O final de um período dá início à um novo começo de uma vida cheia de emoções e novidades.
Uma vida em que Patrick e Teresa aprenderão como lidar com todos as diversas situações que surgirem. E aprenderão juntos. CBI.
Classificação: +16
Categorias: The Mentalist
Personagens: Kimball Cho, Grace Van Pelt, Wayne Rigsby, Patrick Jane, Teresa Lisbon, Personagem Original
Gêneros: Drama, Romance, Universo Alternativo
Avisos: Spoilers 3ª temporada
Capítulos: 14
Terminada: Sim
Oiee *-* Que bom ver você aqui também :D
Essa fic foi um pedido da Terezinha, e é COMPLETAMENTE Jisbon! (agradeçam à ela)
É de volta nos tempos da CBI.
Boa leitura!
Capítulo 1 - O Fim
A cabeça dele doía como se fosse explodir, e Patrick ainda
não entendia como ele foi para nessa situação.
Há dois dias, Red John cometeu um erro e deixou na cena do
crime um fio de cabelo seu. Algumas horas depois a equipe do CBI havia
descoberto a identidade do Serial Killer mais procurado dos Estados Unidos:
xerife Thomaz McAllister.
Então todas as unidades da CBI trabalharam juntas com o
objetivo de localizá-lo, porém, diferente do que se esperava, Red John
sequestrou Lisbon e Jane e os levou à um galpão abandonado no meio do deserto,
onde ambos acabavam de acordar com as cabeças doloridas, deitados no chão em
frente a McAllister.
- Bom dia... Ou devo
dizer, boa madrugada? – começou ele – Sabe? Eu achei muito fofo a agente Lisbon
chamar você para tomar café no Marie’s, só para te distrair, Patrick...
- Vá para o inferno!
- Não, obrigado...
Mas eu imagino que vocês devem estar se perguntando o porquê disso.
- E qual é o porquê
de tudo isso? – perguntou Lisbon, séria
- Eu vou contar para
vocês uma história... Havia um homem que morava em uma fazenda, uns trinta anos
atrás, e ele era muito bom no que fazia, e todos queriam ser amigos dele. Até
que um dia ele conheceu uma moça muito atraente, e ele colocou como seu
objetivo principal conquistar o coração dela. Então, todos os que entravam em
seu caminho, ele os eliminava de uma forma muito, muito cruel...
- Pare de falar
besteiras e vá direto ao ponto – irritou-se Patrick
- Calma, Patrick...
Vou chegar lá. Onde eu estava mesmo? Ah, sim... Um dia ele conseguiu conquistar
o coração daquela moça, e eles se casaram e viveram muito felizes por muito
tempo. E, ciumento do jeito que era, todos os homens que se aproximavam dela ou
da filha que eles tiveram juntos, sofriam as consequências. Mas então um dia, a
moça adoeceu. Câncer... Descobriram apenas quando já estava muito avançado, e
infelizmente ela faleceu.
- Era você? –
perguntou Lisbon
- Muito perspicaz,
agente Lisbon – ironizou – Depois que Laura morreu, eu não vejo mais motivos
para continuar a viver. Sempre castiguei com morte os que se colocaram em meu
caminho. E agora a morte me castigou da maneira mais severa que existe. Acho
que foi para que eu aprendesse que eu não tinha o direito de ter feito o que
fiz... Então, Patrick, eu... Vim aqui para que você complete o castigo que eu
mereço – ele colocou no chão, perto de Patrick uma arma destravada e carregada
– e sinceramente eu espero que você não cometa a besteira de parar de viver
quando sua vingança acabar.
- Eu não vou matar
você – disse Patrick – Quero que você viva e sofra todos os dias da sua vida,
como você fez comigo.
- E eu me arrependo
por ter feito isso com você, Patrick. Agora que eu sei como é a dor. Me
desculpe...
- Eu não vou te
perdoar pelo que fez. Nunca!
- Eu não estava
pedindo desculpas por isso, mas sim pelo que farei agora – após essa frase,
Lisbon entrou em estado de alerta, e viu Red John se aproximar do revólver que
ele havia colocado no chão.
A agente então se adiantou e pegou-a, antes que ele pudesse
fazê-lo.
McAllister sorriu satisfeito. Seu plano estava funcionando.
Ele sabia que Patrick não o mataria... Mas, em legítima
defesa, Lisbon o faria.
Continuando com seu plano, ele aproximou-se de Lisbon, que
não hesitou em disparar a arma contra ele, que logo caiu para trás e vivenciou
os últimos instantes de sua vida.
Segundos antes de morrer, Red John olhou Teresa nos olhos e
sussurrou:
- Obrigado, agente
Lisbon
Ambos estavam chocados demais com a situação em que se
encontravam e de como ela acabou. Patrick, no entanto, conseguiu voltar ao
normal após algum tempo.
- Lisbon, chame a
polícia.
E dentro de poucos minutos, as sirenes dos carros da polícia
já iluminavam o local.
Lá fora, depois de dar os depoimentos, Teresa arriscou-se a
ir falar com Patrick. Talvez se desculpar por ter matado Red John, impedindo
que ele o fizesse.
- Teresa! – ela
sentiu-se mais aliviada por ele tê-la chamado pelo primeiro nome
- Jane... Está tudo
bem? – ela sentou-se ao lado dele
- Está... Bem, eu
ainda não sei. Acho que preciso de um tempo para pensar no que houve.
- Claro! Considere-se
de férias.
- Obrigado.
- Olha... – ela olhou
para baixo procurando as palavras certas – Me desculpe por ter... Matado Red
John, eu não quero que-
- Era o plano dele –
interrompeu-a – Ele fez tudo propositalmente porque ele sabia que você não
hesitaria em atirar, se ele ameaçasse machucar a mim, ou a você.
- Você não está
bravo?
- Não. Acho até que
estou aliviado...
- Isso é bom – ambos
permaneceram em um silêncio confortável, apenas apreciando a companhia um do
outro – Olha, eu... Acho que já estamos liberados, então, eu vou para casa
descansar – ela levantou-se
- Só mais uma coisa,
Teresa... Eu pensei no que aconteceu. Bem, não em tudo, mas... Eu percebi que
não vale a pena continuar chorando e me lamentando pela minha esposa e filha.
Eu as amei, e muito. Mas agora eu sinto que meu coração pertence à outra
pessoa. Claro, que... Eu nunca vou esquecê-las, mas... Eu quero seguir em
frente com a minha vida – ele ficou de pé e retirou sua aliança de casamento, colocando-a
em seguida nas mãos de Teresa – Quero seguir em frente com você ao me lado...
Como minha namorada e futura esposa.
Sem palavras e extasiada com o que acabara de ouvir, a
morena demorou uns segundos antes de responder.
- Patrick, eu... Você
tem certeza disso?
- Oh, Teresa, eu
nunca estive tão certo. O que me diz?
- Eu, er... Sim. Eu
aceito.
Patrick chegou seu corpo mais próximo ao de Teresa e passou
sua mão direita sobre a parte de trás do pescoço da morena, enquanto sua mão
esquerda abraçavam-na pela cintura. Delicadamente os lábios deles se conectaram
em um beijo acalentador e sereno, para provar o amor que um sentia pelo outro,
e a certeza de que prosseguiriam juntos dali em diante.
Capítulo 2 - Vamos conversar
Era quase inacreditável como aquela semana passou rápido.
Patrick estava de férias e Teresa atolada de trabalho e inúmeras papeladas para
preencher. Quase não saia da sua sala para pegar uma xícara de café na cozinha
da CBI, mas mesmo assim, estava contente com o trabalho, com a vida e consigo
mesma.
Teresa e Patrick haviam combinado de jantar em sua casa
hoje, para conversarem sobre tudo o que aconteceu com Red John e,
principalmente, sobre o relacionamento deles.
Durante todos os dias passados, Jane passara em sua antiga
casa, em Malibu, tentando lembrar-se apenas das coisas boas que aconteceram
quando sua esposa e filha ainda eram vivas e enfim despediu-se do seu passado,
dando lugar a um novo futuro.
Um futuro que ele nunca pensara poder viver.
Exatamente as nove horas da noite, Patrick tocou a campainha
da casa de Teresa, com um buquê de rosas vermelhas em mãos, segurando-o em
frente de seu rosto.
- Oi Patr- Uau! –
exclamou Teresa ao abrir a porta
- Oi Teresa – ele cumprimentou-a
após abaixar o buquê
- Não precisava me
trazer nada... Mas, tenho que admitir, elas são lindas! Entre, eu vou
coloca-las em um vaso
- Hey, espere... Não
está se esquecendo de nada?
- Do que está
falando?
- Ah, Teresa... Somos
namorados agora – Patrick e Teresa estavam frente a frente um do outro, mas a
morena abaixou o olhar após a última frase
- Sobre isso, eu...
- O quê? Vai mudar de
ideia? Desistir de tudo? Foram as flores? Porque, se for, eu posso ir lá trocar
e- Teresa tampou a boca de Patrick com uma das mãos
- Não pira, está bem?
Não é nada disso que você está pensando... É só que... Depois do nosso beijo,
ainda não conversamos direito, entende?
- Ah... Por um
momento eu achei que você ia... Deixa para lá. Podemos sair?
- Sair? Para quê?
- Oras... Não vamos jantar?
- Sim, e foi por isso
que eu cozinhei para nós.
- Oh!
- Aliás, já deve
estar pronto – Teresa correu para a cozinha e verificou se a lasanha dentro do
forno já estava assada – Hum... Mais uns dez minutos e já podemos comer.
- Ótimo! – exclamou Patrick,
que a seguira até a cozinha – Enquanto isso, eu acho melhor começarmos nosso
encontro de uma forma melhor...
Ambos sorrindo, se aproximaram até suas bocas se encontrarem,
iniciando um envolvente beijo.
E eles ficaram trocando beijos e carícias até a lasanha
estar pronta.
Patrick sempre suspeitara que Teresa era uma boa cozinheira,
e agora tinha suas expectativas confirmadas.
- Estava uma delícia!
– exclamou ele quando terminou de comer
- Quer mais?
- Não obrigado... Já
estou satisfeito.
- Ok, então vou pegar
a sobremesa – Teresa foi até a cozinha e voltou com uma torta disposta em um
prato decorado em mãos – Espero que goste de torta de maçã.
- Parece deliciosa.
Sabe? Podíamos comer essa torta no sofá... O que acha?
- Tudo bem.
Após colocarem pedaços em pequenos pratos de sobremesa,
ambos foram até o sofá e se sentaram um do lado do outro.
- Quer conversar? –
perguntou Patrick, percebendo que Teresa estava um tanto quanto receosa e
acuada.
- Seria bom.
- E o que é que está
incomodando você?
- Patrick... Red John
morreu. Eu o matei. E de repente você diz que quer seguir em frente comigo...
Não acha que as coisas foram muito rápidas? Não é que eu não tenha gostado, é
só que... Estou preocupada com você.
- E eu agradeço sua
preocupação, mas já está tudo bem agora – Patrick tirou o prato sujo do colo de
Teresa e, junto ao seu, colocou-os na mesa de centro. Depois segurou as mãos de
Teresa, para que ela o olhasse nos olhos – Olha, Teresa... Eu persegui Red John
por muito tempo. Mas tempo do que eu deveria. Já faz um tempo que eu venho
tentando desistir disso, mas então ele deixou aquele fio de cabelo na cena do
crime, e isso nos ajudou. Eu estou contente que isso tenha acabado.
Principalmente porque agora eu posso passar o resto dos meus dias ao lado da
mulher que eu amo. Eu não quero que você ache que tudo aconteceu muito de repente, porque eu já
venho pensado em fazer isso há pelo menos uns dois meses.
- Você me... ama? –
Teresa perguntou com os olhos marejados
- Sim. Eu amo.
- Eu também te amo –
revelou a morena, abraçando-o em seguida.
- O que mais tenha
nessa sua cabecinha, hein? – indagou quando se apartaram do abraço
- Nada. Só que...
Estou feliz que conversamos. Vamos assistir alguma coisa?
- E ficar
abraçadinhos no sofá? – Teresa concordou com a cabeça – Perfeito!
..........
Três horas depois, Patrick acorda assustado e percebe que,
tanto ele quanto Teresa dormiram abraçados no sofá.
Ele sorriu com a visão dela dormindo com a cabeça encostada
em seu peito... E por mais que estivesse amando toda a situação, ele achou
melhor leva-la até o quarto, para que ela tivesse uma noite mais confortável.
Pegou-a no colo e subiu as escadas silenciosamente para não
acordá-la
- Patrick? – ela
murmurou
- Shh... Volte a
dormir, Reese.
- Que horas são?
- São meia noite.
- Está muito tarde
para você sair daqui. Você pode ficar no quarto de hóspedes, tem algumas roupas
do Tommy lá.
- Obrigado, querida.
Mas acho que vou deixar para a próxima.
- Não, lá fora é
perigoso a essa hora. Por favor – ela pediu sonolenta
- Está bem... – ele
abaixou-se e beijou o topo da cabeça dela, e depois terminou de cobri-la.
Ele foi ao quarto de hóspedes e encontrou a cama arrumada e
com lençóis limpos, e havia algumas roupas no guarda roupa. Patrick tirou seu
terno e vestiu uma calça preta de moletom e uma camiseta branca, e então se
deitou.
Os travesseiros tinham cheiro gostoso de flores, que o
ajudaram a dormir mais rápido, pensando em como fora bom o seu dia.
Ah... A vida estava apenas recomeçando.
Capítulo 3 - Lugar especial
O dia iniciou-se tímido, com o Sol escondido em meio algumas
nuvens e Teresa sentia que nunca havia dormido tão bem em toda sua vida.
Levantou-se rápido e, após checar que Patrick ainda dormia
no quarto de hóspedes, tomou um banho quente e vestiu-se com um moletom cinza.
Desceu até a cozinha e preparou ovos com bacon para seu
namorado, e um chá que ela havia comprado para o jantar da noite anterior, que
acabou por esquecer no final das contas.
Dispôs tudo em uma bandeja e levou até Patrick, no andar de
cima.
- Bom dia, Patrick –
Teresa chamou-o delicadamente
- Humm... Bom dia –
ele abriu os olhos lentamente
- Dormiu bem?
- Aham... E você?
- Também. Obrigada
por ter me colocado na cama ontem.
- Por nada.
- Fiz café da manhã
para você, como forma de agradecimento – anunciou a morena, sorrindo
- Hummm. Delícia –
ele sentou-se na cama e olhou para o relógio que marcava nove horas da manhã – Você
não vai trabalhar hoje?
- Não... Depois de
preenchermos a papelada do caso Red John, fomos dispensados por duas semanas.
Sabe? Tipo um “prêmio”.
- Quer dizer que
temos duas semanas para fazermos o que quisermos?
- Sim. Eu estava
pensando que poderíamos ir para algum lugar diferente...
- Excelente ideia! –
exclamou o loiro – Vamos começar com um jantar hoje pela noite?
- Isso é uma maneira
gentil sua de dizer que eu cozinho mal? – brincou Lisbon
- O que? – Patrick
riu – Se aquilo é cozinhar mal, então eu realmente espero estar aqui para
quando você cozinhar bem – Ambos sorriam com a situação – Eu quero te levar
para jantar em um lugar muito especial...
- Ah é? E que lugar é
esse?
- Surpresa – ele
cochichou no ouvido dela
..........
Patrick estava ansioso com a noite em que ele levaria Teresa
para jantar. O restaurante não tinha nenhum significado específico, mas, ele
esperava, que depois daquela noite, passasse a ter.
Depois do café da manhã, ele e Teresa ficaram mais um pouco
juntos, e quando estava quase na hora do almoço os dois foram comer tacos
mexicanos em uma rua próxima a casa da agente.
Na hora de se despedirem para que cada um se preparasse para
o encontro, Patrick beijou sua namorada calorosamente, tentando demonstrar
todos os sentimentos que ele não conseguia exprimir em palavras.
Vestiu-se com suas melhores roupas, passou seu melhor
perfume e disfarçou seu nervosismo com o melhor de seus sorrisos.
Exatamente as nove horas da noite, ele bateu na porta da
casa da morena, que assim que abriu, se jogou nos braços de Patrick, murmurando
“senti saudades”.
Foram até o restaurante e o loiro estava determinado em
fazer daquela noite a mais romântica que Teresa já tivera em sua vida.
Ela usava um vestido vermelho acima do joelho que combinava
com o batom vermelho que ela passara nos lábios.
- E então... – Teresa
começou a conversa – Por que esse restaurante é especial para você?
- Oras, você não
gostou?
- Gostei. Claro que
gostei. Só achei que tivesse um significado especial para você.
- E tem – ele
respirou fundo, bebeu um gole do vinho que eles pediram, e prosseguiu – Terá.
- Como assim “terá”?
O que está planejando Patrick Jane?
- Nada que você não
vá gostar.
- Não sei o porquê,
mas estou começando a ficar preocupada – brincou Teresa
- Não se preocupe,
querida. Hoje a noite é só para nós dois... – e dito isto, Patrick levantou-se
da mesa, beijou o rosto de Tersa e correu até a banda que animava os aventureiros
casais na pista de dança.
Falou alguns instantes no ouvido do cantor, e esse lhe
deixou subir no pequeno palco e falar ao microfone.
- Boa noite, senhoras
e senhores – começou Jane – Meu nome é Patrick Jane e, eu sei que vocês devem
estar se perguntando o porquê de eu estar aqui interrompendo o jantar de vocês,
mas quero propor uma brincadeira hoje aqui. Quero que levantem a mão quem
estiver aqui com alguém especial – a maioria das pessoas presentes levantaram a
mão – Ótimo, já podem abaixar... Agora eu quero que levante a mão quem aqui já
disse para essa pessoa especial o quanto ela, ou ele, significa para você –
algumas pessoas levantaram a mão, enquanto outras, envergonhadas, permaneceram
de mãos abaixadas – Muito bom... Quem ainda não disse o quanto essa pessoa
especial significa para você, diga agora – convidou ele – Diga, vamos! Diga
aquilo que vier na cabeça, por mais louco que seja – Muitos dos homens
presentes começaram a fazer declarações de amor para suas amadas, para seus
filhos e vice-versa, o que fez comover aos que recebiam as declarações – Vocês
se sentem melhor? Sim, se sentem. Eu sei que se sentem.
Patrick desceu do palco e caminhou lentamente até estar
perto da mesa em que Lisbon estava sentada, vendo que a cada passo que ele dava,
as bochechas da agente ficavam mais e mais avermelhadas, e então continuou:
- Já faz bastante
tempo que eu perdi duas pessoas que eu amava, mas eu fui presenteado mais uma
vez com uma pessoa maravilhosa... A mais maravilhosa que eu já conheci na vida
– Patrick mantinha seus olhos fixos nos olhos da morena – Ela me ensinou muitas
coisas. E uma delas foi a valorizar a vida. E é por isso que hoje eu não posso
deixar de dizer o quanto você é importante para mim, Teresa Lisbon. Muito
obrigado por ter ficado do meu lado sempre, e por ter me apoiado, por mais
insano que a situação pudesse parecer. Eu sempre te valorizei muito como uma
amiga, e durante os últimos meses tenho te considerado como mais do que minha
melhor amiga, embora só tenhamos concretizado isso duas semanas atrás.
Patrick respirou fundo. Essa era a hora.
- E eu quero que você
seja a minha companheira por todos os anos seguintes da minha vida. Até o fim,
Teresa. Quero poder acordar e ver que você está ao meu lado, e quero ver que
você carrega em todos os lugares o símbolo que somos um do outro.
Ele então ajoelhou-se diante dela, e exibiu uma caixinha
preta com um anel brilhante dentro dela.
- Você quer se casar
comigo, Teresa?
Capítulo 4 - Só nós dois
Não se ouvia nenhum barulho dentro do restaurante. Todos
estavam com olhos e ouvidos atentos ao que a morena de olhos verdes responderia
para aquele inesperado pedido de casamento.
- Teresa? – Patrick
chamou-a, pois ela parecia estar em transe – Responda algo, por favor... –
pediu com a voz fraca
- Patrick, eu... Uau,
isso é... Isso é uma de suas brincadeiras?
- Eu nunca brincaria
com isso.
- Sim. Sim, eu quero
me casar com você! – Ouvindo essa exclamação, Patrick levantou-se a abraçou-a,
tirando-a do chão por alguns instantes para rodá-la no ar.
De dentro do restaurante puderam ser ouvidos aplausos e
assobios. Patrick se sentia o homem mais sortudo do mundo, afinal, essa era uma
nova chance para uma vida que ele sonhara muito em ter.
- Parabéns aos mais
novos noivos – começou o cantor desde o pequeno palco – E para comemorar,
senhoras e senhores, com vocês, More than Words.
Saying I love you
Is not the words I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say, but if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say that you love me
Cause I'd already know
Is not the words I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say, but if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say that you love me
Cause I'd already know
...
What would you do if my heart was torn
in two?
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you.
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you.
18 meses depois.
- Patrick Jane, você
aceita essa mulher como sua esposa? Para amá-la e respeitá-la, até que a morte
os separe?
- Aceito.
- E quanto a você,
Teresa Lisbon, aceita esse homem como seu marido, para amá-lo e resp-
- Aceito –
precipitou-se a morena
- Então, eu vos
declaro marido e mulher.
Van Pelt e Rigsby, Cho e sua namorada, Tommy e Annie
assistiam sorridentes à união dos dois, em uma pequena igreja, na cidade de
Chicago, onde eles a partir de agora morariam.
Antes que fosse pronunciada permissão para que os noivos se
beijassem, Patrick pegou sua – agora esposa – no colo e beijou-a rapidamente no
lábios, levando-a para fora da igreja, onde o Citroën azul bebê dele estava
estacionado.
Os seis convidados os seguiram até o lado de fora e se
despediram com acenos, enquanto viam o casal se afastar e ouviam o barulho que
as latas de metal presas ao carro com barbantes faziam em seu impacto com a
estrada.
- Agora somos só nós
dois, senhora Teresa Lisbon Jane.
- Só nós dois,
senhora Patrick Lisbon Jane – ambos sorriram um para o outro – Para sempre!
- Para sempre.
Capítulo 5 - Agora sou "ex"
“Querido Patrick,
Espero que você possa se lembrar de mim. Kristina Frey, ex vidente
agora.
Isso mesmo, “ex”. Você me abriu os olhos.
Depois que Red John morreu, eu procurei saber de você, e então a Agente
Van Pelt me contou que você se casou com Teresa Lisbon. Espero que esteja
feliz.
O jeito como você se libertou do seu passado me fez pensar em muitas
coisas, como ir em busca da minha real felicidade.
Eu gostaria de poder te agradecer pessoalmente em um jantar naquele
restaurante que fomos em nosso primeiro encontro.
Isso é... Se sua esposa não for muito ciumenta.
Me deixe saber o que decidir.
Com amor,
Kristina Frye”
Patrick Jane terminou de ler a pequena carta, e então voltou
seu olhar para sua esposa, dormindo ao seu lado. Com certeza as intenções de
Kristina não eram tão “puras” quanto ela tentou expressar na carta e a frase
“se sua esposa não for muito ciumenta” provava isso.
Dobrou a carta de novo e a colocou de volta no envelope e
deixou em cima do criado mudo, voltando-se para deitar e abraçar Teresa.
- Patrick? – ela
murmurou em seu sono
- Volte a dormir,
amor.
- O que estava
fazendo? Eu lembro de ter visto você sair da cama...
- Fui ao banheiro.
Depois aproveitei para ver se tinha chegado carta.
- Algo de
interessante? – perguntou abrindo os olhos
- Interessante não...
Mas estranho sim
- O que foi?
- Se lembra da
Kristina Frye? – Teresa assentiu – Ela me mandou uma carta dizendo que depois
que Red John morreu, ela repensou algumas coisas na vida dela e, por isso, ela
não é mais vidente.
- Hum... Você tem
razão. É estranho.
- E tem mais... Ela
quer jantar comigo, para me agradecer.
- Ah... Isso é muito
estranho. Muito. Você vai?
- Ainda não sei.
Estava pensando em levar você...
- Mas ela vai ficar
pensando que sou ciumenta.
- Você é ciumenta! –
debochou Patrick
- Sim, mas ninguém
precisa saber.
- Deixa comigo – o
loiro sorriu – Vou levar você sem fazer você se parecer muito com a minha
princesinha raivosa, ciumenta e possessiva – Teresa o abraçou e encostou a
cabeça no peito de seu marido, voltando para o mundo dos sonhos.
..........
“Querida Kristina,
Fico feliz em saber de sua mudança, de verdade.
Adoraria jantar com você, embora você não tenha nada o que me
agradecer. Quem me mudou e me ajudou a superar minhas dificuldades foram Van
Pelt, Rigsby, Cho e, principalmente, Teresa.
Por isso quero convidar você para uma festa que eu e Teresa estamos
preparando para o sábado que vem com nossos colegas da CBI.
Espero ver você aqui.
Até breve,
Patrick Jane”
Capítulo 6 - Pra valer
Sábado
não demorou a chegar, e por mais que Kristina não tivesse muito contente com o
convite, pois queria um jantar a sós com Patrick, ela colocou um vestido
vermelho chamativo, uma maquiagem leve na região dos olhos, contrastando com o
vermelho forte em sua boca, e então pegou uma garrafa de vinho cara que ela
havia comprado para dar de presente e se colocou a caminho da casa do loiro.
Chegando
lá, bateu a porta esperando que fosse o próprio Patrick que abrisse a porta.
Porém
ao encontrar Teresa em um vestido branco, maquiagem suave pelo rosto e uma
sandália de salto, decepcionou-se.
- Kristina! – Teresa sorriu – que bom que você
veio...
- Teresa, quanto tempo! – ela tentou ser
gentil
- Entre... – as duas moças entraram e,
aproveitando-se que Teresa estava agora de costas, Kristina olhou-a de cima a
baixo.
Droga!
Teresa estava mais bonita do que ela.
Mas
ela não desistiria de tentar conquistar Patrick para si.
Cumprimentou
a todos normalmente com um beijo no rosto, porém quando ela se aproximou de
Jane, abraçou-o com força por longos segundos.
- Chefe, foi a senhora que fez esses
biscoitinhos? – perguntou Rigsby de boca cheia, quebrando o silêncio que se
instaurara na sala.
- Wayne, aqui na minha casa eu não sou sua
chefe. E por favor, não me chame de senhora! – brincou – Mas respondendo a sua
pergunta: Sim, fui eu quem fiz esses biscoitinhos.
- Estão deliciosos! – Grace riu. Ela não podia
evitar pensar o quanto Rigsby se parecia com uma criança as vezes.
Patrick
quase que forçou o apartar-se do abraço de Kristina, e logo anunciou que
pegaria taças para o vinho que ela trazia, saindo rapidamente da sala.
Quando
a mesa do jantar estava posta, todos sentaram-se e deliciaram-se com as
gostosuras que Patrick e Teresa haviam encomendado de um restaurante tailandês.
Assim
que todos acabaram de comer, Patrick levantou-se, chamando a atenção de todos
para o discurso que estava por vir.
- Em primeiro lugar eu quero agradecer por
todos estarem aqui hoje, é realmente muito importante para mim e para Teresa.
- Não tem que agradecer, Jane – comentou Van
Pelt – Mas você ainda não nos contou o motivo dessa “festa”
- Bem, para falar a verdade temos dois
motivos. Querida – Patrick olhou para Teresa – você quer começar?
- Está bem. Eu consegui uma vaga de diretoria
na agência de investigação de homicídios de Chicago.
- Parabéns, chefe!
- Obrigada, Rigs... Mas já disse que não sou
mais sua chefe.
Todos
abraçaram-se, comemorando e parabenizando a conquista de Teresa, até que
Kristina interrompeu-os:
- Mas e o segundo motivo da festa? – ela
indagou – Não vai me dizer que Teresa está grávida... – a morena ficou
envergonhada com o comentário de Kristina.
Ela
e Patrick ainda não haviam conversado sobre terem filhos, afinal fazia apenas
um ano e meio que Jane havia se “libertado” de Red John.
- Bem, não é isso... – ela começou ainda
tímida – Hoje nós fazemos um mês de casamento – anunciou alegre.
- Parabéns Ch- Teresa – disse Rigsby e os
outros todos concordaram.
.........
Kristina
foi a última a se despedir e ir embora, notando que o clima entre o casal
estava denso e logo em seguida, Teresa anunciou que estava cansada e que
precisava de um banho e sem esperar por uma concordância de seu marido,
trancou-se no banheiro pensando nos últimos acontecimentos e em como evita-los
em uma conversa.
- Teresa? – Patrick bateu a porta, tirando-a
de seus devaneios – Abre a porta para mim, por favor?
- Se precisa usar o banheiro, pode ir lá
embaixo...
- Não preciso usar o banheiro. Quero falar com
você.
- Estou ouvindo
- Por favor, abra a porta... – ele pediu
docemente, e Teresa atendeu seu pedido
- Diga...
- Eu sei que você ficou se sentindo mal por
causa do que Kristina falou – ele olhava-a diretamente nos olhos
- Não fiquei chateada, Patrick...
- Ah, Teresa! Vai mesmo tentar mentir para
mim? – a morena pensou em algo para revidar e continuar negando que aquele
assunto havia deixado ela abalada mas, quando nada veio a sua mente, desistiu
- Desculpa. É só que...
- Você pensa que eu não quero mais ter filhos
– Teresa assentiu envergonhada – Eu entendo você. Mas não concordo com você se
trancar no banheiro ao invés de conversar comigo.
- Desculpe... – ela pediu com as bochechas
coradas
- Agora, vem cá – ele a puxou para o quarto e
ambos sentaram-se na cama de casal – O que está acontecendo? Por que ficou
triste?
- Bem... Nunca conversamos sobre ter filhos,
mas eu tenho pensado bastante sobre isso nos últimos dias e, eu sei que ainda é
cedo porque só faz um mês que nos casamos, mas...
- A ideia de ter um bebê é incrível – ele
completou a frase dela
- O que você pensa sobre isso?
- Eu também quero ter um bebê. Talvez não
agora... Ou melhor, daqui a nove meses. Mas eu quero ter filhos com você. Quem
sabe em um ano ou dois...
- Um ano ou dois? Por quê?
- Uma criança muda tudo na nossa rotina e eu
quero aproveitar esse tempo para ter você só para mim – Teresa sorriu e
abraçou-o – Promete para mim que da próxima vez que você ficar chateada com
alguma coisa, você vai conversar comigo ao invés de se trancar em qualquer
lugar?
- Prometo – ela disse e o beijou – Você
promete também?
- Nem precisava perguntar! Quando eu disse
“sim” naquele altar, um mês atrás, era “sim” para valer.
Capítulo 7 - Investidas
Kristina continuou suas investidas para tentar conquistar
Patrick.
Cada hora era uma coisa diferente: ou ela fingia ter
quebrado o carro as dez e meia da noite em alguma rua próximo à casa dele, ou
ela o encontrava coincidentemente na rua e o convidava para tomar um chá...
Até esse ponto, tudo bem, mas a última jogada dela, fez
Teresa enfurecer-se.
- Patrick? – ela
chamou-o quando chegou em casa, ouvindo barulho de risos provenientes da
cozinha
- Aqui na cozinha,
amor – ele gritou de volta
Ela foi até a cozinha e encontrou Patrick e Kristina rindo
enquanto bebiam uma taça de vinho.
- Kristina? – ela
disse espantada – O que está fazendo aqui? Quero dizer... Está tudo bem?
- Está tudo bem. Só
pensei que seria legal aproveitar essa bela noite com os amigos...
- Ah, sim... Que
ótimo! – Teresa fingiu um sorriso – Bem, se me dão licença, eu vou tomar um
banho e vou deitar depois. O dia foi uma loucura...
- Boa noite, querida
– disse Kristina
- Boa noite, amor –
despediu-se Patrick
- Boa noite.
Indignada com a audácia de Kristina, Teresa mal aproveitou o
banho para relaxar.
Dentro de poucos minutos, ela já estava vestida para dormir,
mas o som das risadas no andar de baixo a impediam de pegar no sono.
- Patrick! – Teresa
chamou-o gritando e ele correu até o andar de cima para ver o que ela precisava
- Oi, amor... Está
tudo bem?
- Não, não está.
Amanhã eu preciso acordar cedo e não estou conseguindo dormir com vocês dois
rindo e falando lá embaixo.
- Oh, sim... Eu vou
reduzir o volume. Pode deixar – e ele saiu deixando-a ainda mais furiosa.
Uma hora e meia
depois, e o barulho já estava incomodando-a novamente. Ela até tentou tapar os
ouvidos com o travesseiro, depois com fones, mas nada adiantava.
Foi aí que ela ouviu a porta da sala abrir e fechar. Depois,
Patrick subiu as escadas, tentando não fazer barulho.
Abriu a porta do quarto delicadamente e caminhou lentamente
até o guarda-roupa.
- Eu ainda estou
acordada
- Ah... – assustou-se
Patrick – Oi, querida – ele caminhou até ela e depositou um beijo nas têmporas
dela – Vou tomar um banho e já venho deitar, está bem?
E conforme o que ele havia dito, depois de minutos ele
estava lá, pronto para dormir.
Patrick deitou-se e aproximou-se de sua esposa para abraça-la, mas ela o
rejeitou.
Confuso, ele tentou abraça-la mais uma vez, e novamente ela
o rejeitou.
- Teresa? O que está
acontecendo?
- Nada.
- E por que não deixa
eu te abraçar?
- Porque estou brava
com você.
- Mas o que eu fiz?
- Me atrapalhou a
dormir.
- Ah... Entendi. Está
com ciúme.
- Argh!
- Amor, eu só estava
sendo gentil com Kristina. Ela veio sem avisar e trouxe vinho, não tinha como
dizer não.
- Não é só isso,
Patrick – ela virou-se para ficar de frente para ele – Eu cheguei em casa, vim
para o quarto para dormir e você continuou lá com ela. Quando você deveria ter
subido e ficado comigo.
- Me desculpe, amor.
Eu não quis te magoar...
- Mas magoou – disse
ela com os olhos marejados
- Me desculpe – ele
pediu sinceramente e acariciou os cabelos dela – Por favor, me desculpe.
- Está bem – ela se
aconchegou nos braços de seu marido
- Eu te amo.
- Eu também. Mas
odeio quando você me faz ficar com ciúme.
- Prometo que vou
melhorar, está bem?
- Aham...
Capítulo 8 - Fora 1
No dia seguinte Teresa permanecia brava com Patrick e, por
mais que ele tentasse, nada a agradava.
Ele acordou, preparou o café da manhã que ela mais gostava e
levou café na cama para ela.
- Bom dia – ele disse
suavemente, acordando-a
- Hum... – grunhiu ela
- Acorde, bela
adormecida.
- Que horas são? –
ela perguntou ainda sonolenta
- Quase sete.
- Ai, droga! – Teresa
reclamou e saiu depressa da cama – Preciso estar cedo no... Escritório.
- Hey, espere –
Patrick pediu docemente – Eu fiz seu café da manhã preferido – ele mostrou a
bandeja com uma xícara de café preto, ovos mexidos com bacon e um bolinho de
chocolate.
- Ah... Eu estou com
muita pressa. E também não estou com apetite.
- Huh... Não quer nem
o café?
- Deixe aí em cima
que eu já tomo. Preciso tomar banho – ela disse e logo entrou no banheiro e
fechou a porta.
Quando ela saiu do banho, tomou apenas um gole de café e
saiu correndo de casa, alegando que estava atrasada.
Depois ele foi fazer uma surpresa para ela no trabalho dela,
e a convidou para almoçar em seu restaurante preferido.
Ela acabou aceitando, mas fez questão de deixar claro que
era por causa da comida, e que ele pagaria por isso.
Já no restaurante, logo após pedirem, Patrick tentou iniciar
um assunto, mas não obteve sucesso em nenhuma de suas tentativas porque Teresa
parecia estar muito mais interessada no joguinho em seu celular.
- Está bem, Teresa –
ele tirou das mãos dela o celular
- Hey! Eu estava
quase batendo meu recorde – protestou e depois de ver que ele não devolveria o
celular, ela cruzou os braços irritada
- Olha, eu estou
tentando de tudo pra gente se acertar, mas parece que você não quer.
- Não é questão de
querer, Patrick. Ontem a noite eu também queria que você estivesse comigo, mas
você estava com aquela mulherzinha inconveniente.
- Eu já pedi
desculpas...
- Mas eu ainda est-
- Patrick, Teresa! –
exclamou Kristina – Que coincidência, não é mesmo? – Teresa não respondeu,
aliás, nem sequer olhou para Kristina – Muito bom encontrar vocês aqui. Que tal
almoçarmos juntos?
- Na verdade,
Kristina, não podemos almoçar juntos – respondeu Patrick – Hoje vamos almoçar
somente eu e minha esposa.
- Oh... Tudo bem
então. Vocês tem certeza?
- Sim, temos sim.
Obrigado
- Está bem então. Vou
almoçar sozinha.
- Aproveite a comida!
Teresa escondia um sorriso, e Patrick percebeu isso.
- E então... Onde
estávamos?
- Você é um grande
filho da mãe, sabia?
- Por quê?
- Acha mesmo que eu
vou conseguir continuar com raiva de você agora?
- Uh... Então
acertei?
- Em cheio. Obrigada.
- Não precisa
agradecer. Eu amo você.
- Eu também amo você.
- E agora, mudou de
ideia sobre isso ser um almoço apenas pela comida?
- Talvez... – ela
brincou
- Mesmo? E se eu te
dissesse que tem uma mousse de chocolate te esperando em casa?
- Ah... Eu não vou
ter tempo de voltar para casa. Você leva lá no escritório para mim? – ela fez
um beicinho
- Então estou
perdoado?
- Vai depender se sua
mousse estiver gostosa.
- Então prepare-se
para a melhor mousse que você já comeu na sua vida.
Capítulo 9 - Fora 2
Patrick preparou-se para levar a mousse no escritório de
Lisbon, e em seu caminho, passou em uma floricultura e depois em uma cafeteria.
Isso sem dúvida a surpreenderia.
No meio do caminho, Patrick encontrou novamente o motivo de
sua discussão com sua esposa.
- Patrick! – exclamou
Kristina – Uau... Comprando flores.
- Sim. Para minha
mulher.
- Ela é uma mulher
muito sortuda.
- Não. Eu é que sou o
sortudo – Patrick sorriu, mas não queria que isso continuasse, portanto
prosseguiu – O que está fazendo aqui, Kristina?
- Ah, nada... Só vim
passear.
- Passear?
- Sim.
- Olha, Kristina, eu
sei o que você está tentando fazer. Me colocando contra Teresa, aparecendo em
horas inconvenientes na minha casa, ou no restaurante que estamos almoçando... Sei
o que você quer com tudo isso.
- Não sei do que está
falando... Foi realmente uma coincidência hoje d-
- Ah, por favor,
Kristina! Acha que sou cego? – interrompeu ele – Mas, eu não permitirei que
você se ponha entre mim e Teresa. Eu amo a minha mulher, e nunca vou me separar
dela, entendeu?
- Bem... – ela
abaixou a cabeça por alguns instantes, envergonhada – Mal gosto não se discute,
não é mesmo?
- Adeus, Kristina.
***
Lisbon ocupava o segundo maior cargo na agência de
homicídios de Chicago, logo não era difícil que seu marido entrasse no prédio e
a esperasse na sala dela.
“Está em reunião” foi tudo o que lhe disseram.
Quinze minutos depois, ela voltou para sua sala, e
surpreendeu-se ao ver um buquê de três dúzias de rosas vermelhas no centro do
sua mesa.
- Uau!
- Surpresa – disse
Patrick assustando-a de novo, pois ela ainda não tinha notado sua presença
- Patrick... O que
significa tudo isso?
- Significa que eu te
amo. E – ele revelou um pote com a mousse de chocolate – que quero ser
perdoado.
- Hum... Que delícia!
– ela pegou a mousse e começou a comer – Está perdoado.
- Bom saber. Não
mereço um beijo?
- Ainda não. Deixa eu
acabar de comer, aí eu penso no seu caso.
Patrick esperou pacientemente que ela acabasse de comer, e
então pediu novamente o beijo.
- Estou pensando
ainda...
- Ah, é? Então acho
que vou te convencer de uma outra forma... Que tal um café para acompanhar.
Antes que Patrick pudesse continuar argumentando sobre o
assunto, Teresa pressionou a boca dela sobre a dele, calando-o, e iniciando um
beijo doce e terno.
- Você. Está.
Perdoado – ela pontuou com beijos
- Isso é porque você
nem sabe o que foi que eu fiz antes de vir pra cá...
- O que fez?
- Kristina fingiu
mais uma daquelas “coincidências”. Me encontrou na floricultura, então eu disse
para ela parar, porque eu sabia o que ela estava tentando fazer. E disse que eu
amo você, e que nada vai mudar isso.
Teresa o beijou novamente, demorando um pouco mais desta vez.
- Vamos.
- Vamos? Para onde? E
seu trabalho?
- Vamos para casa, eu
vou tirar o resto do dia folga.
- E você pode fazer
isso?
- Uma vez ou outra...
E também já faz dois dias que não pegamos nenhum caso. Não tem nada para fazer
aqui.
- Teresa Lisbon,
saindo mais cedo do trabalho... – debochou Patrick
- Se continuar
fazendo piada eu vou mudar de ideia – ameaçou Teresa
- Então vamos. Agora.
Rápido.
...........
Eles passaram a tarde inteira sem fazer absolutamente nada.
Teresa estava apreensiva, Patrick pôde ver. Ele tentou
contornar possíveis assuntos para descobrir o que lhe incomodava, mas não
conseguiu encontra-lo.
- Teresa, o que está
acontecendo? – ele perguntou finalmente
- Nada... Por que a
pergunta?
- Você está estranha.
- Como assim
“estranha”?
- Primeiro você tira
a tarde de folga, depois parece que você nem está aproveitando nossa tarde
juntos. O que está acontecendo?
- E-Eu... Eu – gaguejou
ela
- Por favor, me diga
o que está acontecendo. Por favor! – implorou
- Eu fui no médico
hoje de manhã.
- Médico? –
assustou-se ele
- Calma. Fica calmo,
está bem? – ele assentiu – Eu fui para fazer exames de rotina, e... E ele
comentou que... Se eu quisesse ter filhos, teria de ser logo. Sabe?! Já não sou
tão jovem e...
- E você está
preocupada porque eu disse que não queria ter um filho agora – Teresa assentiu
timidamente
- O que você acha
sobre... Termos um filho agora, ao invés de daqui um ou dois anos?
- Eu... Eu não vou
mentir para você. Eu não sei. A ideia de ter um filho ou filha é incrível para
mim. Principalmente sabendo que ele pode nascer com os olhos iguais aos seus –
ele acariciou o rosto dela enquanto falava – ou com esses cabelos lindos... Mas
eu realmente não sei como eu reagiria se acontecesse de verdade, você entende?
- Entendo.
- Mas podíamos fazer
um teste...
- Patrick... Não tem
como fazer um teste de ficar ou não grávida.
- Não, não é isso.
Podíamos frequentar aqueles grupos para pais de primeira viagem, sabe?!
- M-Mas... Tudo bem
para você?
- Sim, eu acho que ia
ser bom para nós dois. Por você tudo bem?
- Sim. Eu ia amar.
- Ótimo! Eu vou
pesquisar onde tem algum perto de nós e ver quando podemos começar.
- Eu te amo, sabia?!
- Eu também te amo.
Te amo muito.
Capítulo 10 - Filhos
- Mamãe, olha! – gritou um menino,
aparentemente em seus sete anos de vida, cabelos castanho claros e olhos verdes
– Tem uma joaninha andando no meu dedo!
- Sim, estou vendo... – dizia docemente Teresa
– Por que não põe ela em alguma planta?
- Vou colocar
- Mãe, a gente pode ter um cachorro? –
perguntou uma menina, devia ter uns cinco anos, tinha cabelos muito loiros e
cacheados, de olhos azuis claríssimos
- Hm... Não sei, querida. Precisamos perguntar
para o papai – respondeu
- Opa, ouvi alguém dizer “papai” – anunciou
Jane ao entrar pelo portão da casa
- Papai! – as crianças correram para abraça-lo
- Papai, hoje uma joaninha andou no meu dedo –
disse o mais velho
- Papai, quando vamos ter um cachorro? –
perguntou a garota
- Depois que sua irmãzinha nascer, eu e a
mamãe pensamos nisso, está bem? – respondeu e as crianças assentiram e voltaram
correndo para suas brincadeiras
- Olá – ele dizia sorrindo sedutoramente
enquanto caminhava em direção de Teresa – Como foi o dia da mulher mais linda
desse mundo?
- Oi, amor... Meu dia foi bom, mas ainda
acordei um pouco enjoada – ela acariciou a barriga volumosa antes de prosseguir
– esta daqui está dando mais trabalho que os irmãos – ambos riram.
Patrick se aproximou
da mulher, sentou-se do lado de onde ela estava e gentilmente acariciou e
beijou a barriga dela.
- Hey, mocinha... Nada de dar enjoos para a
mamãe, hein? Acredite... Falta bem pouquinho para você nascer – ele dizia para
a bebê dentro da barriga de sua esposa
- Patrick... Precisamos escolher um nome para
ela.
- Teresa. Não se preocupe, querida...
- Mas eu não estou me preocupando.
- Teresa. Teresa.
- Por que você está repetindo meu nome?
- Teresa! Teresa...
...
- Teresa, acorda...
- Ahn? O que?
- Amor, você estava
falando enquanto dormia – esclareceu Patrick
- Ah! E o que eu
falei?
- Algumas coisas sem
sentido... Primeiro sobre uma joaninha, depois sobre ter cachorros e então você
dizia que precisava de um nome.
- Ah, sim... – ela
lembrou-se do sonho e um sorriso brotou em seus lábios instantaneamente – Eu
estava sonhando que tínhamos dois filhos e eu estava grávida do terceiro –
explicou ela – o primeiro disse que tinha uma joaninha andando no dedo dele, a
outra, uma menininha, disse que queria ter um cachorro e nós ainda não tínhamos
escolhido o nome do terceiro.
- Ah! Entendi...
- Desculpe, não
queria ter te acordado – disse ela, voltando a deitar-se
- Eu é que devo pedir
desculpas. Você estava tendo um sonho legal e eu te acordei...
- Está tudo bem, não
tem problema. Vamos voltar a dormir? Estou morta de sono.
- Claro, claro. Vem
aqui – ele puxou-a contra si, fazendo com que ela repousasse sua cabeça no
peito dele, enquanto era embalada em um abraço
..........
No dia seguinte, sábado, Patrick e Teresa haviam marcado uma
primeira aula em uma “escola” para pais de primeira viagem. Acordaram cedo e
logo já estavam a caminho do local.
- Bom dia para todo
mundo – começou a instrutora de cabelos ruivos e bem cuidados – eu sou a Karen
e vou ser a professora de vocês durante os próximos meses. Vamos começar hoje
nos apresentando uns para os outros, está bem? – todos os casais presentes
assentiram – Por que não começam? – ela se dirigiu a Teresa e Patrick
- Ahn... Está bem –
começou Teresa insegura – Olá, meu nome é Teresa Lisbon, este é meu marido,
Patrick Jane e nós... Nós...
- Nós estamos
planejando ter um filho em breve – completou Patrick quando viu que Teresa não
sabia mais o que dizer
- Ótimo, ótimo! –
exclamou Karen – Estão casados há quanto tempo?
- Quase dois meses –
respondeu Teresa tímida
- É que já nos
conhecemos faz bastante tempo – esclareceu Patrick – Cerca de sete anos já.
- Entendo... Vocês
trabalham em quê? – perguntou
- Eu sou uma diretora
geral do departamento de crimes graves da Agência de Investigação de Chicago e
o Patrick trabalha como meu consultor, às vezes.
- Nos dias que não
trabalho, cuido da casa.
- Como vocês se
conheceram? – por mais que Teresa estivesse amando tudo aquilo, a instrutora
sempre fazia perguntas muito complicadas de serem respondidas
- No trabalho –
adiantou-se Patrick – Quando ainda morávamos na Califórnia. Foi lá que nos
conhecemos. Trabalhamos juntos por muito tempo, mas só há um ano meio atrás é
que eu consegui declarar meu amor por ela – ele olhou carinhosamente para a
esposa
- Awn – grunhiram
algumas mulheres. Percebendo que eles não queriam se abrir muito, Karen passou
logo para o casal ao lado que contava animadamente sua história
Patrick não largou da mão de Teresa por nenhum segundo. Não
apenas para mostrar para ela que ele estava ali, e não a deixaria sozinha. Mas
também para ser protegido dos medos e pensamentos negativos que rondavam sua
cabeça naquela manhã de sábado.
..........
Naquela noite, nem Patrick nem Teresa conseguiam pregar o
olho, embora nenhum dos dois soubesse exatamente o porquê.
- Teresa? – sussurrou
Patrick – Está acordada?
- Estou... Está tudo
bem?
- Não – confessou –
Estou com medo.
- Medo de quê?
- Medo de termos um
bebê.
- Por quê?
- E se eu não for um
bom pai? E se eu fizer alguma coisa errada? E se eu magoar você? E se eu magoar
nosso bebê? E se vocês acabarem machucados, ou... pior, por minha culpa?
- Patrick, eu também
estou com medo. Mas eu sei que nós dois vamos aprender a sermos uma mãe e um
bom pai na prática. Não existe outro jeito. E outra coisa, você não foi culpado
pelo o que aconteceu com sua esposa e filha. Red John foi. E agora ele está
morto – ela dizia tudo com o mesmo tom calmo, o que fazia com que Patrick, pela
primeira vez, deixasse seus medos de lado – E além do mais, você nem trabalha
como consultor o tempo todo. E quando trabalha, você só nos ajuda nos
interrogatórios. Nós vamos fazer isso dar certo. Juntos.
- Você está certa...
– ele comentou – Prometa para mim que se me vir fazendo algo de errado com
você, nosso filho ou filha, você vai falar comigo, me fazer voltar ao meu juízo
normal, por favor!
- Sem dúvida. Se você
algum dia fizer algo ruim para nós, eu vou usar minha técnica para arrancar a
verdade dos suspeitos – ela disse meio séria, meio em tom de brincadeira
- Ameaça recebida com
sucesso – brincou ele
- Acho bom mesmo –
ela riu
Capítulo 11 - Menininha má
Dois meses se passaram e Patrick e Teresa continuaram a
frequentar as aulas. Haviam dias que as aulas pareciam intermináveis e
inexplicavelmente difíceis. Outras eram mais fáceis e quando eles nem
imaginavam, já era a hora de ir embora.
Naquele sábado, a aula teria de esperar, pois eles receberam
um telefonema do escritório informando-os de que eles tinham um caso importante
que os dois haviam sido convocados para trabalhar.
- Mary Lauren, 6
anos, acabou de perder o pai, que foi assassinado pela mãe. Ela conseguiu se
esconder e ligar para a polícia. O pai chama Victor e a mãe Georgina – disse
Martin, um dos colegas de trabalho de Lisbon
- Encontraram a mãe?
– Patrick perguntou
- Não. Quando ela
ouviu as sirenes, fugiu.
- E você sabe disso
como? – indagou Lisbon
- Mary contou que viu
a mãe fugindo.
Patrick deixou Lisbon e seu subordinado conversando e se
dirigiu até a menina que estava envolta em um cobertor, com uma expressão
assustada em seu rosto.
A menina era loira e seus cabelos eram completamente encaracolados.
Seu rosto estava arranhado e levemente roxo em uma das bochechas.
- Olá – Patrick disse
– Meu nome é Patrick Jane – ele estendeu a mão – Qual é o seu?
- Mary Lauren –
respondeu a garota apreensiva, olhando com dúvida para a mãe estendida de
Patrick
- Eu estou com a
polícia, está tudo bem – ainda estando um pouco contrariada, Mary aceitou e
juntou sua mão com a dele
- Você quer fazer
perguntas, não é?
- Sim. Você se
importa?
- Estou com medo –
confessou a menina – O que vai acontecer agora?
- Bem, isso vai
depender... O que aconteceu? – a menina chacoalhou a cabeça negativamente –
Está bem, não quer contar. Não tem problema... – Patrick permaneceu alguns
minutos em silêncio e então gesticulou com a mão para que a menina se
aproximasse dele – Posso te contar um segredo? – a menina assentiu, animada –
Está vendo aquele homem de terno ali? – ele apontou para Martin – Ele vai
tropeçar naquela pedra dentro de dez segundos.
- Impossível!
- Cinco, quatro,
três, dois – e então, Martin correu para falar com alguém e então tropeçou na
pedra, caindo no chão em seguida – Não disse?
- Como você sabia?
- Ah! Foi um truque.
- Você é mágico? –
perguntou a menina com os olhos brilhando
- Bem... Eu sei um
truque ou outro...
- Me mostra, me
mostra!
Jane então fez o truque da moeda e ensinou a menina a
fazê-lo também.
- Uau! – exclamou
Mary
- Gostou?
- Sim... Posso te
contar um segredo?
- Pode – Patrick
chegou-se mais perto dela, mas ela pediu para que ele chegasse ainda mais perto
– O que é?
A menina pediu ainda para que ele se aproximasse mais, e
quando ele assim fez, ela retirou de dentro da coberta que a envolvia, uma faca
afiada e então lançou-a contra Patrick.
- Aaaah! – Patrick
gritou de dor quando sentiu que a faca cortara seu terno de três peças e parte
de sua barriga
Lisbon e os outros voltaram os olhares para Patrick e ao
perceberem a situação, Teresa correu em direção a seu marido enquanto alguns
outros do time tentavam pegar a menina que escapara quando pôde.
- Patrick, bebê –
Teresa tirou o casaco que vestia e pressionou o local ferido para que não
sangrasse mais – A ambulância já vai chegar, está bem?
- Tu-udo bem... Acho
que resolvemos o... caso – ele sussurrou – A menina era... Ah!
- Shhh... Está tudo
bem, não fale nada...
- Não, eu... Preciso
dizer...
- Patrick...
- Shh... Deixa eu...
continuar... Eu acho que... Acho que você... – nesse instante a ambulância
chegou e logo Patrick foi colocado em uma maca e dentro de poucos minutos eles
estavam a caminho do hospital que ficava a cinco minutos dali.
Teresa orava baixinho, pedindo a Deus pela vida de seu
marido. Ele não podia morrer, logo agora que eles tinham tantos planos para a
vida deles.
- Te-Teresa – ele
disse fraco – Teresa...
- Shh, a gente já
está chegando no hospital.
- Eu t-te am-mo. Eu
ac-cho que você está... Está grávi-vida – gaguejou
Teresa não perguntou nada, achou que ele estivesse delirando
com os remédios que lhe foram aplicados.
- Senhora, nós
conseguimos conter o sangramento, mas ele ainda vai precisar de uma cirurgia
quando chegar no hospital – anunciou o enfermeiro
- Ótimo, ótimo.
Eles chegaram no hospital e Jane foi encaminhado para a
cirurgia, para fechar o ferimento.
Uma hora de ansiedade depois para Lisbon, que havia ficado
na sala de espera, o médico veio para informa-la sobre o situação de seu
marido.
- Família do senhor
Jane?
- Aqui! – respondeu
prontamente – Sou a esposa dele
- Senhora Jane, seu
marido está bem – Lisbon soltou um suspiro, alviada – o corte foi superficial,
não atingiu nenhuma veia importante ou órgão. O sangramento foi contido já na
ambulância e agora nós fechamos o ferimento. Ele terá que descansar nas
próximas três semanas, no mínimo.
- Eu posso vê-lo?
- Pode sim, a
enfermeira te acompanhará até lá – ele ordenou a uma enfermeira que levasse
Lisbon até o quarto de seu marido.
Quando ela abriu a porta, pôde ver os olhos atentos de
Patrick, apesar do aparente cansaço.
- Teresa! – exclamou
ele
- Patrick – ela
correu para o lado dele e beijou-o nos lábios delicadamente – Me assustou...
Não faça mais isso!
- Não vou. Essa
promessa eu pretendo cumprir para sempre – ele brincou. Teresa adorava quando,
nas situações mais estranhas, ele a fazia rir
- Como está se
sentindo?
- Bem... Ainda está
doendo. E meu ego está ferido.
- Ego ferido? Só
porque uma menininha conseguiu te enganar?
- Pois é... Uma
menininha muito má e esperta... Mas, sabe? Por outro lado foi bom. Eu fico
imaginando o que teria acontecido se fosse você no meu lugar.
- Bem, então seria eu
nessa cama e você segurando a minha mão.
- Sim, mas aí não
teríamos mais nosso bebê.
- Patrick. Você deve
estar sob efeito dos remédios ainda.
- Não, Teresa. Estou
completamente lúcido. Você tem comido mais do que o normal, sobretudo chocolate
com fruta. Ontem eu vi você comer tomate com chocolate e foi a combinação mais
esdruxula que eu já vi na vida!
- Isso não significa
nada...
- Claro que
significa. Gravidas tem umas vontade estranhas. Além dos seus peitos estarem um
pouco maiores e de você estar engordando mais a cada dia.
- Bem, com o tanto de
chocolate que eu tenho comido, é normal...
- Teresa. Não tente
se enganar... Você está grávida. Vamos ter um bebê.
- Não é possível, eu
tenho tomado anticoncepcional certinho-
- Bem, eu troquei
seus remédios por placebo, ou seja, não tomou as pílulas... – revelou Patrick
- Mas eu achei que...
Achei que você estivesse com medo de...
- Estava – corrigiu-a
– Depois que começaram as aulas eu comecei a ir em uma psicóloga quando eu não
estava no trabalho e descobri que meu maior medo, na verdade, era não dar a
atenção necessária para o bebê, ou para você. Não tinha medo de que acabassem
machucados. Tinha medo de... De me tornar como eu era quando ainda fingia ser
vidente. Eu só não conseguia te contar... Estava com vergonha... Por isso o
placebo. Eu sabia que se você estivesse grávida, eu teria coragem de te contar.
- Uau, isto é...
Muita informação de uma vez só.
- Eu sei. Desculpa
por não ter te contado sobre a psicóloga antes.
- Tudo bem, eu
entendo... Mas sobre aquela outra coisa...
- Faça um exame – ele
disse sorrindo – Mas eu já tenho certeza do resultado. Estou tão feliz com isso
– ele a puxou para um beijo na boca – Eu te amo, sabia disso?
- Eu também te amo –
ela passou a mão sobre o ventre – tomara que esteja certo...
Capítulo 12 - Desejos
Um mês depois...
- Patrick – chamou
Teresa – Patrick! Acorda!
- Ãhn? – perguntou
sonolento
- Patrick, levanta!
Preciso de você.
- O que aconteceu? –
preocupou-se
- Quero tomar sorvete.
- O que?
- Quero tomar
sorvete! – respondeu Teresa animada
- Teresa... São três
horas da manhã!
- Eu sei, mas estou
com vontade...
- Está bem. Eu vou
pegar sorvete para você – ele levantou-se devagar, ainda com muito sono
- Não, eu não quero
desse sabor que tem aqui em casa – reclamou – Quero sorvete de morango com
chantilly, calda de caramelo e amêndoas.
- Teresa, onde espera
encontrar isso as três da madrugada?
- Tem aquele lugar
que eu ia quando era criança, que eu te mostrei no outro dia – Patrick respirou
fundo
- Amor, isso fica do
outro lado da cidade. Aproximadamente uma hora daqui!
- Patrick! Eu quero!
– ela cruzou os braços, emburrada e depois de alguns segundos, algumas lágrimas
começaram a se formar em seus olhos – Você não quer me levar porque acha que eu
estou gorda, e agora você não gosta mais de mim...
- Teresa, não...
- E eu estou com
muita vontade, muita mesmo! Eu não tenho culpa... Eu juro que não tenho!
Teresa colocou o rosto entre suas mãos e desabou a chorar.
Patrick respirou fundo mais uma vez... Essa gravidez estava deixando-o louco!
- Teresa – ele
sentou-se do lado dela – Ei... Olhe pra mim – ele pediu e ela assim o fez –
Você sabe que eu te amo, não sabe?
- Eu sabia quando
ainda era magrinha...
- Isso não importa
pra mim. Eu te amo de qualquer jeito, está bem? – Patrick enxugou o rosto dela
com as mãos e ela concordou com a cabeça – Eu só estava com sono, por isso não
queria sair. Mas se você está com tanta vontade assim, nós vamos, ok? – ela
sorriu e o abraçou
- Obrigada Patrick.
Dentro de poucos minutos os dois já estavam dentro do carro,
indo para o tal lugar que Teresa frequentava quando criança.
Patrick colocou músicas bem agitadas para ajuda-lo a
permanecer acordado, e Teresa as cantava e ria, aproveitando a pequena viagem
como nunca.
..........
- Humm... Que
delícia! – Teresa dizia de boca cheia – Experimenta!
- Não, amor,
obrigado.
- Experimenta! Está
muito gostoso.
- E eu acredito em
você. Só não estou com apetite para sorvete – explicou-se Patrick
- Está bem então...
Você é quem está perdendo – ela colocou mais uma colherada cheia de sorvete na
boca.
Patrick começou a gargalhar com a visão que ele tinha de sua
esposa naquele momento.
- O que foi? Está
rindo de quê?
- Você... Está toda
lambuzada – ele manejou falar em meio aos risos
- Ha-ha-ha – ela
imitou uma risada – Muito engraçado. Pare de rir!
Porém Patrick não parou, aliás, justamente o contrário. A
cada colherada de sorvete ele ria mais e mais.
Irritada, Teresa pegou com a mão um pouco do chantilly e
então lambuzou o rosto de Patrick com isso.
Logo os dois estavam rindo enquanto tentavam se limpar com
guardanapos.
- Isso foi muito
injusto – reclamou Patrick terminando de tirar o chantilly de seu rosto
- Injusto? Injusto é
você ficar rindo de mim e eu nem poder me defender – brincou Teresa
..........
No caminho de volta, Patrick pôs as mesmas músicas de antes,
só que desta vez ele também cantou e riu junto a Teresa.
Enquanto eles passavam pela estrada, podiam assistir no
horizonte o sol nascer para mais um dia.
E foi assim, assistido a esse espetáculo da natureza, que
Teresa adormeceu e ao chegar em casa, fora levada nos braços de seu marido até
a cama.
- Obrigada pelo
sorvete, Patrick – ela murmurou sonolenta
- Por nada,
princesinha raivosa – ele sussurrou de volta.
Capítulo 13 - Princesa
Naquela mesma semana,
Patrick e Teresa receberam em sua casa os Rigsby’s, Cho e a noiva, Minelli e
Hightower para um almoço, afinal, os jantares sempre acabavam muito tarde, e
agora que Teresa estava grávida, precisava descansar bastante.
Se dependesse de Grace,
aquela pequena reunião seria um chá de bebê. A ruiva estava mais animada do que
os próprios pais da criança.
- Ah, Teresa, estou tão feliz por vocês dois –
dizia ela – Vocês já sabem o sexo do bebê?
- Na verdade... – Patrick interrompeu – Foi
para isso que chamamos vocês aqui – ele se aproximou de Teresa e passou um
braço atrás dela, abraçando-a.
Com um brilho nos olhos,
Teresa sorriu e anunciou:
- É uma menina!
Todos vieram e parabenizaram
o casal, abraçando-os e beijando a barriga de Teresa, embora tivesse coberta
pelo vestido verde escuro que ela usava.
- Sabe, Lisbon... – começou Minelli – Sempre
considerei você como a filha que eu nunca tive. Confesso que quando soube que
você e Jane tinham começado um relacionamento romântico, quis mata-lo! – todos
riram – Mas acho que eu estava errado. Vocês fazem muito bem um para o outro,
e, Patrick, você tem cuidado muito bem da minha pequena. Estou muito feliz
pelos dois – ele concluiu – Parabéns!
Teresa, sem conter as
lágrimas nos olhos, abraçou seu “pai”, forte, e terminou de despejar todas as
lágrimas sobre seu ombro.
- Eu também sempre te considerei como o pai
que eu nunca tive – ela disse, ainda envolta nos braços de Minelli
- Mas e então – disse ele, afastando-se do
abraço – Já decidiram o nome que vão dar a minha netinha?
- Bem... Temos algumas opções – respondeu Jane
- Se quiserem podemos ajudar – ofereceu
Hightower
- Ana, Victoria, Stephanie... – Lisbon começou
a listar
- Lou, Georgia e Rachel – completou Jane
- Georgia é um bom nome... – disse Rigsby
- Eu prefiro Lou – comentou Van Pelt
- Sem dúvida, Stephanie! – exclamou Minelli
- Rachel é um nome lindo – disse Hightower
- Ana – disse Cho – simples e bonito
- Victoria é tão fofo – disse, por fim,
Summer, a noiva do Cho
- Puxa, isso foi... De muita ajuda – ironizou
Lisbon
- Um voto para cada nome, e nós ainda estamos
na estaca zero – todos riram
- O jeito vai ser decidir quando ela nascer...
– disse Lisbon – Mal posso esperar.
- Nem eu – sussurrou Patrick
- Quanto tempo falta para a bebê nascer? –
perguntou Hightower
- 12 semanas.
............
12 semanas depois:
- Ah! – Teresa gritou – Patrick!
- Calma, amor... Já estamos chegando – ele
tentava acalmá-la enquanto dirigia o mais rápido que podia até o hospital –
Respira pelo nariz e solta pela boca, vai te deixar mais calma – e Teresa assim
o fez.
- Ufa... Passou.
- Isso é bom. O tempo das contrações ainda
está distante um do outro.
Chegaram no hospital e logo
foram levados até a sala de parto, embora tivessem que esperar até a hora certa
da bebê nascer.
A médica recomendou que
Teresa andasse um pouco até que as contrações ficassem mais próximas.
- Quer um donnuts? – Patrick perguntou e
Teresa assentiu.
- Não consigo acreditar que ainda não
escolhemos o nome da nossa filha – a morena comentou com a boca cheia
- Que tal escolhermos agora?
- Pode ser... Quais nomes você gosta?
- Eu gostei de todos, mas os meus favoritos
são Lou e Georgia – Lisbon começou a rir descontroladamente
- Não tem jeito! Vamos ter que esperar ela
nascer.
- Esses também são seus favoritos? – ela
assentiu – E se ela chamasse Georgia Lou?
- Ai, para! Que horror... Minha filha não vai
ter nome duplo. Principalmente não essa sua junção maluca – ambos riram – Ah! –
Teresa gemeu de dor colocando a mão sobre o ventre – Já está passando...
- Talvez seja melhor voltarmos para o quarto.
Já deve estar na hora.
- Aham... Vamos.
............
O parto havia sido um
sucesso. Patrick ficara do lado de Teresa o tempo todo, e não demorou muito até
terem sua pequena filha nos braços.
Teresa foi encaminhada para
um quarto, para descansar, enquanto Patrick babava na filha deles, através do
vidro, na maternidade.
De todas as crianças, ela
era a mais linda, e mais barulhenta também. Não havia parado de chorar um
instante sequer. E aquilo era como música para seus ouvidos.
- Patrick Jane? – chamou a médica
- Sou eu – ele respondeu
- Sua esposa acordou, ela quer ver o senhor.
- Ok. Qual é o número do quarto?
- 735.
- Posso levar nossa filha?
- Pode. Vou pedir para a enfermeira te ajudar.
............
A menina ainda chorava nos
braços de Patrick, mas ele a levava alegremente até o quarto da mãe.
- Oi mamãe, olha só quem veio te visitar –
disse a enfermeira que acompanhara Patrick.
Teresa sorriu como nunca.
- Vou deixa-los a sós...
- Oi amor – disse Patrick
- Oi – ela sussurrou e estendeu os braços para
pegar a filha no colo e depois Patrick a beijou.
Assim que a pequena sentiu o
calor da mãe, o choro cessou e o rosto da menina encheu-se com um sorriso. Os
olhos de Teresa imediatamente se encheram de lágrimas.
- Ela já reconhece a mãe – Patrick sussurrou –
ela é tão linda!
- Muito. Se parece com uma princesa.
- Sim. A Princesa Georgia ou a Princesa Lou.
- Acho que Lou combina com ela...
- Então vai ser isso? Lou Lisbon?
- Lou Jane
Lisbon – Teresa corrigiu-o
- Olá Princesa Lou Jane Lisbon – Patrick
beijou o topo da cabeça da menina – Seja bem vinda a família!
Capítulo 15 - Lou, Puff e mais dois
Depois no nascimento de Lou, Jane e Lisbon tentaram ter mais filhos, porém não obtiveram sucesso mesmo após sete anos.
Apesar do desgaste emocional que essa situação havia trazido, o casal permaneceu junto, apoiando um ao outro e participando ativamente do crescimento de sua filha.
– Sabe? – Patrick disse enquanto era ajudado por sua esposa a preparar o almoço – Não me leve a mal, mas acho que devíamos desistir...
– Concordo. Já fazem sete anos e até agora nada...
– E não é como se não tivéssemos outras opções também – ele completou – Podemos adotar...
– Exato.
– Mãe, pai! – Lou entrou na cozinha correndo – Olha só o que eu achei – a menina mostrou um cachorrinho entre as mãos.
– Lou, onde você encontrou? – Patrick perguntou
– Ele estava aqui na porta.
– Bem, temos que procurar o dono dele – Teresa disse
– Ah, mãe! Por que não podemos ficar com ele?
– Porque ele é de outra pessoa – ela explicou
– Exatamente. O dono dele deve estar preocupado – Patrick completou, acariciando a cabeça da menina
– Ah, mas eu queria ficar com ele – a menina resmungou – Não podemos ter um cachorro?
Patrick suspirou. Ela era tão teimosa quanto a mãe.
– Vamos pensar, está bem? – Patrick respondeu
– Está bem.
............
Pode até não parecer um assunto de grande importância, mas, adotar um cachorro era algo que, sem dúvida, mudaria a vida e a rotina da família Jane.
Semanas se passaram, mas nada do dono do cachorro aparecer.
Teresa tentou de tudo: cartazes espalhados na rua, postagens no facebook, instagram e todas as redes sociais que possuía, mas nada fez com que o dono entrasse em contato com eles.
Com o passar desse tempo, o cachorro, apelidado de Puff por Lou, começou a conquistar aos poucos os integrantes da família.
– Você acha que Lou vai ficar muito triste se o dono aparecer? – Teresa perguntou para Patrick, com a cabeça deitada em seu peito.
– Talvez... Essas semanas que o Puff passou aqui, agitaram ainda mais os desejos dela sobre ter um cachorro.
– É...
Ambos permaneceram em silêncio por alguns instantes, até que Teresa soluçou em seu choro, até então, quieto.
– Querida, está chorando? – Patrick levantou o rosto dela para poder olhar em seus olhos – O que houve?
– Eu não quero que nossa princesa fique triste
– Ela não vai! É forte igual a mãe.
– Não é um bom momento para você me dizer que sou forte – ela limpou algumas lágrimas
Ele riu levemente.
– Olha, se isso te magoa tanto, podemos parar de procurar os donos do Puff. Afinal, já esperamos semanas, e nada dele aparecer...
– Você tem certeza?
– Tenho sim. Eu também me apeguei muito ao cachorro – ele beijou-a na testa – Amanhã contamos para ela!
............
– É sério? - Lou perguntou agitada - Puff vai ficar com a gente?
– Vai sim - Teresa confirmou
– Ebaa! - a menina exclamou e saiu correndo para abraçar o cachorro
Os pais da garota assistiam a felicidade dela com o novo membro da família. Patrick virou-se para olhar para sua esposa, mas ela rapidamente desviou o olhar.
– São lágrimas que eu vejo aí, sra. Jane? - ela, então, voltou seu olhar para ele - Nossa, amor. Não achei que você ficaria tão contente em ter o Pluff com a gente…
– É sempre especial receber mais membros na família… E a emoção é sempre maior quando a gente sabe que mais dois ainda estão por vir.
Patrick congelou.
Será que ele estava entendendo direito?
– Dois? Você quer dizer que você…?
– Sim. Eu estou. São gêmeos - as lágrimas já corriam livres por seu rosto - Vamos ter dois bebês, Patrick!
Teresa se inclinou para frente para beijar seu marido, que, até então, estava imóvel, e depois o abraçou forte, ainda acariciando sua barriga com uma das mãos.
…………
8 meses depois
– Quando que meus irmãozinhos vão nascer mesmo?
– Daqui a duas semanas - Patrick respondeu, acariciando sua esposa, que estava com as costas encostadas no peito dele, enquanto eles descansavam no quintal
– Humm. Como eles vão chamar?
– Não sei. Ainda não decidimos - Teresa disse
– Posso escolher, por favorzinho?
– Bem, você pode nos ajudar a escolher, o que acha? - disse Patrick
– Está bem.
– Quais são suas ideias?
– Maria e Heitor - Teresa olhou para Patrick, incrédula
– Ela puxou o bom gosto do pai - disse Patrick
– Claro! Precisa ter muito bom gosto para ter casado comigo - Teresa brincou
– Ouviram crianças? - Patrick disse com as mãos na barriga de sua esposa - Vocês vão se chamar Maria e Heitor
– Acho que eles gostaram - disse Teresa - Põe a mão aqui - ela indicou sua barriga - eles não param de chutar!
Apesar do desgaste emocional que essa situação havia trazido, o casal permaneceu junto, apoiando um ao outro e participando ativamente do crescimento de sua filha.
– Sabe? – Patrick disse enquanto era ajudado por sua esposa a preparar o almoço – Não me leve a mal, mas acho que devíamos desistir...
– Concordo. Já fazem sete anos e até agora nada...
– E não é como se não tivéssemos outras opções também – ele completou – Podemos adotar...
– Exato.
– Mãe, pai! – Lou entrou na cozinha correndo – Olha só o que eu achei – a menina mostrou um cachorrinho entre as mãos.
– Lou, onde você encontrou? – Patrick perguntou
– Ele estava aqui na porta.
– Bem, temos que procurar o dono dele – Teresa disse
– Ah, mãe! Por que não podemos ficar com ele?
– Porque ele é de outra pessoa – ela explicou
– Exatamente. O dono dele deve estar preocupado – Patrick completou, acariciando a cabeça da menina
– Ah, mas eu queria ficar com ele – a menina resmungou – Não podemos ter um cachorro?
Patrick suspirou. Ela era tão teimosa quanto a mãe.
– Vamos pensar, está bem? – Patrick respondeu
– Está bem.
............
Pode até não parecer um assunto de grande importância, mas, adotar um cachorro era algo que, sem dúvida, mudaria a vida e a rotina da família Jane.
Semanas se passaram, mas nada do dono do cachorro aparecer.
Teresa tentou de tudo: cartazes espalhados na rua, postagens no facebook, instagram e todas as redes sociais que possuía, mas nada fez com que o dono entrasse em contato com eles.
Com o passar desse tempo, o cachorro, apelidado de Puff por Lou, começou a conquistar aos poucos os integrantes da família.
– Você acha que Lou vai ficar muito triste se o dono aparecer? – Teresa perguntou para Patrick, com a cabeça deitada em seu peito.
– Talvez... Essas semanas que o Puff passou aqui, agitaram ainda mais os desejos dela sobre ter um cachorro.
– É...
Ambos permaneceram em silêncio por alguns instantes, até que Teresa soluçou em seu choro, até então, quieto.
– Querida, está chorando? – Patrick levantou o rosto dela para poder olhar em seus olhos – O que houve?
– Eu não quero que nossa princesa fique triste
– Ela não vai! É forte igual a mãe.
– Não é um bom momento para você me dizer que sou forte – ela limpou algumas lágrimas
Ele riu levemente.
– Olha, se isso te magoa tanto, podemos parar de procurar os donos do Puff. Afinal, já esperamos semanas, e nada dele aparecer...
– Você tem certeza?
– Tenho sim. Eu também me apeguei muito ao cachorro – ele beijou-a na testa – Amanhã contamos para ela!
............
– É sério? - Lou perguntou agitada - Puff vai ficar com a gente?
– Vai sim - Teresa confirmou
– Ebaa! - a menina exclamou e saiu correndo para abraçar o cachorro
Os pais da garota assistiam a felicidade dela com o novo membro da família. Patrick virou-se para olhar para sua esposa, mas ela rapidamente desviou o olhar.
– São lágrimas que eu vejo aí, sra. Jane? - ela, então, voltou seu olhar para ele - Nossa, amor. Não achei que você ficaria tão contente em ter o Pluff com a gente…
– É sempre especial receber mais membros na família… E a emoção é sempre maior quando a gente sabe que mais dois ainda estão por vir.
Patrick congelou.
Será que ele estava entendendo direito?
– Dois? Você quer dizer que você…?
– Sim. Eu estou. São gêmeos - as lágrimas já corriam livres por seu rosto - Vamos ter dois bebês, Patrick!
Teresa se inclinou para frente para beijar seu marido, que, até então, estava imóvel, e depois o abraçou forte, ainda acariciando sua barriga com uma das mãos.
…………
8 meses depois
– Quando que meus irmãozinhos vão nascer mesmo?
– Daqui a duas semanas - Patrick respondeu, acariciando sua esposa, que estava com as costas encostadas no peito dele, enquanto eles descansavam no quintal
– Humm. Como eles vão chamar?
– Não sei. Ainda não decidimos - Teresa disse
– Posso escolher, por favorzinho?
– Bem, você pode nos ajudar a escolher, o que acha? - disse Patrick
– Está bem.
– Quais são suas ideias?
– Maria e Heitor - Teresa olhou para Patrick, incrédula
– Ela puxou o bom gosto do pai - disse Patrick
– Claro! Precisa ter muito bom gosto para ter casado comigo - Teresa brincou
– Ouviram crianças? - Patrick disse com as mãos na barriga de sua esposa - Vocês vão se chamar Maria e Heitor
– Acho que eles gostaram - disse Teresa - Põe a mão aqui - ela indicou sua barriga - eles não param de chutar!
Como sempre, amei ter escrito essa fanfic. Amei ter vocês aqui, lendo e me motivando a continuar até o fim.
Muito obrigada!
Não deixem de comentar ;)
Beijnhos :*

Esta fic e otima vou acompahar capitulo por capitulo. Lisbon e. Jane juntos e tudo de bom
ResponderExcluirso que eu acho que esta no 1 capitulo. ainda vai rolar muita coisas pra eles ficarem juntos mais mesmo assim eu vou
amar...Obg pela fic.Bjs Lindiana
Oi Lindiana *-* Que bom ver que você tá aqui acompanhado essa fic :D
ExcluirSou eu quem agradeço por você comentar aqui :3 Estou super feliz sabendo que você gostou :)
Beijinhos
\o/ Fic novinha hehehehehe To chocada com a declaração de Jane, segui em frente com a Lisbon como sua namorada. Aiai q romântico e apaixonado esse Patrick *-* Pelo menos RJ foi sábio nas suas palavras e juntou o casal do ano ehehe.
ResponderExcluirAmando a fic e torcendo para q o fds chegue logo hahaha
Bjin Lola sua linda
Ooooi Dri <3 Que bom ver você aqui! :3
ExcluirPois é, Jisbon desde o primeiro capítulo *-* <3
No próximo capítulo vai ter MUITO mais jisbon fofo <3 (pq a gente merece muito jisbon, né?!)
Muito obrigada por comentar Dri <3
Beijinhos
Eu que tenho que agradecer.É realmente eu sou SUPER JISBON ;) .Não vejo a hora de ler o próximo capítulo.
ResponderExcluirImagina, eu estou amando escrever essa fic <3 Estou realmente feliz que você gostou :D
ExcluirAmei <3
ExcluirAiw meu Deus! Q capitulo mais fofo foi esse?! Eu to aqui bobinha, sorrindo com cada palavra q li *-* Super e super amei ^.^ Muito Jisbon pra nos \o/
ResponderExcluirNhai, que super legal ler seu comentário Dri <3
ExcluirRealmente é muito bom saber que você está gostando :D
Siiiiim! Muuuito Jisboooon <3 Tomara que seja assim também lá na série, né?! hahhahaha
Obrigada pelo comentário, Dri <3
Beijinhos :3
Que capítulo mais fofo mesmo a Adriana tem razão.já estou na espera do próximo ;)
ResponderExcluirOi Terezinha <3 Super bacana que você tenha curtido! :D \o/
ExcluirJá tem mais um capítulo postado. Aliás quero pedir desculpas por não ter postado ontem como o combinado. Deu tudo certo o que eu tinha para fazer, graças a Deus. Mas eu acabei por não ter tempo suficiente de acabar o capítulo ontem... :(
De qualquer forma, valeu pela força e espero que goste do capítulo 3 <3
Beijinhos
Amei muito fofo esse capítulo jisbon do começo ao fim,Jane e Lisbon dormindo na mesma casa tinha tudo pra
ResponderExcluirrolar um clima legal, mais vamos esperar que o bom vem depois se ninguém atrapalhar...Obg minha escritora preferida o que seria mim sem suas fics..Bjs Lindiana
Oi Lindiana <3
ExcluirPrometo que essa fic não vai ter ninguém para atrapalhar a felicidade dos pombinhos hahahaha
Bem... Pelo menos não por enquanto :D
Fico super feliz sabendo que você tá gostando da fic :D
Valeu por comentar :3 Beijinhos
Ameiiiiii esse capítulo não vejo a hora de ler o próximo pois tenho certeza que ela vai dizer SIINNNNNNNNN!!!!!!!
ResponderExcluirOi Terezinha *-*
ExcluirTomara que você esteja certa! hahaha
Ainda não comecei a escrever o capítulo, mas pretendo começar hoje para dar tempo de postar até domingo :)
Muito obrigada por comentar e acompanhar :3
Beijinhos <3
Nossa se essa fic continuar assim eu não vou querer que acabe nunca muito lindo o amor desses dois.
ResponderExcluirSó jisbon tô amando Jane e Lisbon no bem bom e eu aqui preocupada com o que possa vir acontecer com eles daqui pra frente.A resposta dela vai ser sim com certeza o amor está no ar a todo vapor.Anciosa pela a continuação.Obg Lola meus dias ficam mais alegre com suas fics.Lindiana Mendes
Awn, Lindiana <3 Sempre morro de fofura com os seus comentários ^_^
ExcluirEssa fanfic vai ser completamente Jisbon, embora eu não possa afirmar com certeza se nada de 'ruim' vai acontecer para atrapalhar a relação dos dois.
Eu que agradeço por você comentar e acompanhar <3
Beijinhos e até o capítulo que vem!
Sim amei.
ResponderExcluirAwwn, Terezinha. Estou super feliz que esteja amando <3
ExcluirObrigada por comentar!
Beijinhos
Nossa!! Só jisbon <3 muito linda essa fic estou amando parabéns Lola cada capítulo melhor do que o outro.
ResponderExcluirMeu casalzinho juntos sem ninguém pra atrapalhar é tudo de bom,estou adorando só você pra mim deixar com um gostinho de quero mais sempre que leio uma fic sua <3 Bjos Lindiana
#MuitoJisbonParaNós hahahahhaahhahahaahah
ExcluirPoxa, tô mega feliz que você esteja gostando Lindiana <3
Muito obrigada por acompanhar e comentar *-*
Beijinhoooos <3
Vc me deixou super curiosa agora, não vejo a hora de ler o próximo capítulo.
ResponderExcluirQue bom que consegui te deixar curiosa :D O próximo vem no domingo e as promos a partir de agora vem de quarta feira :P
ExcluirObrigada por comentar, Terezinha :3
Beijinhos
Nossa!!! Muito lindo o amor deles não é a kristina que vai atrapalhar a união deles Jane só precisa bolar um plano
ResponderExcluirpra tirar ela da jogada e tudo volta a ser como antes isso se a Lisbon ajudar.Obg Lola essa capitulo ficou ótimo
ansiosa pela continuação.Bjs Lindiana
Oi Lindiana :D
ExcluirTomara que você esteja certa e a Kristina realmente não atrapalhe a relação deles, né?!
Obrigada por acompanhar e deixar seus comentários lindos aqui <3
Beijinhos
A fic esta ótima, faz eles passarem por uma crise no casamento deles, varias brigas e tals *----* (e sim, eu sou jisbon ksksks mesmo que nao pareça) acho que a fic ficaria perfeita (mais que esta ) ^^ ansiosa pela continuação
ResponderExcluirOiiieee Stephani <3 Que bom ver você aqui *-*
ExcluirEstou super feliz que você está gostando :D
Na verdade é exatamente isso que vai acontecer. Não vão ser exatamente "crises" do tipo eles vão se separar, mas vai ter umas briguinhas e uns surtos bem estranhos hahahaha
No capítulo que vem você vai poder ver um pouquinho disso :D
E não se preocupe, a história continuará jisbon <3
Estou super feliz de ver você aqui comentando :3
Até o capítulo que vem!
Beijinhos :*
Nossa!! Lola dessa vez você veio com tudo com esse capitulo, ficou sensacional muito lindo ninguém vai conseguir
ResponderExcluirseparar totalmente eles porque o amor fala mais alto fiquei triste só em saber que vai rolar umas briguinhas mais nada que eles não possam superá.Ansiosa pela a continuação.Bjs Lindiana
Oi Lindiana <3
ExcluirIsso mesmo, o amor fala mais alto *-*
Fiquei super feliz que você gostou do capítulo, e principalmente que você comentou aqu :D
Daqui a pouquinho tem promo do próximo capítulo :P
Beijinhos, obrigada por acompanhar e comentar, Lindiana :3
Que capítulo mais fofo.AMEI !!!!!!!!! <3
ResponderExcluir<3 Que bom que está gostando da fic, Terezinha <3
ExcluirMuito obrigada por ter dado a ideia, está sendo super legal escrever essa fic.
Beijinhos :3
Eu que estou amando ler. Valeu (y)
ResponderExcluirEu que agradeço, Terezinha! Estou super feliz sabendo que vc tá gostando :*
ExcluirMuito linda amei essa fic<3 Cute o ciúme da Lisbon,culpa do Jane que fica dando trela pra Kristina ele sabe que ela só quer atrapalhar,mas não vai porque o amor deles é lindo e ultrapassa qualquer obstáculo.Ansiosa pela continuação. Bjs Lindiana
ResponderExcluirOi Lindiana.
ExcluirDesculpa a demora em responder. Estou muito contente que você esteja gostando da fanfic.
Muuuuuuuito obrigada por comentar!!
Beijinhos
Ai meu Deus, quanto tempo nao apareço aqui ja tava com saudade =)
ResponderExcluirEstou super encantada com essa fic, adorei o casamento mas to com raiva da Cristina q ta querendo se meter no love dos dois q demorou anos pra se declararem. Por favor Cristina, se toca e cai fora hahaha. O Patrick ama a Teresa! E eles são um do outro e vc nao tem vez queridinha.. Ta parei kk
Parabéns Lola, a fic ta óoootimaaa.
Bjin
Oi Driiiiiii <3
ExcluirNhaa, eu tbm tava morrendo de saudade! Muito legal ver vc aqui de novo *0*
Desculpa a demora em responder. Eu tô cheia de coisas pra fazer, e acabei não me organizando ainda. Kkkkkkkk
Awn, cara, que legal que vc tá gostando da história!
Ri muito com seu comentário kkkkkkkkkkkkkk
Amei!
Obrigada por comentar, Dri.
Até mais :*
Ainda bem que o Jane tomou uma atitude.
ResponderExcluirNé?! Hahahahahahhahahhha
ExcluirValeu por comentar, Terezinha <3
Até que emfim Jane criou coragem pra dizer a Kristina que queria ficar a sós com a Lisbon amei essa hora :) só falta a bruxa se tocar e deixar eles em paz o que não vai ser fácil.Parabéns Lola porque se essa fic continuar boa como está não vou querer mais assistir a 7 tem porque as suas fics ta melhor que a série.Bjs Lindiana
ResponderExcluirPois é, Lindiana. Tomara que ela se toque logo hahahhha
ExcluirEu já disse que amo muito seus comentários?
Se eu não disse, preciso dizer: AMO MUITO SEUS COMENTÁRIOS <3
Valeu mesmo! Beijinhos
Agora sim, Patrick! Tava na hora de dar um chá de semancol na Kristina :) E esse foi só o primeiro hein. Ansiosa pelo capítulo 9 :3 Acho que nem preciso comentar q to amando o capítulo neh?! rss.
ResponderExcluirBjin Lola
Oi de novo, Dri <3
ExcluirTambém acho! Ela tá precisando de umas boas doses de semancol. Hahahahahaha
Pode deixar que eu vou dar essas doses pra ela kkkkkk
Muito obrigada por comentar!
Beijinhos :3
kkkkkkk... Ri muito com as suas doses de semancol hahaha
ExcluirPassei um tempo sumida por falta de tempo e está tudo tão corrido q to sem tempo até pra me organizar hahaha
Bjin
Amei esse capítulo.
ResponderExcluir<3 Nhaa, que bom que estás gostando, Terezinha. Muito obrigada pela ideia da fic! Estou amando escrevê-la!
ExcluirAhehehehehehe \o/\o/\o/ Soltando fogos de artifícios com o fora q Patrick deu em Kristina, super e super amei :3
ResponderExcluirJane, além de lindo, gatão super romantico e um fofo. Quero um desse tbm kkkk.. Sonhei hahaha
Ficou muito boa a parte 9... Esperando a próxima..
Bjs, sua talentosa *-*
Nha, Dri <3 Puxa, que legal que você tá gostando :3
ExcluirJane é O Cara! hahahahaha
(Eu tbm quero hahahahahahahhahaha)
Muito obrigada por comentar, Dri.
Eu não sei se você viu lá no fb minha msg, mas eu já comecei a escrever a fic que você me pediu *-* Estou amando escrever sua ideia!
Muito obrigada :*
Beijinhos
Amei! muito bom esse capítulo adorando Jane e Lisbon só love só falta um filho pra felicidade ser maior.Ansiosa pelo o próximo.Obrigada vc mim faz feliz com suas fics.Bjs Lindiana
ResponderExcluirAwn, Lindiana. Sou eu quem agradeço pela sua fofura aqui nos comentários :3
ExcluirSempre fico feliz depois de ler o que você escreve aqui! Mesmo, mesmo.
Muito obrigada, é super legal saber que você está gostando da história!
Beijinhos :*
Amei! Ficou ótima tomara que o sonho da Teresa se realize que eles tenham um ou dois filhos pra completar a felicidade.Obrigada ansiosa pelo o próximo capítulo.Bjs
ResponderExcluirOi Lindiana!
ExcluirDesculpa a mega demora em responder. Estou cheia de trabalhos da faculdade, rsrs.
Fico mega feliz que você esteja gostando, e que está ansiosa para o próximo capítulo. Vou tentar atualizar o mais rápido possível! :D
Muito obrigada por comentar!
Beijinhos :*
Poxa, pensei q o sonho fosse verdade :( Cai na pegadinha hahahah
ResponderExcluirFicou muito legal essa parte 9 e anseio pela parte 10. E que venha a promo na quarta :D
Besus
Oi Dri :3
ExcluirPois é, infelizmente eu não tenho tido tempo de postar as prévias... Nem os capítulos nos dias certos :'(
A faculdade está consumindo todo o meu tempo, hahahahaha.
Ainda bem que gostou desse capítulo!
Aliás, desculpa a demora em responder seu comentário <3
Até o capítulo que vem (vou tentar postar o mais rápido possível)
Beijinhos :*
Amei <3 Teresa grávida muito bom, amo isso. E a menina quem diria assassina. E quase mata o jane também.
ResponderExcluirHahahaha. Pois é. Pra você ver... Menininha má meeesmoo!
ExcluirEstou super feliz que vocês esteja gostando, Terezinha!
Muito obrigada por ter me dado essa ideia!
Beijooos
:*
Muito bom esse capítulo dessa vez Jane se deu mal enganado por uma menina,Teresa grávida vai ser ótimo.Bjs
ResponderExcluir<3 Estou louca para escrever o próximo capítulo, Lindiana.
ExcluirPreciso encontrar tempo, hahahaha.
Fico super feliz que você tenha gostado!
Obrigada por comentar :*
Beijinhos :3
Putz, gelei com esse capitulo Lola :|
ResponderExcluirEssa garota é má nao ela é pessima, como pode fazer isso com o Janezinho O.O
Mas o capitulo ficou otimo Lola. Parabens *-*
Besus Lola
Oi Dri!
ExcluirDesculpa a demora em responder, rsrs
Hahahaha... Pois é, garotinha péssima!
Mas pelo menos serviu para o Jane conversar com a Lisbon, né?!
Obrigada por estar acompanhando, Dri.
E por comentar também!
Beijinhos :*
Nossa! amei Teresa desejando tomar sorvete no meio da noite e mais lindo Patrick realizando seu desejo de tomar soverte de morango com chantilly,e calda de caramelo e amêndoas.Lindo o amor desses dois.Parabéns Lola vc arrasou.Bjs
ResponderExcluirOi Lindiana <3
ExcluirAwn, obrigada!
Muito bom ter você aqui lendo e comentando nas minhas fics <3
Estou quase de férias, e em breve voltarei a escrever e postar as atualizações.
Obrigada por comentar ;)
Beijinhos :*
Que fofo <3
ResponderExcluir*-* Estou super feliz que você esteja curtindo. Em breve vou postar mais um capítulo :3
Excluir