Surtos



Os telefones dos cinco ex-agentes da CBI foram hackeados, e enquanto o FBI trabalha para tira-los do perigo, Patrick Jane sente algo que há quase vinte anos não sentia.
O que será isso? Terá ele coragem para contar para sua melhor amiga, Teresa Lisbon?



Classificação: +16
Categorias: The Mentalist
Personagens: Grace Van Pelt, Kimball Cho, Patrick Jane, Personagem Original, Teresa Lisbon, Wayne Rigsby
Gêneros: Ação, Amizade, Romance
Avisos: Spoilers

Capítulos: 11
Terminada: Sim

Notas da autora: 
Em primeiro lugar... Não surtem! hahahahaha
Ok, brincadeiras à parte, estou muito feliz que vocês esteja aqui lendo a fic u.u
Não deixe de dizer o que achou da história nos comentário, please :3

Boa leitura!


Capítulo 1 - Pesadelos


Já haviam se passado mais de dois anos desde que Patrick Jane não tinha sentimentos iguais a estes que invadiam seu coração e mente naquele exato momento que recebera a notícia. Medo.
Era a única palavra que podia descrever aquela falta de ar e aquele aperto no peito.
– Jane? Está tudo bem? – Oh, sim... Pelo menos ela estava ali.
Sua melhor amiga desde que tudo isso começou. A pessoa que o tirou da escuridão da depressão, e o fez enxergar a possibilidade de um futuro: Teresa Lisbon.
– Sim, Lisbon. Eu estou bem...
– Ótimo – disse Abott, tirando mais um pouco daquela sensação de câmera lenta em que Patrick se via – Por hoje vocês quatro irão ficar sob a proteção do agente Marcus Pike e da Agente Olivia Green. Alguma dúvida?
– Não senhor... – responderam os dois, e logo se dirigiram até o hotel que o FBI os hospedaria.
Não era um hotel cinco estrelas, super luxuoso, mas era bastante confortável.
A cama estava coberta com um lençol de algodão, 300 fios, e na ponta havia quatro travesseiros de penas de ganso, dispostos um ao lado do outro.
Os tons do branco ao marrom claro nas paredes, almofadas e cortinas, deixavam o quarto mais aconchegante, e te faziam querer pular naquela cama fofinha e permanecer ali por várias horas, apenas aproveitando toda a maciez.
– Jane – começou Lisbon – o FBI conseguiu liberar só dois quartos, e Van Pelt e Rigsby irão dormir no mesmo quarto... É alta temporada por causa do torneio de basquete... – ela o analisou por mais alguns segundos – Jane, está me ouvindo?
– Estou... Você pode ficar com a cama, eu vou dormir no sofá...
– Não, durma você na cama... Eu não estou com sono, vou assistir um pouco na televisão.
– Ok, então eu vou dormir. Estou bem cansado – Não, hoje não havia tempo para ser cavalheiro.
Sem nem se desvencilhar de seu paletó, ele deitou-se e logo pegou no sono.
...
– Oi... – sorriu timidamente o Agente Pike
– Oi... – respondeu Teresa
– Posso me sentar? – ele perguntou apontando para onde Teresa repousava seus pés
– Claro! – ela se endireitou
– O que está assistindo?
– Sei lá, nem estou prestando muita atenção... Acho que é um Talk Show
– É difícil se concentrar em algo com sua vida em perigo, não é?! – Teresa riu de forma nervosa
– É... – algumas lágrimas começaram a encher os olhos dela
– Não se preocupe, Lisbon – ele ofereceu um lenço à ela, que aceitou com um pequeno sorriso – iremos cuidar de você... Vocês – ele corrigiu
– Obrigada! – ambos sorriram um tanto quanto tímidos
– Que tal assistirmos um filme? Gosta de filmes antigos? – ela assentiu com a cabeça – Ótimo! Conheço o canal perfeito...
...
– Gostei desse filme, foi uma boa escolha... – uma voz distante atingia os ouvidos de Patrick. Ele gostava daquela voz.
– Quer assistir outro? Ou talvez queira dormir um pouco... – essa voz estava tão distante quanto a outra, mas era desconhecida.
Um pouco desnorteado, Patrick Jane acordava aos poucos. Algumas vozes entravam no sonho que ele acabara de ter, se misturando com a realidade e deixando-o confuso.
Até que enfim pôde abrir os olhos e lembrar-se de tudo o que lhe ocorrera nas últimas vinte e quatro horas.
Ardiles. CBI. Proteção. Escutas.
Era como se os pesadelos que ele sempre temeu durante sua caçada por Red John estivessem criando vida e se concretizando lentamente.
Bem, nem todos... Ao menos ela estava lá.
Conforme ele ouvia a voz dela, dizendo que tentaria deitar-se no colchão, ao lado dele sem acordá-lo, sua respiração fora voltando ao normal.
Tranquilidade. Era o que ela lhe transmitia.
“Mas espera... Ela vai se deitar aqui do meu lado?” pensou ele “Eu estou tomando todo o espaço da cama...”
E em um pulo viu-se de pé, com os olhos ainda se ajustando à luz ambiente, talvez até um pouco tonto e confuso com a mistura da realidade com os sonhos.
– Jane? Está tudo bem? – ele não respondeu. Coçava os olhos para ajudar a si mesmo despertar – Desculpe, eu não queria ter te acordado...
– Não, Lisbon... Eu... Eu... Já estava acordando. Fique à vontade, a cama é sua.
– Mesmo? Você não parece tão bem...
– Estou ótimo, Lisbon... Vá dormir! Eu vou descer, comer alguma coisa, beber um chá...
– Ok... Boa noite Jane, Pike...
“Pike? Ãhn?”
– Boa noite, Teresa!
“Ahh... O agente Marcus... A voz desconhecida”
...
Ambos saíram do quarto para deixar Teresa confortável para dormir. O agente Marcus ficou vigiando a porta enquanto Patrick desceu até o piso térreo do hotel e pediu para si uma bela xícara de chá de erva doce e ovos mexidos, que chegaram rapidamente à mesa que ele elegera, graças à falta de movimento da madrugada e ao serviço eficiente do hotel.
Mas lá estava ele, meia hora depois, com o chá e os ovos intactos.
Oh, não... Estava acontecendo de novo...
Não, não, não!
Ele obrigou-se a estender o braço e pegar entre seus dedos a alça da xícara e leva-la à boca... Mas no meio do caminho... “Oh não!”
Ele não conseguiu sustenta-la e ela caiu no chão, chamando a atenção de todos os que estavam ao redor.
Porém, para o desespero absoluto de Patrick, a xícara não foi a única que caíra no chão... Senão ele próprio.
Estava acontecendo de novo!
O medo da perseguição, o medo de cometer os mesmos erros. Medo de não conseguir parar, quem quer que fosse que tivesse tirado a vida de Ardiles.
O mesmo medo que o acometera quando Red John tirou dele sua esposa e filha há quase vinte anos, por quase um ano inteiro.
Era um pesadelo.
O pior deles.

Capítulo 2 - Contar?


Lisbon acordou tranquilamente, sem precisar de alarmes tocando desesperadamente. Virou-se na cama, espreguiçou-se. Hoje seria um dia tranquilo, sem trabalho, sem estresse e...
– Bom dia Teresa! – disse Pike sorridente enquanto repousava uma bandeja de café da manhã ao lado da cama que não estava sendo usada pela agente
– Oi... Bom dia... – respondeu ela um pouco desconcertada – É pra mim? – ela apontou para a bandeja
– Para nós... Pensei em tomarmos um café antes de irmos embora
– Ir embora? Para onde? – ela endireitou-se na cama
– O FBI vai mandar agentes vigiarem a casa de vocês... E o trailer do Jane.
– Ah... Que bom, estou mesmo precisando da minha casa – os dois sorriram um para o outro e Lisbon levou a xícara de café até a boca, degustando a bebida que ela tanto amava – Humm... O café está ótimo!
– Imagina, este café não chega nem aos pés do meu... Não sendo nem um pouco modesto – ele brincou e ambos riram
– Ah, então agora você vai ter que fazer esse seu café para eu experimentar...
– Farei com prazer, agente Lisbon! – ele falou em um tom mais baixo, sedutor, fazendo Teresa corar instantaneamente
– Que horas são? – perguntou ela mudando de assunto
– Dez e quinze
– Dez e quinze? – espantou-se ela – Meu Deus, eu dormi muito!
– É nada... Você foi dormir às três e meia da manhã, então dormiu seis horas e uns minutos.
– Ha! Não estou acostumada a dormir tudo isso...
– Melhor se acostumar... Abott disse que você e Jane não voltam à ativa até essa caso dos grampos no telefone ser resolvido
– Bem, desta vez não vou reclamar... Estou precisando de um descanso – disse a agente
– Isso, descanse, não vai ser ruim!
– A única coisa ruim é que... – Lisbon ponderou se devia mesmo dizer o que estava em sua mente
– É que...?
– É que eu vou ficar sozinha... – falou finalmente
– Bem, neste caso eu... Poderia... Quero dizer, eu posso fazer vigilância na sua casa, assim você não fica sozinha... – gaguejou ele
– Seria legal... Obrigada Pike! – e antes que a conversa prosseguisse, eles escutam o som da porta sendo destrancada com o cartão do quarto, e logo após a agente Olivia Green, Grace e Wayne entram no quarto.
– Bom dia chefe! – diz Grace animada
– Bom dia Grace, mas não sou mais sua chefe...
– Ah é, desculpa... Velhos hábitos – a ruiva sorriu envergonhada
– Agente Pike? – disse a agente Green – Podemos ir?
Olivia Green era uma mulher sempre muito séria quando estava em horário de trabalho. Havia servido ao exército por algum tempo, e seu próprio pai era um importante general do exército.
Era loira, alta e seus olhos castanhos contrastavam com a pele levemente rosada, por conta de sua ascendência paterna europeia.
Todos saíram do quarto e foram até o piso térreo para encontrar o Jane, porém, ao chegarem lá, não o encontraram.
Lisbon então tomou a frente da situação, como dizia seu instinto de líder, e dirigiu-se até o balcão onde uma moça morena mexia em seu computador.
– Olá, com licença... Você por acaso viu o meu amigo, Patrick? Ele é loiro, e usa um terno de três peças...
– Ah, o bonitão? – perguntou a moça, e Lisbon corou, não querendo responder que sim, mas sua mente quase gritava “sim, é ele, o bonitão!”
– Se você acha... – ela respondeu envergonhada
– Ele foi para o hospital, parece que ele caiu, bateu a cabeça e desmaiou...
– Oh meu Deus, em que hospital ele está?
– Duas quadras à leste, e... – Lisbon deixou a moça falando sozinha enquanto correu para os outros e contou o que havia acontecido muito resumidamente, e então correu para o carro.
No hospital, Jane já havia melhorado, estava consciente e se lembrava de tudo o que havia acontecido.
A prova de que ele já estava melhor era que ele já havia arrumado confusão com várias enfermeiras do hospital, até que conheceu uma que não se importou com seus joguinhos mentais, e acabou entrando na brincadeira também.
A enfermeira Melissa. Uma jovem negra, bem aparentada, de pequena estatura e muito sorridente. No final das contas, tanto ela quanto Jane começaram a aproveitar da companhia um do outro, como se já fossem melhores amigos desde a infância, apesar de terem se conhecido aproximadamente três horas atrás.
– Bem senhor Jane... – disse ela entrando em seu quarto – O senhor receberá alta em algumas horas
– Obrigado...
– Mas não pense que eu não sei o que aconteceu com o senhor... Sei que teve um ataque nervoso. Precisa procurar ajuda Jane!
– Meh... Já passou.
– Ah... O senhor tem uma visita muito ansiosa lá fora – ela tirou o soro que estava ligado pela agulha ao braço dele – Senhorita Lisbon. Acho que era esse o nome dela
– Lisbon? O que disse a ela?
– Disse que o senhor estava bem, que já receberia alta...
– Contou do surto? – perguntou temeroso
– Não, eu não contei... Mas deveria!
– Oh, Melissa, por favor não conte!
– Por que não quer que ela saiba senhor Jane?
– Primeiro, por favor, me chame de Patrick e de “você” ao invés de “senhor”... Segundo, eu não vou contar porque ela irá se preocupar à toa...
– Então não quer preocupa-la? – sorriu de canto a morena – vocês são namorados?
– O quê? Não... claro que não! – disse rapidamente
– Hum. Sei... – ela sorriu novamente – digamos que eu não vá contar para ela... Me liga se tiver outro ataque nervoso?
– Claro, Melissa... Obrigado mais uma vez!
– Por nada, Patrick. Daqui a pouco o doutor virá te liberar oficialmente, ok?! – ele assentiu com a cabeça – Vou mandar a senhorita Lisbon entrar – ela anunciou antes de se retirar do quarto.
Quando a enfermeira anunciou que as visitas já podiam entrar, Van Pelt e Rigsby haviam ido com a agente Green comprar café, e Pike disse que ficaria do lado de fora, guardando a porta.
– Jane! – Lisbon exclamou preocupada ao entrar no quarto
– Hey Lisbon! – disse sorridente
– O que houve com você?
– Escorreguei e bati a cabeça no chão – mentiu ele – Mas estou bem agora! A enfermeira disse que já vou receber alta – anunciou alegre
– Fiquei preocupada com você, Jane!
– Eu sei, Lisbon... Me desculpe – Jane aproveitou-se da situação e segurou a mão dela, para confortá-la
Agora, mesmo que ele quisesse contar sobre o que aconteceu, não podia... Não podia preocupa-la, fazê-la perder tempo com ele.
Mas uma coisa ele podia fazer, ou ao menos tentar: ficar o mais perto dela possível.

Capítulo 3 - Não há opção


– Então está entregue, Patrick! – disse o agente Marcus quando estacionou o carro ao lado do trailer de Jane.
– Obrigado, Pike... Vocês não querem entrar? Tem café, Lisbon... – convidou Patrick
– Jane, eu estou cansada... Quero ir pra minha casa!
– Ah, mas... Eu comprei aquele café da marca que você gosta, e... E tem bolo, e... – ele ficou sem mais argumentos. Lisbon ficou constrangida com o convite.
– Uma xícara de café... Depois eu vou para casa – respondeu ela fazendo Jane sorrir seu melhor sorriso
– Você também pode vir Pike – disse Jane
– Obrigado.
Os três entraram no trailer e Patrick logo tratou de preparar o café e chá, para depois servi-los sobre a pequena mesa.
...
Era visível para todos que Jane não queria que Teresa fosse embora, afinal, depois da xícara de café, Jane os entretera com truques de mágica novos, e depois os serviu de mais café e bolo, e ainda fez menção de telefonar para uma pizzaria para encomendar o jantar.
– Jane, de verdade, eu agradeço. A tarde foi muito boa, mas já são quase oito da noite, e eu estou muito cansada – disse Lisbon
– Você pode dormir aqui! – ele ofereceu – Olhe – ele puxou uma gaveta que ficava em baixo da “cama” dele – Tem duas camas!
– Obrigada, Jane, mas eu preciso mesmo ir pra casa... Pra minha cama – ela disse o mais gentilmente possível para não ser mal educada ao recusar os convites de Jane.
– Mas eu... – Jane começou, mas logo deteve-se... Percebeu que não havia nada que fizesse que ela continuasse ali com ele.
Bem, havia uma coisa que ele poderia fazer, que era contar sobre o surto... Mas essa era uma linha que ele não ultrapassaria.
– Está bem – ele continuou finalmente – Venha me visitar amanhã... Ou me ligue – ele a abraçou, despedindo-se – Bom descanso!
– Obrigada... E muito obrigada pela tarde, foi bem divertida!
– Tchau, Patrick! – disse Pike – Se cuida...
E depois de alguns segundos, que podiam ser contados nos dedos, lá estava ele, sozinho de novo.
Flashes de lembranças de sua esposa e filha começaram a rodar na mente de Patrick. Os primeiros passos de Charlotte, as tardes na praia com as duas... Até a manhã daquele triste dia em que ele saíra de sua casa para “trabalhar” e depois fora até os estúdios de televisão falar sobre Red John.
Tudo estava caminhando para um terrível fim... Imagens do desespero das suas meninas em saberem que morreriam pelas mãos daquele assassino cruel, começavam a tomar conta de todos os seus pensamentos. Sua pequena Charlie... Tão jovem.
Oh, não... Estava acontecendo de novo!
Em um último momento, Patrick tomou os controles sobre seu corpo novamente e discou o número da enfermeira em seu celular.
– Alô? – disse ela no telefone
– Me-e-lis-ss-sa... – ele manejou falar – aj-ju-d-d-d-a!
– Fique calmo, Patrick! – ela reconheceu a voz dele – Nada pode te machucar, fique calmo! Eu estou indo até aí. Você consegue se deitar?
– S-s-im
– Ótimo, então deite, fique deitado até eu chegar, ok?! Eu estarei aí em dois minutos...
Foram os dois minutos mais demorados de Patrick.
Ele se esforçara ao máximo para permanecer consciente até Melissa chegar, até o momento que ouviu o barulho da porta abrir, e perdeu os sentidos.
– Patrick? – chamou Melissa preocupada – Patrick, pode me ouvir?
– Charlie, não! – ele disse se debatendo em sua cama – Não! Sai de perto dela! SAI!
– Patrick se acalme! – Mas ele continuava a se mover descontroladamente.
Então, sem outra escolha, Melissa retirou de sua maleta branca uma seringa que continha um tranquilizante e aplicou-a em Patrick, que logo se acalmou.
– Oh, não... Ele está tendo alucinações... Isso não é bom... – ela pensou alto
Enquanto isso, na casa de Teresa, ela acabara de sair do banho, vestiu-se rapidamente com um moletom cinza de ginástica que ela usava para dormir e então desceu as escadas para encontrar no sofá da sala o agente Pike.
– O que está assistindo? – ela perguntou
– Filme... Romance. Gosta?
– Sim... Que tal uma pipoca?
– Parece uma boa ideia. Eu vou lá preparar, você fica aqui, ok? – ele se levantou do sofá
– Não, eu vou! – ela tentou se levantar, mas Pike a impediu, segurando-a no sofá. Teresa tentou se livrar dele, mas não obteve sucesso. Acabou que ambos riram da brincadeira.
– Fique, Teresa, eu... – ele parou de falar assim que percebeu que seu rosto estava muito próximo do de Lisbon – eu...
O espaço que já estava pequeno, diminuíra até ficarem milímetros de distância um do outro. Nenhum dos dois quebrava o contato visual. Suas bocas estavam ainda mais próximas, quase se tocando, quando um som os assusta.
Era o celular de Teresa.
Eles se afastaram um pouco constrangidos, e Teresa logo atendeu o celular.
– Alô, senhorita Lisbon?
– Sim sou eu... Quem está falando?
– Meu nome é Melissa, nos conhecemos hoje cedo no hospital... – O sorriso bobo sumiu do rosto de Teresa, e agora a tensão aumentava em sua expressão – É sobre o Patrick...
– Ele está bem? O que houve?
– Eu... Acho melhor a senhorita vir até aqui.

Capítulo 4 - Estarei aqui


Cheiro de café. Foi a primeira coisa que Patrick sentiu naquela manhã, e estranhou... “Café?” pensou ele.
Tentou abrir os olhos, mas a luz do Sol fez com que suas pálpebras se fechassem imediatamente. Era como se alguém o tivera acertado com um spray de pimenta.
Ele se mexeu na cama, procurando um dos travesseiros, e assim que encontrou colocou-o sobre sua cabeça.
Mas então, depois de alguns segundos, ele começou a se lembrar de tudo o que havia acontecido na noite passada, e também notou que a cama sobre a qual ele estava deitado era maior e mais confortável. Os travesseiros tinham um cheiro diferente... Flores.
E agora, por maior que fosse a ardência em seus olhos, ele teve que abri-los para poder identificar onde ele estava... Com certeza não era seu trailer.
Lutando contra a dor, ele abriu seus olhos e piscou várias vezes até que eles se ajustaram à luz do ambiente... E ele pôde enxergar uma mulher sentada ao seu lado, olhando-o atentamente.
– Patrick? – perguntou a mulher e ele logo reconheceu sua voz
– Lisbon? O que houve? Onde eu estou? – ele levantou-se, sentando-se na cama
– Fique calmo, está tudo bem... Você está na minha casa.
– Eu estou? Por quê?
– Aqui – ela lhe entregou uma xícara – Tome um pouco de chá primeiro, e coma alguma coisa... Depois nós conversamos – ela disse docemente e Patrick a obedeceu, bebendo todo o chá e comendo um pão que Teresa lhe oferecera.
Ele estava realmente faminto... Como se não comesse nada há dias.
Assim que sua fome foi aplacada, Jane continuou o assunto:
– O que está acontecendo, Lisbon?
– Jane... Eu falei com Melissa ontem...
– Melissa? – ela assentiu com a cabeça
– Ela me contou sobre o que está acontecendo com você... – “Oh, droga!” pensou ele
– Lisbon, eu... Eu... – ele estava sem palavras
– Shh... Está tudo bem! – ela segurou as mãos dele
– Me desculpe... – foi tudo o que conseguiu dizer antes de soltar suas mãos das mãos dela, e cobrir o rosto, na tentativa de esconder as lágrimas que saiam desesperadamente de seus olhos
– Shh, não chore... Eu estou aqui! Não precisa se desculpar... – ela se aproximou dele e o abraçou fazendo com que a cabeça dele repousasse no ombro dela.
Ele passou os braços dele envolta da cintura dela, e permitiu-se ser apoiado, afinal, ali nos braços dela, ele se sentia seguro.
Depois de algum tempo, Jane se acalmou e então se afastou do abraço para poder olhar para Teresa.
– Eu não queria que você soubesse... – afirmou ele
– Por quê?
– Pra você não ficar preocupada comigo...
– Jane... Você é meu melhor amigo. Quero que você saiba que eu sempre vou estar aqui pra você, ok?!
– Está bem... O que Melissa te contou? – ele perguntou receoso
– Disse que você estava tendo surtos nervosos... E que ontem à noite começou a ter alucinações.
– Oh, droga!
– Ela recomendou que você ficasse perto de gente conhecida nos próximos dias, e que conversasse sempre quando começar a se sentir com medo.
– Obrigado, Lisbon! – seus olhos já não estavam mais vermelhos por causa do choro – Eu prometo não passar muito tempo sozinho no trailer e-
– De jeito nenhum! – interrompeu ela – Acha mesmo que eu vou deixar você sozinho, Patrick? - Ele apenas olhou-a por uns instantes, confuso e surpreso – O que foi?
– Você me chamou de Patrick...
– Sim eu chamei – ela ruborizou um pouco – Recomendações da Melissa. Chamar pelo primeiro nome... Sabe?! – ele sorriu diante da vergonha dela
– Sei... Para me deixar à vontade – ele afirmou – Isso quer dizer que vou ter que te chamar de Teresa?
– É...
– Então... Se eu não vou ficar no trailer, onde eu vou ficar?
– Na minha casa! Por quê? Não quer?
– Quero, quero... – “Assim eu posso ficar perto de você” pensou ele
– Ótimo! Eu vou preparar comida, e você pode ir tomar um banho se quiser... Tem roupa sua ali – ela apontou para uma cadeira ao lado da porta do banheiro
– Roupa minha? – ele olhou-a em surpresa – Eu não tenho moletons desde... Eu nunca tive moletons – ele falou franzindo o cenho
– Você só tinha aqueles ternos no seu trailer, e você não podia se sentir à vontade com aquilo – ela enfatizou – então eu pedi para a Grace e o Wayne passarem em uma loja aqui perto e comprar pra você... Então agora são suas!
– Obrigado Teresa! O que houve com meus sapatos e com meu paletó e colete? – ele notara que estava apenas de calça e camisa quando se desvencilhara do lençol
– Ah, eu... Coloquei para lavar, você suou muito... Aliás, quando você terminar seu banho, você pode colocar suas roupas lá na máquina, ok?!
...
Lisbon não tinha muita ideia do que ia acontecer dali em diante. Ela tinha medo de não conseguir ajudar Patrick ou acabar piorando a situação dele.
Perdida em pensamentos que iam desde Jane até a comida que preparava, ela não reparou que havia mais alguém ali na cozinha com ela.
– Oi – disse Patrick fazendo com que ela se assustasse
– Meu Deus, Jan- Patrick – ela corrigiu a tempo – Você me assustou...
– Desculpe – ele pediu sinceramente – Quer ajuda?
– Claro... Se importa em colocar a mesa?
– Ok – ele logo se dirigiu até um dos armários e pegou dois pratos, dois copos e depois abriu a gaveta em busca dos talheres.
Arrumou a mesa, e voltou para fazer companhia para Lisbon na cozinha.
Ela estava tensa, ele podia afirmar. E ele sabia o porquê.
– Relaxe, Teresa... Já está me ajudando muito me deixando ficar aqui na sua casa.
Ela riu da forma que ela era tão fácil de ser lida por Jane.
A comida logo ficou pronta, e ambos se sentaram e aproveitaram a deliciosa refeição que ela havia preparado.
– Não sabia que cozinhava tão bem... – disse Jane – Na verdade, eu nem sabia que cozinhava – ele riu
– E você acha que meus irmãos viviam do quê? Fast-food?
– Não, é que... Nunca havia parado para pensar nisso. Você seria uma boa mãe, sabia?
– Claro que sabia... Tenho cuidado de uma criança de cinco anos desde... Sei lá, uns vinte anos – ela brincou e riu
– Está falando de mim?
– O que você acha? – ela perguntou ironicamente e ambos riram
– Ok, ok... É justo.
– Como está se sentindo?
– Estou bem!
– Quer conv-
– Teresa – ele a interrompeu – eu sei que foram recomendações da Melissa eu conversar sobre o assunto, mas eu... Eu... Não quero falar sobre isso... Ainda não
– Ok – ela estendeu os braços e alcançou a mão dele em cima da mesa, acariciando gentilmente com o polegar – Quando estiver pronto, eu estarei aqui.

Capítulo 5 - Conversas 

(algo me diz que vocês vão começar a me amar depois de lerem esse capítulo *-*)

A noite estava tranquila. Jane havia dormido no sofá após assistir um filme, e Lisbon o deixou lá, indo para sua própria cama descansar do dia agitado.
– NÃO! – foi o grito que a acordou, duas horas depois de ele ter caído no sono.
Era Patrick.
Ela levantou-se, no susto, e saiu correndo até a sala.
– Jane? – ela o chamou, mas só depois o encontrou caído do chão, se debatendo – Patrick, calma... – ela se abaixou e segurou em sua mão
– Grace... A Grace tá... – ele dizia
– A Grace está bem, Patrick... Está tudo bem! Você está aqui, comigo...
Lisbon já estava quase desistindo e usando o calmante que Melissa lhe dera, quando Patrick abriu os olhos e apertou a mão dela
– Lisbon... Teresa...
– Sim, sou eu Patrick! Eu estou aqui, está tudo bem.
– E-Eu pre-e-cis-so... Deit-tar... Minhas co-s-st-as... D-doe-em
– Ok, vamos levantar... – ela o ajudou a se levantar e guiou para o sofá para que ele pudesse se deitar
– Obrigado – ele disse
Teresa esperou até que ele adormecesse, sentada no chão da sala, em frente ao sofá, e quando pensou que ele já havia entrado na terra dos sonhos, ela levantou-se e foi em direção ao seu quarto.
– Não me deixe sozinho, por favor! – ele pediu impedindo-a de continuar seu caminho
– Achei que estivesse dormindo... – ela voltou e sentou no chão novamente
– Senta aqui para eu poder colocar minha cabeça no seu colo – ele permanecia do olhos semifechados no entanto, ele levantou a cabeça e Lisbon fez como ele pedira.
Ela acariciava-lhe o rosto e em pouco tempo, Patrick dormiu profundamente inalando o perfume de flores que provinha de Teresa.
E sem muito tardar, Lisbon também pegou no sono.
...
– Hey, Teresa... – Patrick a chacoalhou levemente para acordá-la
– Patrick? – ela disse sonolenta
– Bom dia... Eu preparei um café pra você – Lisbon, porém, estranhou pois não estava no sofá que ela dormira na noite passada – Eu te peguei no colo e te trouxe para cá – ele disse sabendo o que ela pensava
– Ah, obrigada...
– O que prefere: ovos mexidos ou sanduíche de queijo? – ele coloca a bandeja do lado de Teresa, e cima da cama
– Sanduíche de queijo... Onde achou o pão e o queijo? – ela já estava mais desperta
– Fui no mercado aqui perto... Comprei algumas outras coisas também.
– Hum... – ela deu uma mordida no lanche – está uma delícia!
– Que bom que gostou... – ele sorriu e começou a beber seu chá e a comer seus ovos mexidos – Eu quero ter aquela conversa, Teresa...
Ela respirou fundo. Sabia que de todas as horas, agora seria onde ela teria que dar mais suporte a Jane.
– Eu não sei por onde começar – ele revelou
– Que tal começar falando sobre do que tem medo? – ela lembrou-se de mais uma recomendações de Melissa
– Me sinto perseguido... Igual quando Red John matou minha esposa e filha – ele respirou fundo – E sinto como se quem eu conhecesse também corresse algum risco só por estar perto de mim...
– Foi por isso que você estava falando sobre a Grace? – ela perguntou receosa
– É... Eu achei que ela tivesse sido sequestrada.
– Patrick, existem pessoas más no mundo, e você não é uma delas! Coisas ruins, as vezes, acontecem, e não é sua culpa... Ok?!
– Eu sei, é que... E se vocês não tivessem me conhecido?
– Olha... Nada de ruim aconteceu comigo, com a Grace e o Wayne nem com o Cho.
– Você teve o rosto marcado com o sangue do Brett Partrige...
– Mas você foi lá e me salvou, e agora está tudo bem! – ela acariciou o rosto dele gentilmente
– Obrigado, Teresa... – ele a abraçou forte
...
Tudo parecia ter melhorado, Patrick sorriu mais durante o dia, e em momento algum sentiu aquele frio na barriga, tampouco suas mãos tremeram.
Ele e Teresa cozinharam um jantar para cinco pessoas, pois haviam convidado os ex-membros da CBI para relembrar os velhos tempos, e Cho se incumbiu de levar a sobremesa.
Quando todos estavam à mesa, Jane começou relembrando de cada momento bom, engraçado ou entediante que eles passaram juntos no CBI.
Muitas memórias... Boas memórias.
Mas como se o tempo voasse, todos foram embora e deixaram Teresa e Patrick à sós...
– Vê se não apronta, hein Jane... – alertou Rigsby piscando um olho para o loiro – ou apronta, sei lá...
– Wayne! – repreendeu Grace, fazendo Teresa e Patrick rirem da brincadeira
Eles se despediram e fecharam a porta.
– Bem... Hora de dormir – Jane disse
– Já? Eu ainda não estou com sono...
– Que tal assistirmos um filme e comer aquela torta de chocolate com morango que o Cho trouxe? – Teresa sorriu – Ah, nem adianta negar... Sei que você está tão louca por mais um pedaço quando eu.
– Não sabia que gostava de chocolate.
– E não gosto... Mas gosto deles misturados com morangos. Me fazem lembrar você – ele disse deixando Teresa completamente ruborizada
Os dois pegaram uma fatia da torta e sentaram-se no sofá, após colocarem dentro do DVD o filme “A proposta”.
No meio de muitas risadas e pedaços de morango, Patrick ergueu o braço até sua boca, para tampar seu bocejo e, ao invés de voltar o braço para onde ele estava, ele passou-o por cima da cabeça de Teresa e o apoiou nas costas do sofá.
Obviamente a morena notou a aproximação, mas nada disse. Com o tempo ele fez escorregar seu braço até que ele repousasse em Teresa.
O silêncio constrangedor permaneceu até que o filme acabasse, e Jane jamais moveu seu braço de sobre Teresa.
– Então...? – começou Teresa envergonhada olhando para Patrick
– Legal o filme, não é?
– É... É sim! – ela permanecia tímida
– O empregado que se apaixona pela chefe durona... Já conhecia essa história há tempos.
– Como? Você disse que era a primeira vez que assistia o filme...
– Ah, não... Eu realmente não conhecia o filme, mas essa história... – ele virou seu rosto para olhar em seus olhos verdes – Sabe?! De se apaixonar pela chefe durona... conheço bem isso – ele sussurrou a última parte
Teresa tentou com todas as suas forças não pensar no duplo sentido daquelas palavras, mas...“Que duplo sentido?” pensou ela “Ele está sendo bem direto...”
– Patrick... – ela sussurrou, porém, antes de começar seu discurso de que eles não deveriam ficar juntos, ela foi calada com os lábios de Patrick sobre os dela.

  Capítulo 6 - Quero arriscar 



Beijo, ósculo, afago, carinho, carícia... Chame do que quiser. Mas dizer que aquilo fora um beijo de verdade, igual aos que se vê na televisão, demorado, recíproco, apaixonado, seria não contar a verdade por completo.
Demorado? Pelo contrário... Rápido até de mais.
Recíproco? Sem tempo suficiente para o tal.
Apaixonado? Ao menos pela parte de Patrick, sim.
 - O que foi... Isso? – sussurrou Teresa quando o pequeno beijo cessou.
 - Um beijo – ele disse apenas, mas Teresa esperou que ele continuasse.
 - Como assim “um beijo”? – ela perguntou novamente, um pouco alterada desta vez.
Então Patrick virou-se para olhá-la nos olhos, e segurou sua mão.
 - Você não percebe, Teresa? Eu só consigo ficar bem quando estou perto de você... E isso não vem de hoje – ela se preparou para dizer algo, mas as palavras, travessas, fugiram de sua boca – Eu pedi para o FBI me dar o trailer porque assim eu poderia estacionar perto da sua casa... Você não sabe, mas é o que eu tenho feito. Aliás o seu vizinho de trás deve estar sentindo minha falta – ele disse a última parte pensativo – Olha, Teresa, eu sei de todos os riscos de ficarmos juntos... Sei que eu posso te irritar de mais no trabalho e você acabar de cansando de mim. Sei que podemos misturar as coisas sem querer... Sei que meus surtos nervosos podem piorar... Mas eu quero arriscar. Porque você vale a pena o risco.
A cabeça dela rodopiava e revia como um filme todo o discurso de Patrick.
“Oh, palavras... Onde estão vocês quando eu preciso?” pensava ela
 - Não vai falar nada? – ele perguntou um pouco triste
 - Patrick, eu... – “Vamos você consegue! Apenas atire as palavras... Depois você pensa nas consequências” ela dizia para si mesma em sua mente, então apertou os olhos e finalmente continuou – Também quero me arriscar – ela disse rápido, tão rápido como se deve tirar um band-aid
Patrick sorriu.
Não porque ela também queria se arriscar, mas sim por causa da forma da qual ela falou.
Ele levou a mão até o queixo dela, fazendo com que ela abrisse os olhos e olhasse para ele.
 - Está com medo? – o sorriso ainda não havia saído do rosto dele
 - Pare de rir! – ela o repreendeu batendo no ombro dele – Quer saber? Mudei de ideia...
 - Não mudou, não! – ele continuava sorrindo
 - Não quero mais me arriscar.
 - Quer sim! – seu sorriso ficava cada vez maior
 - Arrrrgh! Por que você tem sempre que estar certo?
 - Então estou certo?
 - Você estava blefando! – ela afirmou com um leve tom de indignação em sua voz – Seu filho da mãe! – ela pegou uma almofada e bateu em Patrick com ela, começando uma guerra de almofadas na sala.
Nem havia uma possibilidade para Patrick vencer aquela “guerra”, mas esperto como é, ele segurou o braço de Teresa, e fingiu ter tropeçado, então a trouxe consigo. Nenhum deles parava de rir, e ficaram ambos deitados no chão, olhando para o teto.
Quando eles se acalmaram, Patrick levantou seu torso e se inclinou sobre Teresa, capturando seus lábios quentes.
Macio, molhado, gostoso, demorado, apaixonado, recíproco, delicado, saboroso, envolvente e viciante.
 - Você beija bem... – ele sussurrou
 - Eu ainda vou precisar de mais desses para descobr-
E mais uma vez naquela noite ela fora calada com a boca de seu melhor amigo, ex-consultor e, agora, namorado.
Pensando nos beijos doces de sua namorada, Patrick adormeceu, e nunca achou um sofá tão confortável.
Mas talvez seja porque ele estava viajando nas mais altas nuvens.

 Capítulo 7 - Avise! 



Teresa demorou a dormir naquela noite… Tantas coisas haviam acontecido naquelas últimas horas. E ela não poderia estar mais contente!
Patrick beijava bem, não havia como contestar.
E ele era tão fofo!
Parecia que o coração dela iria saltar do peito, de tão rápido e forte que ele palpitava.
Era uma euforia tão boa…
Sem conseguir se conter, ela se levantou e foi até a sala, encontrando Jane dormindo tranquilamente no sofá.
 - Vai ficar me observando por quanto tempo? – ele perguntou assustando-a
 - Achei que estivesse dormindo…
 - Veio checar se eu estou bem?
 - Isso também… Mas vim mais pra te dizer uma coisa – isso fez com que Patrick se levantasse e ficasse de frente para ela
 - E o que é?
 - Você também beija bem… - ela disse e o fez inexistente o espaço entre eles, selando sua boca na dele
 - Humm… É bom ouvir isso! – eles se beijaram novamente, demorando mais desta vez.
 - Boa noite Patrick
 - Boa noite Teresa, bons sonhos! – eles se despediram com mais um beijo, e Teresa foi para seu quarto, e dormiu como um bebê depois de um dia agitado.
…
Não era de se esperar que alguém batesse na porta da casa de Teresa àquela hora da manhã.
Intrigado e confuso, Patrick levantou do sofá sonolento e abriu, sem ao menos se lembrar de perguntar quem era.
 - Agente Pike? – espantou-se Jane, principalmente porque o homem carregava em suas mãos uma sacola de papel, igual a do mercado que Jane fora no dia anterior
 - Ah, oi Patrick... – ele disse em surpresa – Como está?
 - Bem... E você? – ele continuava confuso
 - Ãhn... Teresa está?
 - Acho que ela está dormindo... – Patrick, sonolento e sem pensar direito, prosseguiu – Quer entrar?
 - Claro, por que não?!
...
Enquanto isso, na casa temporária dos Rigsby, Grace preparava a mamadeira de Maddie no micro ondas e pensava a respeito dos grampos.
 - Bom dia, Grace – disse Wayne entrando na pequena cozinha
 - Bom dia, amor – respondeu a mulher – Quer dar a mamadeira pra Maddie?
 - Quero sim! – ele pegou a bebê dos braços de Grace e se sentou em uma cadeira – Você pode colocar café pra mim?
 - Claro! – Grace sorriu, e soltou uma pequena risada depois que lhe entregou a xícara com café.
 - O que foi?
 - Não é nada, é só que... Estava lembrando daquele agente... Pike, que está responsável pela nossa vigilância lá no hotel, de quando ele levou café pra Lisbon e a gente ouviu ele se vangloriando do café dele...
 - Pois é – Wayne também riu com essa memória – Ele tem uma quedinha pela chefe.
 - Verdade... Se o Jane não andar logo, ele vai acabar perdendo a Lisbon pra esse cara estranho aí.
 - Sei lá, talvez seja bom pra ela... Sabe?! Tem tudo sido ao redor do Jane por tanto tempo, que talvez... Fosse bom ela variar um pouco.
 - Mas a gente nem sabe quem esse Pike é direito... E provavelmente, nem a Lisbon...
 - Tem razão. A gente devia pesquisar sobre ele pra ver se ele é bom pra Lisbon, não é?!
 - Claro! Depois de tudo o que ela fez por nós, quando namoramos pela primeira vez... Devemos isso à ela.
 - Ótimo! – ela exclamou – Vou pegar o computador!
Grace levou o notebook para a cozinha e começou a pesquisar sobre o agente Pike no banco de dados do FBI com a senha facilmente descoberta de Lisbon.
 - Eu não consigo acreditar que a Lisbon usa “Reese123” na senha dela – comentou Grace – É tão óbvio! – ambos riram – Vamos lá... Marcus Pike... Ok, entrei na ficha dele – ela começou a ler algumas coisas como, idade, cidade que nasceu até que voltou os olhos sobre o nome completo do agente – Oh meu Deus...
 - O que foi Grace?
 - O nome completo dele é Marcus Pike Francis Haibach... Haibach! – ela repetiu - Igual Richard Haibach, o principal suspeito...
 - Oh merda! – exclamou Wayne – desculpe Maddie...
 - Wayne... Ele está vigiando a casa de Lisbon!

Ambos saíram correndo em disparada para o telefone alertar Lisbon e Patrick sobre o perigo, esperando com todas as forças que não fosse tarde de mais.


Capítulo 8 - À sós na cozinha



 - Você quer esperar aqui? – perguntou Patrick para Marcus – Eu vou acordar a Teresa...
 - Claro! Eu... Vou ficar aqui no sofá – responde o agente sorridente
Patrick foi até o quarto de Teresa, e ainda sonolento, ele sentou-se ao lado da cama dela e a chacoalhou levemente para que ela despertasse.
E ela assim o fez, sem deixar de sorrir por ser acordada por seu namorado.
 - Bom dia, Patrick! – ela disse
 - Bom dia, Reese... – ele se inclinou sobre ela e a beijou rapidamente nos lábios – O agente Pike está lá na sala... Acho que ele veio pra tomar café da manhã com você.
 - Hum – ela resmungou, encolhendo-se novamente nas cobertas – Tenho mesmo que levantar? Está frio...
 - Bem, não podemos dispensar seu... Admirador – brincou Patrick
 - É – Teresa concordou e ambos riram da brincadeira.
O que eles não sabiam era que o agente Pike na verdade era Marcus Pike Francis Haibach, e que ele os estava espionando pela fresta que Jane havia deixado aberta da porta do quarto de Lisbon.
E eles também não sabiam que o agente havia se enfurecido com a tal brincadeira.
Pike foi até a porta da frente e trancou-a, seguindo com as janelas e então ele voltou a sentar-se no sofá, antes que o casal saísse do quarto.
 - Bom dia, Marcus! – cumprimentou-o Teresa animada
 - Oh, oi Teresa... Como vai? – ele a abraçou
 - Estou bem, e você?
 - Bem também... Eu havia te prometido um café... Vim cumprir minha promessa – ele sorriu de orelha a orelha
 - Oh... Muito obrigada, estou mesmo precisando de uma café – ela o guiou até a cozinha, e Patrick resolveu ir até o quarto trocar de roupa.
Podia parecer loucura, mas ele confiava em Teresa, e sabia que ela não o trairia.
Então seguindo com seu plano, ele foi até o quarto, mas antes que ele pudesse entrar no banheiro, ele ouviu o celular de Teresa tocar.
Era Grace... Que estranho!
Grace ligando para Lisbon às sete e meia da manhã?
Curioso de mais para se conter, Patrick atendeu o celular.
 - Alô, Grace?
 - Jane! Ai, graças a Deus... Cadê a Lisbon?
 - Ela está na cozinha com o agente Pi-
 - Essa não! – lamentou Grace
 - O que está acontecendo?
 - O agente Pike é primo do Richard Haibach. Você precisa tirar esse cara de perto da Lisbon, Jane – alertou Grace.
Patrick largou o celular e saiu correndo em direção a cozinha para salvar a Teresa.

Dois minutos antes, quando Pike entrava com Lisbon na cozinha para, supostamente, fazer o café, o agente começara a puxar assunto:
 - Você e o Jane... É sério? – ele perguntou tímido
 - É... Bem sério! – ela disse – Desculpe por...
 - Não se desculpe, Teresa. Você não tem culpa. É uma mulher bonita!
 - Obrigada... – ela sorriu tímida
 - Mas quem foi que disse que só somos punidos por coisas que somos culpados? – ele perguntou fazendo com que Lisbon franzisse o cenho em dúvida.
Porém, antes que ela pudesse fazer qualquer tipo de pergunta, Pike colocou um pano encharcado com sedativo no nariz e boca de Lisbon, e ela caiu no chão, quase que instantaneamente, desmaiada.
E neste exato segundo, Patrick Jane chegou a cozinha...


Capítulo 9 - Perigo



 - Patrick! – espantou-se Pike – Ajude-me aqui, Teresa desmaiou – mentiu ele.
Sem pensar duas vezes, Patrick pegou uma jarra de vidro que estava no balcão e atirou-a no agente, porém ele conseguiu se esquivar, e a jarra se espatifou e se dividiu em vários pedaços no chão.
Marcus tirou de trás das costas o pano com o sonífero, e jogou-o em Patrick que, mesmo com o rápido contato de seu nariz com o produto, caiu no chão inconsciente.
.......
Teresa acordou e se encontrou em uma pequena sala que, com o passar de alguns segundos, ela reconhecera como a sala que havia debaixo da escada que dava acesso ao sótão.
Sótão... Essa palavra a fez lembrar de Jane, e ela logo virou-se para o lado, encontrando-o caído, de mãos e pés amarrados e desacordado.
Ela tentou se mexer e só neste momento percebeu que seus próprios pés estavam amarrados, porém suas mãos estavam livres.
Logicamente ela começou a desamarrar seus pés e depois a desamarrar Patrick, sem deixar de considerar o quão estúpido aquilo era, e...
“Estúpido demais, ou faz parte do plano dele?” ela pensou.
Jane começou a se mexer e resmungar algo que se assemelhava com “dor”.
 - Patrick... – ela se aproximou dele
 - Teresa – ele abriu os olhos completamente – Oh meu Deus, você está bem! – ele a abraçou forte
 - Patrick, o que houve? – ela sussurrou baixinho
 - O Agente Pike é primo do Haibach... – ele respondeu
 - Oh meu Deus... Então é o Raibach que está por trás das escutas – ela constatou – Patrick... O que vamos fazer?
 - Shh – ele a abraçou – Vai ficar tudo bem, nós vamos sair dessa, ok?! - ela assentiu com a cabeça e algumas lágrimas nos olhos.
 - Eu quero ver vocês tentarem... – disse uma voz que eles reconheceram como a do agente Pike, mas eles não o enxergaram em lugar algum
 - Pike... O que você quer? – indagou Jane
 - O que eu quero? Não, isso não é sobre o que eu quero... Isso é sobre justiça! – ele afirmou com raiva
 - Que justiça? – Jane continuava a procurar de onde saia a voz
 - Você, Patrick, fez o meu primo sofrer... Ele nunca fez nada para você!
 - Então se isso é sobre justiça, porque Teresa está aqui? Ela não tem culpa...
 - Ah, ela tem. Escolheu você como namorado. Um assassino, vingador, trapaceiro e injusto.
 - Ciúme – replicou Patrick
 - Como é?
 - Ciúme. Você está com ciúme, e é por isso que está fazendo isso. Ciúme!
 - Você não sabe do que voc- Quer saber? Eu daria uma hora para vocês encontrarem a saída, mas agora vou dar apenas meia hora para vocês encontrarem a saída da casa. E caso não consigam... – ele riu – Não olhem para lado.
Silêncio.
O que será que ele quis dizer com isso? Achar a saída da casa? Mas eles não estavam na casa de Lisbon?
E se não conseguirem, por que não podem olhar para o lado?
Eram muitas dúvidas e apenas uma única certeza: Suas vidas estavam em extremo perigo.


Capítulo 10 - Três portas

A tensão dentro daquele pequeno cômodo era tão grande, que quase chegava a ser palpável.
Medo. Teresa estava morrendo de medo. Não apenas por estar naquela situação, mas também por causa de Patrick, que poderia ter um surto nervoso à qualquer momento.
 - Teresa, fique calma, está bem? – ele acariciou as costas da mão dela – Eu tenho um plano pra tirar a gente daqui.
 - Que plano?
 - Vem comigo! – os dois se levantaram e, abrindo a porta lentamente, saíram do quartinho apertado.
Patrick entrelaçou sua mão à mão de Teresa, o que a deixou mais confiante, como quando ela se metia em algum dos planos dele no CBI.
O lugar onde eles se encontravam era uma casa, mas não a casa de Teresa.
Era forrada com um carpete marrom no chão, e as paredes eram de cor creme. Os quadros nas paredes tinha a moldura verde musgo, combinando com alguns móveis dessa mesma cor.
Parecia não haver nenhum perigo ali naquele corredor, então os dois saíram completamente do pequeno cômodo que imitava ser uma dispensa de debaixo da escada, e olharam ao redor, buscando uma saída.
Haviam três portas iguais, uma ao centro do corredor, e as outras duas opostas uma à outra nas duas pontas.
 - Para onde devemos ir? – Perguntou Teresa
 - Aquela – ele indicou a porta ao lado do relógio.
 - Como você sab-
 - Shh... – ele alertou, colocando o dedo indicador na boca dela – Confia em mim – ela apenas assentiu com a cabeça.
Patrick abriu a porta com cautela, olhando para dentro. Teresa, por sua vez, tentava ficar na ponta dos pés, mas ela não conseguia enxergar nada.
 - Entre primeiro... – ele disse se afastando da porta, e Teresa deu dois passos para frente, em direção à porta, mas antes que ela pudesse entrar, Patrick a puxou de volta para si e a abraçou com força.
 - Está tudo bem! – ela o confortou
 - Teresa, eu preciso que você saiba de uma coisa
 - O que foi? – ela se afastou do abraço para poder olhar nos olhos dele
 - Eu amo você! Você sabe que eu vou fazer de tudo para te proteger, não é?!
 - E-Eu também amo você, Patrick... Por que está dizendo essas coisas? Está me assustando
 - Shh, está tudo bem... – ele segurou o rosto dela com as duas mãos e a beijou.
Ainda com as bocas seladas, ele deu um passo para frente, obrigando-a a dar um passo para trás.
Um leve toque no queixo e mais um passo.
E depois mais outro.
E ainda outro, até Teresa estar completamente dentro da porta, e Patrick parcialmente dentro.
Patrick apartou seus lábios de sobre os de Teresa, e ela permanecia inerte.
 - Me desculpe... – ele sussurrou antes de fechar a porta.
O barulho emitido por Patrick ao trancar a fechadura da porta fez com que Teresa despertasse.
Confusa, ela olhou ao redor para perceber onde estava, e...
 - Filho da mãe – ela esbravejou quando percebera que fora hipnotizada – Patrick Jane, não ouse me deixar aqui! – gritou
Mas Patrick fingiu não ouvir, e então correu para a porta do outro lado do corredor e abrindo-a, encontrou um labirinto de espelhos.
Sorriu... Agora ele tinha certeza que conseguiria salvar sua Teresa.

<.NOVO.>Capítulo 11 - Juntos<.NOVO.>

Patrick fechou a porta atrás de si e começou a caminhar pelo labirinto, procurando pela presença de Pike, ou até mesmo de Haibach ali.
 - Isso foi um atitude muito ousada – uma voz masculina preencheu o silêncio que se fazia
 - É mesmo? – desafiou-o Patrick
 - Confiar a vida de sua namorada à uma porta com tranca? Sim, uma atitude muito ousada – de repente a imagem de Pike apareceu refletida em alguns espelhos – o que te faz pensar que alguém não possa destravar aquela porta e capturar sua namoradinha?
 - Porque está sozinho – afirmou Patrick e Pike riu
 - Mesmo? Quer apostar?
 - Não obrigado. Eu ganharia de qualquer forma.
 - Ha... Até parece – Patrick prosseguia andando cautelosamente pelo labirinto, tentando descobrir onde Pike estava – Você sabe que tem apenas mais dez minutos?
 - Jura? Porque, segundo as minhas contas, eu ainda tenho vinte minutos
 - EU mando aqui – enfureceu-se Pike com a calma de Jane – Se eu quiser, posso te matar agora.
Foi aí que Jane entendeu tudo o que se passava ali.
“Não olhe para o lado”, ele lembrou.
 - Sabe, eu esperava mais de você... – disse Patrick
 - Como é?
 - Não é muito inteligente você deixar um mestre em manipulação de mente e comportamento trancado dentro de um labirinto de espelhos, com o qual, eu tenho que dizer, estou bem familiarizado, já que cresci no circo.
 - Você não sabe nem um terço do que eu planejei – ameaçou Pike. Ele estava nervoso e, óbvio, Patrick percebeu, e riu para aumentar o nervosismo de Pike
 - Errado. Eu sei de todo o seu plano. Ou você acha que atacar um paninho molhado de sonífero ia me fazer desmaiar? – Patrick virou mais um corredor dentro do labirinto, e podia sentir que estava próximo.
O Agente nada respondeu.
 - Vamos lá, admita, Pike. Eu te surpreendi dessa vez...

Click.
“Não olhe para o lado”, as palavras ecoavam na mente de Patrick.
 - Aha... Está com medo, Patrick – perguntou Pike, vendo aonde seu prisioneiro estava.
 - Medo? Não...
 - Então porque não olha para o lado? – desafiou-o.
 - Essa é uma boa pergunta – respondeu Patrick antes de se abaixar, e ter o espelho atrás de si despedaçado com o impacto do tiro que fora disparado de uma arma.
Respirando aliviado por alguns segundos, Patrick olhou através do espelho quebrado e pôde ver Haibach, Pike e... Teresa, com a boca tapada pela mão de Haibach e com os olhos molhados de lágrimas.
 - Teresa! – ele gritou, mas antes que pudesse reagir, Pike apontava uma arma para a cabeça de Teresa.
 - Não contava com isso, não é Patrick?
 - Solta ela agora! – ele exigiu
 - Não, não soltaremos – replicou Haibach
 - Eu disse Patrick. Era melhor não ter olhado para o lado. Nenhum dos dois lados – disse Pike sorrindo.
 - Não! Por favor, não machuquem ela. É a mim que vocês querem. Deixem ela ir... – os dois riram do desespero de Patrick
Sem saída, Teresa começou a chorar, implorando por sua vida em murmúrios.
 - Agora, querida Teresa – começou Pike – observe em seus últimos instantes de vida, o medo nos olhos do seu namoradinho...
Teresa começou a se debater, na tentativa de se livrar de Haibach, porém isso fez com que ele a segurasse mais forte, machucando-a um pouco mais.
Click... A trava de segurança já havia sido tirada.
O dedo de Pike se aproximava lentamente do gatilho, afim de ver Patrick sofrer cada vez mais... Até que: Paft.
...
 - FBI, LARGUE A ARMA! – gritou Fischer entrando de supetão no labirinto, e encontrando-os facilmente pois eles estavam próximos do final do labirinto – FAÇA ISSO AGORA! – ordenou, e Pike largou a arma e logo foi algemado, junto a Haibach, que soltara Teresa.

 - Teresa! – exclamou Patrick, e então correu para ampará-la – Teresa, você está bem?
 - Sim – ela sussurrou apoiando-se ao abraço de Jane.
 - Oh, eu tive tanto medo de te perder! – confessou Patrick
 - Você me hipnotizou
 - Me desculpe, eu achei que... A-Achei que se eu te deixasse longe de mim, eu te protegeria – com isso, Teresa reuniu forças e, enxugando os olhos uma vez mais, levantou seu torço e segurou o rosto de Patrick entre suas duas mãos.
 - Quando é que você vai aprender que você só pode me proteger estando perto de mim? Hein? – Patrick permaneceu em silêncio – Patrick, somos parceiros. Temos que ficar juntos... Sempre!
Patrick abaixou o olhar, tentando impedir que as lágrimas que se formavam em seus olhos caíssem. Teresa, porém, levantou o rosto dele, tocando em seu queixo levemente.
 - Promete para mim que você nunca mais vai me deixar para trás? – Jane desviou o olhar de novo, mas Lisbon o fez olhar para ela novamente – Promete?
 - E-Eu... Está bem, eu prometo. Prometo nunca mais te deixar para trás.
Teresa o abraçou, consolando-o pelas lágrimas que ele, agora, inevitavelmente derramava sobre seu rosto.
 - Eu te amo. Eu te amo, me ouviu? – perguntou Teresa
 - Eu também te amo – ele sussurrou em seu ouvido.
...........
8 meses depois
 - Todos prontos? – sussurrou Cho e todos assentiram com a cabeça – Um, dois, três... – sussurrou – FBI, PONHA AS MÃOS ONDE EU POSSA V... Jane? Lisbon? Mas o que você está fazendo aqui? – Cho abaixou a arma, quando encontrou o casal sentado no sofá, de mãos ao alto agora.
 - Como assim o que estamos fazendo aqui? – respondeu Jane indignado – Moramos aqui!
 - Ok, pessoal, o que está havendo aqui? – Cho virou-se para o seu time do FBI, e piscou um olho
 - SURPRESA! – gritaram de repente todos, inclusive Abbot e Fischer que entravam pela porta.
 - Hoje – começou Cho – viemos aqui parabenizar os dois agentes que mais fecham casos, com mais confusões dentro do FBI. Agentes que, sem dúvida, significaram e significam muito na formação profissional de muitos outros agentes, e principalmente para mim. Parabéns aos Agentes especiais Patrick e Teresa Jane, que hoje também completam uma semana de casados.
E – juntos – a vida dos dois nunca foi mais bela.
Sem surtos, porque, agora, Patrick permitira-se ficar – junto – com sua parceira, amiga, namorada, e agora, esposa.
Juntos.




Sim, isso mesmo, esta fanfic foi finalizada.
Quero agradecer a todos pelos comentários lindos, que me inspiraram a continuar, e também quero agradecer a paciência de vocês por esperarem pelo meu período de provas, e por me incentivarem a tirar notas boas <3 (eu tirei notas boas, by the way :P )
Escrever essa fic foi realmente surpreendente e surtante. Eu não achei que vocês iam gostar, e estou muito feliz de estar errada. :P
Espero que o final não tenha desapontado vocês. :)
Mais uma vez, muito obrigada!
Guardo todos vocês aqui ♥ no meu coração 

Beijinhos  ♥

40 comentários:

  1. Ai caramba, Patrick e Teresa tão em perigo, eita será que Wayne e Grace chegaram a tempo ????
    Pike Prevejo seu fim, espero que tu morra, ninguém mando tu aparecer e atrapalhar Jisbon !
    Super amei esse capitulo, Perfect !

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    1. *-* Uuuhuuhuhuuu... Se eles chegarão a tempo, só no próximo capítulo., hehehe :P
      Fico feliz que tenha gostado Keyla <3
      Obrigada pelos seus comentários lindos :3
      Beijios

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  2. Nossa você é boa mesmo arranjar um parentesco pra o Pike parecido
    com ele kkkk.Amei Jane E Lisbon juntos perfeito! tomara que Wayne e Glace faça algo por eles não quero que aconteça nada com eles,logo agora que descobriram que se amam.Lindiana Mendes

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    1. Lindianaaaa \o/ Que bom ver você aqui *-* <3
      Awn, obrigada <3 Fico MEGA contente sabendo que tu gostou da fic, e do parentesco com o Haibach...
      Foi minha pequena vingança por ele atrapalhar Jisbon na série, hahahaha :P
      Vamos torcer pro Wayne e pra Grace conseguirem chegar lá à tempo :P
      Acho que amanhã ou sexta já tem capítulo novo :P
      Se não tiver aqui, tem em Um Começo Diferente *-*
      Obrigada por comentar, flor <3
      Muito bom ter vc aqui! :D
      Beijinhos

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  3. Estou simplesmente amando a Fic *--* a escolha do filme "A proposta" foi perfeita (eu amo o filme) e ate lembra os dois, isso de se apaixonar pela chefe durona kkkk Jane foi bem cara de pau, a fic esta totalmente maravilhosa kkkkkkkk

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    1. Stephaniiiiii! \o/ Quanto tempoo!
      Poxa, que legal que vc gostou da fic <3 E da escolha do filme...
      Seria o Jane se não fosse cara de pau? auhsuhasuaushauhsuhahsuhahsuaushuahs
      Muito obrigada pelo comentário Stephani <3
      Beijinhos :3

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  4. OMG!!!!! Vou morrer de curiosidade se demorar pra postar u.u' Espero que o Jane consiga salvar a Lis desse.... Ansiosa aqui pelo próximo capítulo. Estou amando a fic, assim como amo as outras que escreve :3 ♥

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    1. ♥♥♥ Eu prometo que vou postar o mais rápido que minha mente conseguir criar o próximo capítulo ♥♥♥
      Eu tenho uma certa dificuldade em descrever cenas de ação, então estou adiando ela já faz uns dois ou três capítulos, hahahaha :3
      Estou super feliz que você está gostando das minhas fics ♥♥♥
      Obrigada por comentar Kaah ♥
      Beijinhos ♥

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  5. Uepa se Pike fazer algum mau, com a Lis eu mesmo mato ele! RUM
    Espero que Patrick consiga salva-la !
    Ta agora vc me deixou mais ansiosa, pela atualização dessa fic !

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    1. Poxa, que legal! Se eu consegui deixar você mais curiosa, então consegui meu objetivo (deste capítulo) :D ♥
      Que bacana! :P
      Prometo atualizar o mais rápido possível :3
      Muito obrigada por comentar, Keyla ♥
      Beijinhos :3

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  6. Aiw Paola a declaração do Jane foi tão fofa *-* - Eu só fico bem quando vc estar por perto! So cute *-* Estou muito tensa com a Lis desmaiada no chão e esse Pikenike (amei sua ideia dele ser primo do Haibach) qual será o plano dele? Parabéns, estou amando a fic <3 Adriana Lima

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    1. Oi Adriana *-* Que legal te ver aqui! ♥♥♥
      E ainda mais legal saber que você está gostando da fic e das minhas ideias malucas :P hahaha
      Eu tenho pelo menos umas duas ideias pra continuar a fic daqui... Mas a que eu considero melhor é um pouco forte, então não sei se vai ser tão legal assim :/
      Espero não desapontar :D
      E muito obrigada pelo seu comentário fofo ♥♥♥♥
      Beijinhos, até o próximo capítulo! :3

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  7. SPIKE SEU VERME!!!!!!! PESTE NEGRA!!!!!!! Com que direito esse remendo de ser humano encosta na Lisbonita?!!! ♪ Se eu te pego, eu te quebro! Eu vou te matar! ♪
    Jane, banque o Superman e salve a Lisbon Lane das garras do Lex Pluto! (Pluto... Spike... Cachorros... que horrível!)
    Esperando loucamente pelo próximo capítulo!!!
    Bjinhos da Vivi's...♥♥♥
    Ps: Adorei ser citada no seu comentário!!! *-----------------*

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    1. Lisbon Lane... Lex Pluto... Menina, como me fazes rir! hahahaha
      Amei *--*
      Vou ver se consigo escrever um ainda hoje e postar ;) ♥
      Você é muito criativa Vivi ♥ Deveria escrever fics ♥ Eu simplesmente piro nos seus comentários ♥ De tanta fofura e amor e coisinhas lindas e maravilhosas e cute-cutes ♥♥♥♥
      Muito obrigada pelo comentário *-*
      Beijinhos, até mais tarde (espero) :3

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  8. Ficou superlegal esse capítulo 9!! nunca fui com a cara de de Pike,na serie ele pode não ser um bandido mais na sua fic ele é amei,você tá melhor Bruno Heller..Eu acho que Jane vai dá um jeito deles se salvarem e Pike vai morrer na sua própria armadilha.kkkkkkk.Ansiosa pelo próximo capítulo.Bjs

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    1. Awwwwnnn ♥♥♥ Pensa só em uma pessoa que sorriu de orelha à orelha ao ler seu comentário... Agora multiplique infinitamente = \o/ EU! hahaha
      ♥♥♥ Muito obrigada Lindiana ♥
      Em breve vai ter capítulo novo, prometo! :3
      Veleu pelo comentário ♥
      Beijinhooos

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  9. por que eles não podem olhar para o lado??? o.O Curiosíssima pra sabe o Pq, e ansiosa demais pela atualização!

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    1. Hueuheuhuehuehuehueh... Em breve, em breve... ♥
      Talvez neste feriado prolongado já tenha capítulo novo
      #Oremos hahahaha
      Obrigada pelo comentário Keyla ♥
      Beijinhos :3

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  10. Nossa to super, hiper e mega tensa com esse capitulo :S Mais Jane é mais esperto q ele e vai salvar a Lis dessa tenho certeza, hum quer dizer espero rss! Lola sua linda, mate logo minhha curiosidade e posta logo o proximo capitulo hahah. To surtando aqui :P Parabens a fic ta maravilhosa. Bjin da Dri Lima <3:P

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    1. Sim, você tem razão... Jane espertinho vai ter todo um esquema... Hahahahaha
      U.U Pode deixar, segundo as minhas previsões (O.o) vai ter capítulo novo neste feriado :P
      Fico super feliz de ter você aqui lendo minhas fics *-*
      Obrigada pelos comentários lindos ♥
      Beijinhos :3

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  11. "Que lugar é esse?
    Por que eles não podem olhar para o lado?
    O que será que vai acontecer com Jisbon?
    Como Spike pode ser tão cachorro? (kkkkkkkkkkkkkkkkkk Eu tenho que parar com isso!)
    Descubra isso e muito mais nessa sexta, no Globo Repórter!"

    Lola, minha malvada favorita, que negócio é esse de dar um pedaço do doce e não dizer do que ele é feito? Para variar, a curiosidade está consumindo meus neurônios!!!
    Me senti em uma história da mitologia grega... Spike é o minotauro e dependendo da sorte de Jane e Lisbon, eles podem sair do labirinto (no caso, esse lugar aí quem ninguém sabe onde é) ou serem devorados pelo monstro! Se bem que a vontade dele é devorar a Lisbonita né! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs (Cara, eu preciso de ajuda urgentemente!)
    Brincadeiras e piadas à parte, esse traste está sendo um idiota pensando que pode ter a Teresa por perto sequestrando-a! Que bobão!
    Status: Esperando a continuação!!!! :D
    Bjinhos da Vivi's...♥♥♥

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    1. Huashuahsuahsuhaushasuahsuhas... Ai Vivi's, só vc mesmo... Amei a do globo repórter... hahahahahahaha
      Awnt "malvada favorita" ♥ hahaha
      Desculpe, eu prometo que no próximo capítulo (o 11) vai acabar a agonia! >.<

      Nossa, vc falou em mitologia grega e labirintos e ainda nem leu o capítulo 10?
      Tá assistindo the mentalist demais, pq já tá até advinhando coisas O.o hahahahaha
      " Se bem que a vontade dele é devorar a Lisbonita né!" <---- Minha reação ao ler isso = O.o e depois :') hahahahahahahahahahahaahahahahahahahahahahahhahahahahaha (chorando de rir)
      O capítulo 10 já está postado :3
      Muito obrigada pelo review Vivi Linda ♥♥♥♥♥
      Beijinhos :3

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  12. Qui capitulo bacana to surtadooooo kkkkkk ansiosa pr o proximo como ele sabia das portas 0_0 vc para na parte mais emocionante pr deixa o coração da gente a mil kkkk por isso adoro seu blog rsrs *_*
    By: LUZIA

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    1. Oi Luzia ♥ Que bom te ver aqui ^-^
      Ai, que lega que ficou curiosa :P E tô super feliz em saber que você gosta do meu blog *-*
      Nos próximos dias terá mais um capítulo ♥ Ainda não sei bem quando, mas não vai demorar :3
      Muuuuito obrigada pelo seu comentário Luzia ♥
      Beijinhos ♥♥♥

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  13. Nossa!!Que emocionante você parece até que é magica igual ao Patrick,sempre nós deixa hipnotizada com suas fic,porque depois que agente ler uma não consegue mais deixar de ler e sempre querendo mais.kkkkk. Patrick tem poderes ele sabia que a outra porta era o um labirinto cheio de espelhos,então ele resolveu hipnotizar Teresa senão ela ia atrapalhar os planos dele e ele sozinho é melhor dele enganar Pike e encontra a saída e salvar teresa e Pike vai tentar fugir mais vai ter uma surpresa quando tentar fugir e der de cara com o FBI a sua espera par prende-lo.Lola Obrigada pela fic,ansiosa pela continuação.Bjs Lindiana Mendes

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    1. ♥♥ Awn Lindiana... Sempre morro de fofura com os seus comentários ♥♥
      E fico aqui imaginando suas teorias ♥ Amo!
      Realmente, você tem pontos certos... O Patrick hipinotizou a Teresa pra ela não acabar atrapalhando, ou até sendo usada como isca.
      Como ele sabe disso?
      Huahsuahusahshas
      Só no capítulo que vem :P
      Obrigada por comentar flor! ♥
      Até o próximo capítulo :3 Beijinhos ♥

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  14. Patrick sempre a frente de todos néh? quando é a Teresa pensou que Jane iria trancar e hipnotizar ela, numa situação dessas nunca né?! kkkkk
    Amei demais esse capitulo, bem massa mesmo! Perfeito como sempre *--*

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    1. O mais inteligente, Boy Wonder! uahuahauhuahauauahuhauhauha
      Pois é, acho que foi realmente por ela não imaginar que isso poderia acontecer que ele fez. Ele se aproveitou da deixa :)
      Mas tudo bem, pq é por uma boa causa :D hehehe
      Obrigada por comentar Keyla
      Aliás, obrigada por comentar aqui e lá no Nyah! ♥♥♥♥
      Beijinhos :3

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  15. Lola, sua linda *-* ce quer me matar do coração né?! Quase infartei aqui com esse capitulo hahaha. Tá perfeita a fic. Vc é uma ótima escritora. Essa jogada dele hipnotizar a Lis foi show, uma tacada de mestre ;) Nem preciso comentar q to amando né!? Aiai to surtando aqui ^^
    Bjin da Dri Lima :) Ansiosa pela cena dos próximos capítulos =D

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    1. Ohh... Morre não! Hahahahaha
      Oiiint ti fofo ♥ Ainda bem que está gostando ♥
      Obrigadão pelo elogio ♥♥♥♥♥ Surtando com seu comentário! *O*
      O próximo capítulo virá em breve :3 ♥ Ainda não tenho certeza de quando, mas não vai demorar, prometo!
      Obrigada pelo comentário Dri (posso te chamar assim?) ♥
      Beijinhooos ♥

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    2. Pode sim. Eu nem perguntei já fui logo te chamando de Lola, aff bem eu essas coisas haha :S Desculpazinha ai rs. Eu posso de chamar de Lola? rss ^^ Mas ow só não demora a posta a próxima parte q ta boa mais q d+ essa fic *-* To curiosa d+ garota hahaha
      Bjos ♥

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    3. Imagina, pode me chamar de Lola sim :D Nem precisava perguntar ;)
      Vou atualizar, mas antes preciso atualizar "A Batalha do Pensamento", porque faz muito tempo que não atualizo :/ hahahaha
      Mas depois eu atualizo esta :3
      ♥♥♥♥♥♥♥

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  16. Ai meu Deus! O que foi isso? To sem folego aqui depois de ler esse capítulo final de "Surtos". Quase tive um ataque cardíaco quando eles apareceram com a Lis, ainda bem que o FBI apareceu para salvá-los e alegrar meu dia rss. Fischer eu te amo kkkkk.. Ficou ótimo a final da fic ^^ Vc sempre nos impressionando com essas fics maravilhosas! Ah sim, tenho q comentar: eles sentadinhos, agarradinho, casados, aiw q fofo *-* ai q tudo! Maginei mesmo a cena hahahaha... Parabéns Lola :) Amei a fic do começo ao fim <3
    Bjs Lola x)

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    1. "Fischer eu te amo" aushaushaushas Ri alto...
      Ai, Dri, estou super feliz em saber que vc gostou! Eu fiquei meio preocupada de ter estragado esse final, mas depois de ler seu comentário, já estou mais aliviada! :3
      E ainda mais feliz por saber que vc imaginou a cena e tudo mais *-*
      Super feliz ^_^
      Muito obrigada pelo comentário Dri <3
      Beijinhooos :3

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  17. Nossa! Lola amei do primeiro ao ultimo,ficou otima adorei o final.Parabens...Bjs
    Lindiana Mendes

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    1. Awn *-* Ainda bem que gostou Lindiana <3
      Eu fiquei um pouco preocupada de ter estragado a história nesse capítulo final, mas estou super feliz sabendo que você gostou! :D
      Muito obrigada pelo comentário <3
      Beijinhos ^_^

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  18. Peninha que a fic chegou ao fim!
    Amei demais a fic...

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    1. Oi Keyla :D
      Tô super feliz que você amou <3
      Valeu por comentar :3
      Beijinhos

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