te considerei como o pai que eu nunca tive – ela disse, ainda envolta nos braços de Minelli
 - Mas e então – disse ele, afastando-se do abraço – Já decidiram o nome que vão dar a minha netinha?
 - Bem... Temos algumas opções – respondeu Jane
 - Se quiserem podemos ajudar – ofereceu Hightower
 - Ana, Victoria, Stephanie... – Lisbon começou a listar
 - Lou, Georgia e Rachel – completou Jane
 - Georgia é um bom nome... – disse Rigsby
 - Eu prefiro Lou – comentou Van Pelt
 - Sem dúvida, Stephanie! – exclamou Minelli
 - Rachel é um nome lindo – disse Hightower
 - Ana – disse Cho – simples e bonito
 - Victoria é tão fofo – disse, por fim, Summer, a noiva do Cho
 - Puxa, isso foi... De muita ajuda – ironizou Lisbon
 - Um voto para cada nome, e nós ainda estamos na estaca zero – todos riram
 - O jeito vai ser decidir quando ela nascer... – disse Lisbon – Mal posso esperar.
 - Nem eu – sussurrou Patrick
 - Quanto tempo falta para a bebê nascer? – perguntou Hightower
 - 12 semanas.
............
12 semanas depois:

 - Ah! – Teresa gritou – Patrick!
 - Calma, amor... Já estamos chegando – ele tentava acalmá-la enquanto dirigia o mais rápido que podia até o hospital – Respira pelo nariz e solta pela boca, vai te deixar mais calma – e Teresa assim o fez.
 - Ufa... Passou.
 - Isso é bom. O tempo das contrações ainda está distante um do outro.
Chegaram no hospital e logo foram levados até a sala de parto, embora tivessem que esperar até a hora certa da bebê nascer.
A médica recomendou que Teresa andasse um pouco até que as contrações ficassem mais próximas.
 - Quer um donnuts? – Patrick perguntou e Teresa assentiu.
 - Não consigo acreditar que ainda não escolhemos o nome da nossa filha – a morena comentou com a boca cheia
 - Que tal escolhermos agora?
 - Pode ser... Quais nomes você gosta?
 - Eu gostei de todos, mas os meus favoritos são Lou e Georgia – Lisbon começou a rir descontroladamente
 - Não tem jeito! Vamos ter que esperar ela nascer.
 - Esses também são seus favoritos? – ela assentiu – E se ela chamasse Georgia Lou?
 - Ai, para! Que horror... Minha filha não vai ter nome duplo. Principalmente não essa sua junção maluca – ambos riram – Ah! – Teresa gemeu de dor colocando a mão sobre o ventre – Já está passando...
 - Talvez seja melhor voltarmos para o quarto. Já deve estar na hora.
 - Aham... Vamos.
............
O parto havia sido um sucesso. Patrick ficara do lado de Teresa o tempo todo, e não demorou muito até terem sua pequena filha nos braços.
Teresa foi encaminhada para um quarto, para descansar, enquanto Patrick babava na filha deles, através do vidro, na maternidade.
De todas as crianças, ela era a mais linda, e mais barulhenta também. Não havia parado de chorar um instante sequer. E aquilo era como música para seus ouvidos.
 - Patrick Jane? – chamou a médica
 - Sou eu – ele respondeu
 - Sua esposa acordou, ela quer ver o senhor.
 - Ok. Qual é o número do quarto?
 - 735.
 - Posso levar nossa filha?
 - Pode. Vou pedir para a enfermeira te ajudar.
............
A menina ainda chorava nos braços de Patrick, mas ele a levava alegremente até o quarto da mãe.
 - Oi mamãe, olha só quem veio te visitar – disse a enfermeira que acompanhara Patrick.
Teresa sorriu como nunca.
 - Vou deixa-los a sós...
 - Oi amor – disse Patrick
 - Oi – ela sussurrou e estendeu os braços para pegar a filha no colo e depois Patrick a beijou.
Assim que a pequena sentiu o calor da mãe, o choro cessou e o rosto da menina encheu-se com um sorriso. Os olhos de Teresa imediatamente se encheram de lágrimas.
 - Ela já reconhece a mãe – Patrick sussurrou – ela é tão linda!
 - Muito. Se parece com uma princesa.
 - Sim. A Princesa Georgia ou a Princesa Lou.
 - Acho que Lou combina com ela...
 - Então vai ser isso? Lou Lisbon?
 - Lou Jane Lisbon – Teresa corrigiu-o
 - Olá Princesa Lou Jane Lisbon – Patrick beijou o topo da cabeça da menina – Seja bem vinda a família!


Capítulo 15 - Lou, Puff e mais dois


Depois no nascimento de Lou, Jane e Lisbon tentaram ter mais filhos, porém não obtiveram sucesso mesmo após sete anos.
Apesar do desgaste emocional que essa situação havia trazido, o casal permaneceu junto, apoiando um ao outro e participando ativamente do crescimento de sua filha.
– Sabe? – Patrick disse enquanto era ajudado por sua esposa a preparar o almoço – Não me leve a mal, mas acho que devíamos desistir...
– Concordo. Já fazem sete anos e até agora nada...
– E não é como se não tivéssemos outras opções também – ele completou – Podemos adotar...
– Exato.
– Mãe, pai! – Lou entrou na cozinha correndo – Olha só o que eu achei – a menina mostrou um cachorrinho entre as mãos.
– Lou, onde você encontrou? – Patrick perguntou
– Ele estava aqui na porta.
– Bem, temos que procurar o dono dele – Teresa disse
– Ah, mãe! Por que não podemos ficar com ele?
– Porque ele é de outra pessoa – ela explicou
– Exatamente. O dono dele deve estar preocupado – Patrick completou, acariciando a cabeça da menina
– Ah, mas eu queria ficar com ele – a menina resmungou – Não podemos ter um cachorro?
Patrick suspirou. Ela era tão teimosa quanto a mãe.
– Vamos pensar, está bem? – Patrick respondeu
– Está bem.
............
Pode até não parecer um assunto de grande importância, mas, adotar um cachorro era algo que, sem dúvida, mudaria a vida e a rotina da família Jane.
Semanas se passaram, mas nada do dono do cachorro aparecer.
Teresa tentou de tudo: cartazes espalhados na rua, postagens no facebook, instagram e todas as redes sociais que possuía, mas nada fez com que o dono entrasse em contato com eles.
Com o passar desse tempo, o cachorro, apelidado de Puff por Lou, começou a conquistar aos poucos os integrantes da família.
– Você acha que Lou vai ficar muito triste se o dono aparecer? – Teresa perguntou para Patrick, com a cabeça deitada em seu peito.
– Talvez... Essas semanas que o Puff passou aqui, agitaram ainda mais os desejos dela sobre ter um cachorro.
– É...
Ambos permaneceram em silêncio por alguns instantes, até que Teresa soluçou em seu choro, até então, quieto.
– Querida, está chorando? – Patrick levantou o rosto dela para poder olhar em seus olhos – O que houve?
– Eu não quero que nossa princesa fique triste
– Ela não vai! É forte igual a mãe.
– Não é um bom momento para você me dizer que sou forte – ela limpou algumas lágrimas
Ele riu levemente.
– Olha, se isso te magoa tanto, podemos parar de procurar os donos do Puff. Afinal, já esperamos semanas, e nada dele aparecer...
– Você tem certeza?
– Tenho sim. Eu também me apeguei muito ao cachorro – ele beijou-a na testa – Amanhã contamos para ela!
............
– É sério? - Lou perguntou agitada - Puff vai ficar com a gente?
– Vai sim - Teresa confirmou
– Ebaa! - a menina exclamou e saiu correndo para abraçar o cachorro
Os pais da garota assistiam a felicidade dela com o novo membro da família. Patrick virou-se para olhar para sua esposa, mas ela rapidamente desviou o olhar.
– São lágrimas que eu vejo aí, sra. Jane? - ela, então, voltou seu olhar para ele - Nossa, amor. Não achei que você ficaria tão contente em ter o Pluff com a gente…
– É sempre especial receber mais membros na família… E a emoção é sempre maior quando a gente sabe que mais dois ainda estão por vir.
Patrick congelou.
Será que ele estava entendendo direito?
– Dois? Você quer dizer que você…?
– Sim. Eu estou. São gêmeos - as lágrimas já corriam livres por seu rosto - Vamos ter dois bebês, Patrick!
Teresa se inclinou para frente para beijar seu marido, que, até então, estava imóvel, e depois o abraçou forte, ainda acariciando sua barriga com uma das mãos.
…………
8 meses depois
– Quando que meus irmãozinhos vão nascer mesmo?
– Daqui a duas semanas - Patrick respondeu, acariciando sua esposa, que estava com as costas encostadas no peito dele, enquanto eles descansavam no quintal
– Humm. Como eles vão chamar?
– Não sei. Ainda não decidimos - Teresa disse
– Posso escolher, por favorzinho?
– Bem, você pode nos ajudar a escolher, o que acha? - disse Patrick
– Está bem.
– Quais são suas ideias?
– Maria e Heitor - Teresa olhou para Patrick, incrédula
– Ela puxou o bom gosto do pai - disse Patrick
– Claro! Precisa ter muito bom gosto para ter casado comigo - Teresa brincou
– Ouviram crianças? - Patrick disse com as mãos na barriga de sua esposa - Vocês vão se chamar Maria e Heitor
– Acho que eles gostaram - disse Teresa - Põe a mão aqui - ela indicou sua barriga - eles não param de chutar!








Como sempre, amei ter escrito essa fanfic. Amei ter vocês aqui, lendo e me motivando a continuar até o fim.
Muito obrigada!

Não deixem de comentar ;)
Beijnhos :*

64 comentários:

  1. Esta fic e otima vou acompahar capitulo por capitulo. Lisbon e. Jane juntos e tudo de bom
    so que eu acho que esta no 1 capitulo. ainda vai rolar muita coisas pra eles ficarem juntos mais mesmo assim eu vou
    amar...Obg pela fic.Bjs Lindiana

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    1. Oi Lindiana *-* Que bom ver que você tá aqui acompanhado essa fic :D
      Sou eu quem agradeço por você comentar aqui :3 Estou super feliz sabendo que você gostou :)
      Beijinhos

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  2. \o/ Fic novinha hehehehehe To chocada com a declaração de Jane, segui em frente com a Lisbon como sua namorada. Aiai q romântico e apaixonado esse Patrick *-* Pelo menos RJ foi sábio nas suas palavras e juntou o casal do ano ehehe.
    Amando a fic e torcendo para q o fds chegue logo hahaha
    Bjin Lola sua linda

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    1. Ooooi Dri <3 Que bom ver você aqui! :3
      Pois é, Jisbon desde o primeiro capítulo *-* <3
      No próximo capítulo vai ter MUITO mais jisbon fofo <3 (pq a gente merece muito jisbon, né?!)
      Muito obrigada por comentar Dri <3
      Beijinhos

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  3. Eu que tenho que agradecer.É realmente eu sou SUPER JISBON ;) .Não vejo a hora de ler o próximo capítulo.

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  4. Aiw meu Deus! Q capitulo mais fofo foi esse?! Eu to aqui bobinha, sorrindo com cada palavra q li *-* Super e super amei ^.^ Muito Jisbon pra nos \o/

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    1. Nhai, que super legal ler seu comentário Dri <3
      Realmente é muito bom saber que você está gostando :D
      Siiiiim! Muuuito Jisboooon <3 Tomara que seja assim também lá na série, né?! hahhahaha
      Obrigada pelo comentário, Dri <3
      Beijinhos :3

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  5. Que capítulo mais fofo mesmo a Adriana tem razão.já estou na espera do próximo ;)

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    1. Oi Terezinha <3 Super bacana que você tenha curtido! :D \o/
      Já tem mais um capítulo postado. Aliás quero pedir desculpas por não ter postado ontem como o combinado. Deu tudo certo o que eu tinha para fazer, graças a Deus. Mas eu acabei por não ter tempo suficiente de acabar o capítulo ontem... :(
      De qualquer forma, valeu pela força e espero que goste do capítulo 3 <3
      Beijinhos

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  6. Amei muito fofo esse capítulo jisbon do começo ao fim,Jane e Lisbon dormindo na mesma casa tinha tudo pra
    rolar um clima legal, mais vamos esperar que o bom vem depois se ninguém atrapalhar...Obg minha escritora preferida o que seria mim sem suas fics..Bjs Lindiana

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    1. Oi Lindiana <3
      Prometo que essa fic não vai ter ninguém para atrapalhar a felicidade dos pombinhos hahahaha
      Bem... Pelo menos não por enquanto :D
      Fico super feliz sabendo que você tá gostando da fic :D
      Valeu por comentar :3 Beijinhos

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  7. Ameiiiiii esse capítulo não vejo a hora de ler o próximo pois tenho certeza que ela vai dizer SIINNNNNNNNN!!!!!!!

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    1. Oi Terezinha *-*
      Tomara que você esteja certa! hahaha
      Ainda não comecei a escrever o capítulo, mas pretendo começar hoje para dar tempo de postar até domingo :)
      Muito obrigada por comentar e acompanhar :3
      Beijinhos <3

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  8. Nossa se essa fic continuar assim eu não vou querer que acabe nunca muito lindo o amor desses dois.
    Só jisbon tô amando Jane e Lisbon no bem bom e eu aqui preocupada com o que possa vir acontecer com eles daqui pra frente.A resposta dela vai ser sim com certeza o amor está no ar a todo vapor.Anciosa pela a continuação.Obg Lola meus dias ficam mais alegre com suas fics.Lindiana Mendes

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    1. Awn, Lindiana <3 Sempre morro de fofura com os seus comentários ^_^
      Essa fanfic vai ser completamente Jisbon, embora eu não possa afirmar com certeza se nada de 'ruim' vai acontecer para atrapalhar a relação dos dois.
      Eu que agradeço por você comentar e acompanhar <3
      Beijinhos e até o capítulo que vem!

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  9. Respostas
    1. Awwn, Terezinha. Estou super feliz que esteja amando <3
      Obrigada por comentar!
      Beijinhos

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  10. Nossa!! Só jisbon <3 muito linda essa fic estou amando parabéns Lola cada capítulo melhor do que o outro.
    Meu casalzinho juntos sem ninguém pra atrapalhar é tudo de bom,estou adorando só você pra mim deixar com um gostinho de quero mais sempre que leio uma fic sua <3 Bjos Lindiana

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    1. #MuitoJisbonParaNós hahahahhaahhahahaahah
      Poxa, tô mega feliz que você esteja gostando Lindiana <3
      Muito obrigada por acompanhar e comentar *-*
      Beijinhoooos <3

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  11. Vc me deixou super curiosa agora, não vejo a hora de ler o próximo capítulo.

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    1. Que bom que consegui te deixar curiosa :D O próximo vem no domingo e as promos a partir de agora vem de quarta feira :P
      Obrigada por comentar, Terezinha :3
      Beijinhos

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  12. Nossa!!! Muito lindo o amor deles não é a kristina que vai atrapalhar a união deles Jane só precisa bolar um plano
    pra tirar ela da jogada e tudo volta a ser como antes isso se a Lisbon ajudar.Obg Lola essa capitulo ficou ótimo
    ansiosa pela continuação.Bjs Lindiana

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    1. Oi Lindiana :D
      Tomara que você esteja certa e a Kristina realmente não atrapalhe a relação deles, né?!
      Obrigada por acompanhar e deixar seus comentários lindos aqui <3
      Beijinhos

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  13. A fic esta ótima, faz eles passarem por uma crise no casamento deles, varias brigas e tals *----* (e sim, eu sou jisbon ksksks mesmo que nao pareça) acho que a fic ficaria perfeita (mais que esta ) ^^ ansiosa pela continuação

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    1. Oiiieee Stephani <3 Que bom ver você aqui *-*
      Estou super feliz que você está gostando :D
      Na verdade é exatamente isso que vai acontecer. Não vão ser exatamente "crises" do tipo eles vão se separar, mas vai ter umas briguinhas e uns surtos bem estranhos hahahaha
      No capítulo que vem você vai poder ver um pouquinho disso :D
      E não se preocupe, a história continuará jisbon <3
      Estou super feliz de ver você aqui comentando :3
      Até o capítulo que vem!
      Beijinhos :*

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  14. Nossa!! Lola dessa vez você veio com tudo com esse capitulo, ficou sensacional muito lindo ninguém vai conseguir
    separar totalmente eles porque o amor fala mais alto fiquei triste só em saber que vai rolar umas briguinhas mais nada que eles não possam superá.Ansiosa pela a continuação.Bjs Lindiana

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    1. Oi Lindiana <3
      Isso mesmo, o amor fala mais alto *-*
      Fiquei super feliz que você gostou do capítulo, e principalmente que você comentou aqu :D
      Daqui a pouquinho tem promo do próximo capítulo :P
      Beijinhos, obrigada por acompanhar e comentar, Lindiana :3

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  15. Que capítulo mais fofo.AMEI !!!!!!!!! <3

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    1. <3 Que bom que está gostando da fic, Terezinha <3
      Muito obrigada por ter dado a ideia, está sendo super legal escrever essa fic.
      Beijinhos :3

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  16. Respostas
    1. Eu que agradeço, Terezinha! Estou super feliz sabendo que vc tá gostando :*

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  17. Muito linda amei essa fic<3 Cute o ciúme da Lisbon,culpa do Jane que fica dando trela pra Kristina ele sabe que ela só quer atrapalhar,mas não vai porque o amor deles é lindo e ultrapassa qualquer obstáculo.Ansiosa pela continuação. Bjs Lindiana

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    1. Oi Lindiana.
      Desculpa a demora em responder. Estou muito contente que você esteja gostando da fanfic.
      Muuuuuuuito obrigada por comentar!!
      Beijinhos

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  18. Ai meu Deus, quanto tempo nao apareço aqui ja tava com saudade =)
    Estou super encantada com essa fic, adorei o casamento mas to com raiva da Cristina q ta querendo se meter no love dos dois q demorou anos pra se declararem. Por favor Cristina, se toca e cai fora hahaha. O Patrick ama a Teresa! E eles são um do outro e vc nao tem vez queridinha.. Ta parei kk
    Parabéns Lola, a fic ta óoootimaaa.
    Bjin

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    1. Oi Driiiiiii <3
      Nhaa, eu tbm tava morrendo de saudade! Muito legal ver vc aqui de novo *0*
      Desculpa a demora em responder. Eu tô cheia de coisas pra fazer, e acabei não me organizando ainda. Kkkkkkkk
      Awn, cara, que legal que vc tá gostando da história!
      Ri muito com seu comentário kkkkkkkkkkkkkk
      Amei!
      Obrigada por comentar, Dri.
      Até mais :*

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  19. Ainda bem que o Jane tomou uma atitude.

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    1. Né?! Hahahahahahhahahhha
      Valeu por comentar, Terezinha <3

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  20. Até que emfim Jane criou coragem pra dizer a Kristina que queria ficar a sós com a Lisbon amei essa hora :) só falta a bruxa se tocar e deixar eles em paz o que não vai ser fácil.Parabéns Lola porque se essa fic continuar boa como está não vou querer mais assistir a 7 tem porque as suas fics ta melhor que a série.Bjs Lindiana

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    1. Pois é, Lindiana. Tomara que ela se toque logo hahahhha
      Eu já disse que amo muito seus comentários?
      Se eu não disse, preciso dizer: AMO MUITO SEUS COMENTÁRIOS <3

      Valeu mesmo! Beijinhos

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  21. Agora sim, Patrick! Tava na hora de dar um chá de semancol na Kristina :) E esse foi só o primeiro hein. Ansiosa pelo capítulo 9 :3 Acho que nem preciso comentar q to amando o capítulo neh?! rss.
    Bjin Lola

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    1. Oi de novo, Dri <3
      Também acho! Ela tá precisando de umas boas doses de semancol. Hahahahahaha
      Pode deixar que eu vou dar essas doses pra ela kkkkkk
      Muito obrigada por comentar!

      Beijinhos :3

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    2. kkkkkkk... Ri muito com as suas doses de semancol hahaha
      Passei um tempo sumida por falta de tempo e está tudo tão corrido q to sem tempo até pra me organizar hahaha
      Bjin

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  22. Respostas
    1. <3 Nhaa, que bom que estás gostando, Terezinha. Muito obrigada pela ideia da fic! Estou amando escrevê-la!

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  23. Ahehehehehehe \o/\o/\o/ Soltando fogos de artifícios com o fora q Patrick deu em Kristina, super e super amei :3
    Jane, além de lindo, gatão super romantico e um fofo. Quero um desse tbm kkkk.. Sonhei hahaha
    Ficou muito boa a parte 9... Esperando a próxima..
    Bjs, sua talentosa *-*

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    1. Nha, Dri <3 Puxa, que legal que você tá gostando :3
      Jane é O Cara! hahahahaha
      (Eu tbm quero hahahahahahahhahaha)

      Muito obrigada por comentar, Dri.
      Eu não sei se você viu lá no fb minha msg, mas eu já comecei a escrever a fic que você me pediu *-* Estou amando escrever sua ideia!
      Muito obrigada :*
      Beijinhos

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  24. Amei! muito bom esse capítulo adorando Jane e Lisbon só love só falta um filho pra felicidade ser maior.Ansiosa pelo o próximo.Obrigada vc mim faz feliz com suas fics.Bjs Lindiana

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    1. Awn, Lindiana. Sou eu quem agradeço pela sua fofura aqui nos comentários :3
      Sempre fico feliz depois de ler o que você escreve aqui! Mesmo, mesmo.
      Muito obrigada, é super legal saber que você está gostando da história!
      Beijinhos :*

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  25. Amei! Ficou ótima tomara que o sonho da Teresa se realize que eles tenham um ou dois filhos pra completar a felicidade.Obrigada ansiosa pelo o próximo capítulo.Bjs

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    1. Oi Lindiana!
      Desculpa a mega demora em responder. Estou cheia de trabalhos da faculdade, rsrs.
      Fico mega feliz que você esteja gostando, e que está ansiosa para o próximo capítulo. Vou tentar atualizar o mais rápido possível! :D
      Muito obrigada por comentar!
      Beijinhos :*

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  26. Poxa, pensei q o sonho fosse verdade :( Cai na pegadinha hahahah
    Ficou muito legal essa parte 9 e anseio pela parte 10. E que venha a promo na quarta :D
    Besus

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    1. Oi Dri :3
      Pois é, infelizmente eu não tenho tido tempo de postar as prévias... Nem os capítulos nos dias certos :'(
      A faculdade está consumindo todo o meu tempo, hahahahaha.
      Ainda bem que gostou desse capítulo!
      Aliás, desculpa a demora em responder seu comentário <3
      Até o capítulo que vem (vou tentar postar o mais rápido possível)
      Beijinhos :*

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  27. Amei <3 Teresa grávida muito bom, amo isso. E a menina quem diria assassina. E quase mata o jane também.

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    1. Hahahaha. Pois é. Pra você ver... Menininha má meeesmoo!
      Estou super feliz que vocês esteja gostando, Terezinha!
      Muito obrigada por ter me dado essa ideia!
      Beijooos
      :*

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  28. Muito bom esse capítulo dessa vez Jane se deu mal enganado por uma menina,Teresa grávida vai ser ótimo.Bjs

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    1. <3 Estou louca para escrever o próximo capítulo, Lindiana.
      Preciso encontrar tempo, hahahaha.
      Fico super feliz que você tenha gostado!
      Obrigada por comentar :*
      Beijinhos :3

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  29. Putz, gelei com esse capitulo Lola :|
    Essa garota é má nao ela é pessima, como pode fazer isso com o Janezinho O.O
    Mas o capitulo ficou otimo Lola. Parabens *-*
    Besus Lola

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    1. Oi Dri!
      Desculpa a demora em responder, rsrs
      Hahahaha... Pois é, garotinha péssima!
      Mas pelo menos serviu para o Jane conversar com a Lisbon, né?!
      Obrigada por estar acompanhando, Dri.
      E por comentar também!
      Beijinhos :*

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  30. Nossa! amei Teresa desejando tomar sorvete no meio da noite e mais lindo Patrick realizando seu desejo de tomar soverte de morango com chantilly,e calda de caramelo e amêndoas.Lindo o amor desses dois.Parabéns Lola vc arrasou.Bjs

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    1. Oi Lindiana <3
      Awn, obrigada!
      Muito bom ter você aqui lendo e comentando nas minhas fics <3
      Estou quase de férias, e em breve voltarei a escrever e postar as atualizações.

      Obrigada por comentar ;)

      Beijinhos :*

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  31. Respostas
    1. *-* Estou super feliz que você esteja curtindo. Em breve vou postar mais um capítulo :3

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